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21/04/2026

Argalji, de Monique Argalji, estreia no Rio Fashion Week

Com experimentação em modelagem e volumes esculturais. O avô de Monique Argalji, fundou a Duloren, um alfaiate imigrante libanês que chegou ao Brasil trazendo consigo a sua familia e uma máquina de costura. Instaladose na Rua da Alfândega, no Centro do Rio de Janeiro, ele iniciou a produção de lingerie voltada para o corpo latino, estabelecendo as bases de uma tradição familiar ligada à costura e produção têxtil. Crescendo em meio a materiais como a renda, Monique incorpora essa expertise em sua linguagem criativa.

A Argalji, da designer Monique Argalji, faz sua estreia no Rio Fashion Week em 18 de abril (sábado) com uma coleção que investiga novas possibilidades de modelagem e propõe uma releitura contemporânea da silhueta feminina. A apresentação marca um momento importante para a label, que se firma como um nome promissor na cena da moda autoral brasileira.

A coleção nasce de um processo profundamente experimental, conduzido pela própria Monique, modelista e costureira, que encontra na prática da construção manual o ponto de partida para a criação. A partir dessa vivência, a designer aprofunda sua pesquisa na combinação de materiais. A espuma é um material recorrente nas pesquisas da estilista, explorado ao longo do tempo como elemento de experimentação. As modelagens se transformam de forma orgânica, sendo guiadas tanto pela técnica quanto pela emoção e intuição.

A Argalji apresenta materiais tradicionalmente aplicados na confecção de lingerie, que são ressignificados em novas formas e contextos, A espuma, tradicionalmente utilizada em bojos, deixa de ser apenas um elemento interno e passa a se revelar também na superfície das peças, assumindo protagonismo ao lado da lycra. A renda aparece de forma inédita, expostos e reinterpretada, em uma colaboração com a Duloren, marca pertencente à família da estilista.

A parceria carrega um forte valor afetivo e histórico: — A Duloren foi fundada pelo avô de Monique, um alfaiate imigrante libanês que chegou ao Brasil trazendo consigo a sua familia e uma máquina de costura. Instaladose na Rua da Alfândega, no Centro do Rio de Janeiro, ele iniciou a produção de lingerie voltada para o corpo latino, estabelecendo as bases de uma tradição familiar ligada à costura e produção têxtil. Crescendo em meio a materiais como a renda, Monique incorpora essa expertise em sua linguagem criativa. | www.argalji.com

Entre os destaques da coleção estão os vestidos de silhueta marcante, uma assinatura da marca, com mangas estruturadas, drapeados e saias que se transformam em comprimentos longos. As modelagens exploram volumes esculturais e formas construídas a partir da tensão entre os materiais, criando estruturas que evocam geometrias orgânicas.

A cartela de cores reforça a identidade da coleção, com tons de preto, bege, vermelho e amarelo intenso.| www.argalji.com

Com essa estreia, a Argalji, nascida em 2019, apresenta uma moda que nasce do fazer manual, da memória afetiva e da experimentação contínua, propondo novas formas de pensar o corpo, a construção da roupa e os limites entre interior e exterior. | Vídeo do desfile: https://shre.ink/L9Bb