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22/07/2026

Mercado óptico se ajusta no primeiro semestre e Abióptica revisa previsões de crescimento

Desempenho apresenta resultado semelhante ao mesmo período de 2025; Abióptica revisa previsão de crescimento para 2026 considerando três cenários.

O mercado óptico brasileiro entrou em um ritmo mais moderado do que o observado no início do ano. No primeiro semestre de 2026 o desempenho ficou próximo ao do mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2026, o setor faturou R$ 14,07 bilhões contra R$ 13,98 bilhões em igual período de 2025. Isso representa variação positiva de 0,7%.

Em face desse cenário, a Abióptica alterou sua previsão de crescimento para 2026, que era inicialmente de 5,2%. Na perspectiva conservadora, a entidade prevê crescimento de 1,8%, com faturamento estimado de R$ 28,47 bilhões. No cenário intermediário, crescimento de 2,9%, com vendas da ordem de R$ 28,77 bilhões. E na visão mais otimista, curva positiva de 3,9%, com faturamento em torno de R$ 29,07 bilhões.

—A revisão das projeções não representa uma mudança estrutural do mercado óptico brasileiro, mas um ajuste às condições econômicas observadas no primeiro semestre. O setor permanece resiliente, sustentado por uma demanda permanente por saúde visual e pelo envelhecimento da população. O desafio é transformar esse potencial em crescimento por meio de um ambiente competitivo mais equilibrada — explica Ambra Nobre Sinkoc, diretora executiva da Abióptica, que completa: —Ainda teremos meses importantes para o varejo óptico (novembro e dezembro), mas neste momento trabalhamos com expectativas mais prudentes—complementa.

No cenário econômico atual, os empresários do setor de varejo convivem com consumo mais cauteloso, juros ainda elevados, menor confiança do consumidor e desaceleração da atividade. —Além disso, ainda enfrentamos desafios estruturais, especialmente a concorrência de produtos ilegais— lembra a executiva. Por ano são vendidos no Brasil mais de 53 milhões de óculos falsos e ilegais que trazem ao País perda de arrecadação, ampliam a concorrência desleal, causam risco à saúde visual e reduzem os empregos formais.

O setor óptico emprega mais 190 mil pessoas em 71.226 pontos de venda. Por ano são vendidos 106,5 milhões de óculos no Brasil, sendo metade de produtos falsificados e de origem ilegal, o que representa uma perda bilionária para as empresas e a receita federal.