O comércio varejista da Cidade do Rio de Janeiro estima aumento tímido de 1% nas vendas para o segundo semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025. É o que mostra pesquisa realizada pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio) que ouviu 250 comerciantes.
O segundo semestre corresponde ao melhor momento do comércio em virtude das liquidações de inverno, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal, a base de comparação de 2025 ainda é alta. Também a moderação do crescimento se relaciona com os efeitos das taxas de juros sobre a demanda, endividamento e inadimplência.
As estatísticas revelam crédito caro e juros anuais incompatíveis com as necessidades de crescimento da economia. A taxa média das operações de crédito para pessoas jurídicas encontrava-se em junho de 2026 em 20,80% ao ano. Já a de desconto de duplicatas e recebíveis, 18,96%. E o cheque especial ultrapassou 359%. Por extensão, a inadimplência da carteira de crédito com recursos livres das PJs, atingiu 4% também em junho, quando em julho de 2024 estava em 3,20%.
Para Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e SindilojasRio, a economia brasileira vem reduzindo o ritmo de crescimento. —O PIB de 2024 (3,4%) foi maior do que 2025 (2,3%), que deverá ficar acima de 2026 (1,98%). Esse processo se deve ao arrefecimento do consumo, com orçamentos familiares apertados com dívidas junto com a elevação do custo de vida, impactando vendas varejistas — diz Aldo.
—Como o comércio constitui engrenagem importante do motor da economia lidando com mudanças de humor dos consumidores, a expectativa de vendas moderada requer do setor a incorporação constante das inovações a fim de baratear custos e estimular receitas. Outra recomendação seria a de motivar a equipe com foco no propósito do empreendimento. Enfim, estabelecer planos até o final do ano para conseguir fechar o ano no azul frente a 2025 —conclui o presidente do CDLRio e SindilojasRio.