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07/11/2026

Grupo Maersk registra receita de US$ 18,1 bilhões no 3T26

Alta de em 27% comparado o mesmo período em 2025. Para o Grupo, o Ebitda foi de US$ 4,7 bilhões e o EBIT de US$ 3,3 bilhões no terceiro trimestre, ambos superiores aos registrados no mesmo período do ano anterior e no segundo trimestre.

O Grupo Maersk anunciou seus resultados finaceiros referentes ao terceiro trimestre de 2026 no dia 05 de novembro (quinta-feira), onde pondera que em um cenário de comércio global resiliente e restrições de capacidade decorrentes de congestionamentos portuários, a sólida execução comercial e operacional da Maersk impulsionou o crescimento da receita e resultados significativamente superiores, ao mesmo tempo em que a companhia apoiou seus clientes diante dos desafios persistentes nas cadeias globais de suprimentos.

As projeções para o ano foram elevadas para um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) subjacente de US$ 14,0 bilhões e US$ 14,5 bilhões — anteriormente entre US$ 10,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões —, e um EBIT subjacente de US$ 8,0 bilhões a US$ 8,5 bilhões — frente a US$ 4,5 bilhões a US$ 6,5 bilhões anteriores—.

Para o Grupo, o Ebitda foi de US$ 4,7 bilhões e o EBIT de US$ 3,3 bilhões no terceiro trimestre, ambos superiores aos registrados no mesmo período do ano anterior e no segundo trimestre.

O Transporte Marítimo apresentou resultados significativamente melhores, impulsionados por volumes estáveis e fretes mais elevados. Logística e Serviços aumentaram sua receita em 13% e melhoraram a margem EBIT para 5,8%. Terminais alcançaram receita recorde com resultados sólidos. E a continuidade da execução do programa de recompra de ações de US$ 1,0 bilhão.

— Tivemos um trimestre sólido em todas as nossas áreas de negócio. Apesar da contínua incerteza geopolítica e das disrupções, o comércio global permaneceu notavelmente resiliente. A demanda está sendo impulsionada não apenas pelo consumo, mas cada vez mais por grandes investimentos em eletrificação, energia e pela rápida expansão da infraestrutura de inteligência artificial, gerando fluxos significativos de cargas industriais em todo o mundo. Estivemos prontos para atender essa demanda crescente, com nossa frota de navios operando em plena capacidade e a demanda superando o espaço disponível em determinadas rotas. Isso reflete tanto a força do comércio global quanto o excelente trabalho que nossos colaboradores realizam todos os dias para atender aos nossos clientes— declarou Vincent Clerc, CEO da Maersk.

Destaques financeiros do terceiro trimestre — A economia global manteve um ritmo consistente de crescimento no terceiro trimestre, e a demanda global por transporte de contêineres avançou entre 2% e 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. As exportações asiáticas desaceleraram em julho e agosto em razão de impactos operacionais causados por condições climáticas adversas. Já em relação as importações, a menor expansão da demanda na Europa e os efeitos negativos observados no Oriente Médio foram parcialmente compensados pelo sólido crescimento registrado na África, América Latina e América do Norte.

SCFI em alta devido as desafios climáticas— O trimestre foi marcado por uma intensa temporada de tufões na Ásia, que provocou congestionamentos significativos nos principais portos da região e reduziu a disponibilidade efetiva de capacidade da frota global. No pico desse cenário, o tempo médio de espera nos portos chegou a 16,6 horas, o maior nível desde janeiro de 2023. Como reflexo dessas restrições operacionais, os fretes médios do mercado spot, medidos pelo Shanghai Containerised Freight Index (SCFI), aumentaram 46% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior.

A forte execução comercial e operacional permitiu a Maersk aproveitar as condições favoráveis de mercado e elevar sua receita em 27% na comparação anual, alcançando US$ 18,1 bilhões, com contribuição positiva de todas as áreas de negócio. O Ebitda do grupo avançou de US$ 2,7 bilhões para US$ 4,7 bilhões, enquanto o EBIT aumentou de US$ 1,3 bilhão para US$ 3,3 bilhões, resultando em uma margem EBIT de 18,1%.

A divisão de Transporte Marítimo continuou se beneficiando do ambiente favorável de mercado, elevando o EBIT para US$ 2,6 bilhões, ante US$ 567 milhões no mesmo período do ano anterior.

Impactos — Apesar dos desafios climáticos enfrentados na Ásia, que limitaram a capacidade disponível e afetaram os embarques, os volumes transportados permaneceram em níveis elevados, com taxa de utilização da frota de 96%. O fechamento contínuo do Estreito de Ormuz e os congestionamentos observados em diferentes regiões da rede global aumentaram os custos de combustível, transporte e movimentação de contêineres, além de impactarem a confiabilidade das escalas e dos serviços.

A receita da divisão de Logística e Serviços cresceu 13%, impulsionada pelo aumento dos volumes em praticamente todas as linhas de negócio, por tarifas mais elevadas e soluções de conexão terrestre no Oriente Médio. O transporte terrestre foi o principal vetor desse crescimento, beneficiado pela forte demanda nas operações da região do Golfo. A área de agenciamento de cargas (Forwarding) também registrou desempenho sólido, com expansão dos volumes em transporte aéreo e logística de projetos. Já as operações de armazenagem e distribuição mantiveram trajetória positiva, ampliando sua receita dentro da unidade de Soluções Logísticas. A rentabilidade também evoluiu, com a margem EBIT passando de 5,5% para 5,8%, reflexo da gestão de custos e eficiência operacional.

A divisão de Terminais manteve seu desempenho consistente, registrando receita recorde no trimestre. Os volumes movimentados cresceram 2,6%, impulsionados principalmente pela expansão de 14% na África e de 6,7% na Europa. A taxa de utilização atingiu 85%, frente a 90% no mesmo período do ano anterior. Ajustada pela reversão de impairment relacionada à prorrogação da concessão reconhecida em 2025, a margem EBIT avançou de 32,0% para 32,5%.

Investimentos — No final de agosto, a APM Terminals iniciou a construção do novo terminal de Laldia, em Chattogram, Bangladesh. O novo terminal adicionará 900 mil TEUs de capacidade portuária anual.

Em setembro, a APM Terminals Suape iniciou suas operações em Pernambuco, Brasil, com a chegada do primeiro navio comercial. O novo terminal aumenta a capacidade do Complexo Portuário de Suape em 55%, adicionando inicialmente até 400 mil TEUs de capacidade anual de movimentação de contêineres.

Como parte de seu programa de renovação da frota, a Maersk encomendou 26 navios porta-contêineres bicombustíveis, cada um com capacidade para 18.600 TEUs. A entrega dos navios está prevista para 2029 e 2030.

Projeção financeira para 2026 — A Maersk atualizou suas projeções financeiras para o ano de 2026 com base no desempenho registrado no terceiro trimestre de 2026 e na maior visibilidade para o restante do ano. As projeções consideram um crescimento de aproximadamente 4% no volume do mercado global de contêineres para o ano de 2026.