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04/11/2026

Como atrair a próxima geração de talentos de STEM

Os setores industriais em todo o mundo estão passando por uma rápida transformação. As tecnologias digitais, os materiais avançados e a transição para uma economia de baixo carbono estão remodelando a forma como as instalações industriais, as usinas elétricas e a infraestrutura crítica são projetadas, operadas e mantidas. Essas pressões surgem em diversos mercados globais. No entanto, um desafio persistente continua a desacelerar a indústria: a escassez de pessoas com as habilidades técnicas e de engenharia adequadas.

O Mapa do Trabalho Industrial, publicado pelo SENAI e o Observatório Nacional da Indústria, traz uma projeção de que o Brasil precisará qualificar cerca de 14 milhões de pessoas para ocupações industriais e áreas correlatas entre 2025 e 2027. Desse total, 2,2 milhões de pessoas precisarão de treinamento inicial para assumir novas funções ou substituir trabalhadores que estão deixando o mercado de trabalho formal, enquanto 11,8 milhões de pessoas já empregadas precisarão de treinamento e desenvolvimento adicionais.

A dimensão dessa necessidade ressalta a importância de fortalecer a base de talentos do Brasil nas áreas de STEM e de atrair mais jovens para carreiras científicas, técnicas e industriais.

Mudança de percepção sobre a engenharia — Um dos desafios é a percepção. Muitos jovens ainda associam a engenharia a papéis industriais tradicionais, em vez das carreiras avançadas disponíveis hoje, que são impulsionadas pela tecnologia e oferecem um desafio e missão apaixonantes. Para fechar essa lacuna, os empregadores devem assumir um papel mais ativo na educação dos novos talentos, trabalhando de forma próxima com escolas, instituições de ensino técnico e universidades para mostrar a ampla gama de carreiras disponíveis nas áreas de engenharia, indústria e energia.

O papel das parcerias acadêmicas — As parcerias entre a indústria e a academia desempenham um papel importante. Um exemplo global é a nossa parceria com a Universidade de Sheffield, no Reino Unido, onde trabalhamos em colaboração para apoiar pesquisa em tecnologias avançadas de selos mecânicos para armazenamento de hidrogênio e energia limpa. Colaborações como essa conectam a pesquisa acadêmica aos desafios industriais reais e garantem que novos estudos se traduzam em soluções práticas, incentivando mais estudantes a considerarem a carreira na engenharia.

Programas de aprendizagem para novos talentos — Além dos caminhos acadêmicos, os programas de aprendizagem são uma forma essencial de atrair novos talentos que estão ingressando no mercado de trabalho. Eles oferecem uma rota prática e acessível, permitindo ganhar experiência enquanto se busca qualificações reconhecidas. Na John Crane, a aprendizagem forma uma parte importante da construção de capacidades a longo prazo. Apoiamos jovens aprendizes globalmente em áreas como engenharia, tecnologia digital e software.

Desenvolvimento contínuo da força de trabalho atual — De forma separada à atração de jovens aprendizes, é fundamental investir nos funcionários que já fazem parte da equipe. O treinamento e o desenvolvimento contínuos ajudam os colaboradores atuais a adquirirem novas habilidades em liderança, gestão de projetos e tecnologias digitais. Isso permite que eles se adaptem conforme suas funções e as tecnologias evoluem. Afinal, o desafio não é apenas trazer novas pessoas, mas ajudar a força de trabalho existente a construir capacidades para o futuro.

Provedores externos e programas especializados — Desenvolver essa força de trabalho qualificada exige parcerias com provedores de treinamento externos para garantir acesso a programas especializados. Essa abordagem mantém o treinamento alinhado aos desafios operacionais reais, como a manutenção da confiabilidade dos equipamentos, a melhoria da eficiência e o cumprimento das normas de segurança.

Para resolver a escassez de talentos, também precisamos alcançar um público mais amplo, buscando além dos canais tradicionais de recrutamento, engajando estudantes desde cedo e incentivando pessoas de diferentes origens.

Precisaremos de engenheiros e técnicos para manter as indústrias e usinas, melhorar o desempenho e a confiabilidade de grandes operações e desenvolver novas e mais eficientes tecnologias. No entanto, esses objetivos só serão possíveis se o setor industrial tiver acesso às competências e talentos certos. Fortalecer a colaboração com educadores e oferecer treinamentos práticos são atitudes essenciais. Ao investirmos em pessoas e habilidades hoje, construiremos a força de trabalho necessária para apoiar um setor industrial e um sistema de energia confiáveis e sustentáveis para o futuro.

• Por: Rogério Quirino, gerente regional da John Crane no Brasil.|A John Crane é líder global em tecnologias de controle de fluxo e inovadora em soluções para equipamentos rotativos nas indústrias de energia e processos. Nosso portfólio abrange selos mecânicos, sistemas de suporte de selo, acoplamentos e sistemas de filtragem, apoiados por soluções de serviço avançadas e diagnósticos digitais. Com mais de 200 centros de serviço, vendas e fabricação em 50 países, a John Crane é um pilar fundamental do Smiths Group plc, uma empresa de tecnologia industrial do FTSE 100 dedicada a projetar um futuro melhor. | www.johncrane.com.