pirarucu

24/10/2026

Seafood Show Latin America 2026

Os desafios e oportunidades no comércio internacional de pescados são debatidos durante o evento. Volatilidade dos custos, barreiras comerciais e exigências sanitárias são problemas comuns no Brasil, Vietnã e Chile.

O mercado mundial de pescado atravessa um período de expansão, movimentando cerca de US$ 184 bilhões, impulsionado pelo crescimento da aqüicultura que, pela primeira vez, ultrapassou 100 milhões de toneladas, consolidando-se como um dos principais pilares do abastecimento global de proteína aquática diante dos limites da pesca extrativa. O desafio está na disputa por espaço no comércio internacional.

Na Seafood Show Latin America 2026 que aconteceu de 20 a 22 de outubro (terça aquinta-feira), em São Paulo,, onde Brasil, Vietnã e Chile discutiram o futuro de polos produtivos globais. Apesar das diferenças entre os sistemas de produção, os três países enfrentam desafios semelhantes, como a volatilidade dos custos, as barreiras comerciais, as exigências sanitárias e a necessidade de agregar valor aos produtos para ampliar as margens de lucro.

A secretária-geral adjunta da Association of Seafood Exporters & Producers – VASEP do Vietnã, To Thi Tuong, lembrou que o país levou três décadas para alcançar a excelência na piscicultura e hoje é um grande player no mercado mundial de peixes, com destaque para a tilápia. Já o chileno Patrício Melero, presidente da SalmonChile, apresentou o sucesso da produção de salmão em cativeiro em seu país. —Hoje, 95% de toda produção nacional é exportada. Os Estados Unidos é o principal comprador e o Brasil aparece em segundo lugar como parceiro comercial —disse.

Francisco Medeiros, diretor presidente Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) lembrou que o país iniciou o processo de profissionalização da piscicultura há 15 anos, o que ajudou no crescimento anual de 10% nos dois últimos anos. A exportação, entretanto, ainda é pequena por conta do aumento do mercado interno. —A piscicultura também é o setor mais regulamentado do país o que gera dificuldades. Mas os ajustes estão sendo feitos, afinal somos um setor jovem e é preciso ir acertando essas questões — explica Medeiros, que comemora o fato de a piscicultura brasileira ter alcançado um marco histórico em 2025, ao superar 1 milhão de toneladas de peixes cultivados. Desse total, 707.495 toneladas corresponderam à tilápia, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional.

Pirarucu de 140 quilos — Com mais de duas mil espécies comerciais de pescado, o Brasil mostra a qualidade de seu produto na Seafood Show Latin America 2026, em diferentes apresentações. A valorização do pescado amazônico foi mostrada no palco Seafood Service Show com a desossa e filetagem de um pirarucu de 140 quilos. Para Vinícius Lopes, diretor regional Amazônia do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), este é um trabalho no âmbito do Projeto Rural Sustentável Amazônia, executado com cinco organizações socioprodutivas da cadeia do pirarucu de manejo no estado do Amazonas. —É a busca de fortalecimento continuado, a partir de capacitações, assistência técnica e ações de promoção de mercado, para que as comunidades busquem melhorar seus processos produtivos, apresentem para o mercado produtos de mais qualidade e, assim, consigam maior agregação de valor —explica.

A coordenadora Comercial da Associação dos Produtores Rurais do Carauari (Asproc), Ana Alice Oliveira de Britto, acrescenta que também se trabalha a logística e a comercialização de pirarucu de uma dezena de áreas de produção para enfrentar o desafio de chegar ao mercado com preço justo e acesso a políticas públicas pelos manejadores. —O manejo do pirarucu permite preservar outras espécies como o Tambaqui e aumenta a oferta de pescado à população —explica.

Francal — A Francal foi fundada em 1969, na cidade de Franca, no interior de São Paulo. Atualmente, conta com um portfólio de 16 eventos e, há 56 anos, contribui para o fomento do desenvolvimento econômico e social do país. Maior promotora de eventos 100% brasileira, a Francal atua em 15 diferentes setores, conectando a indústria brasileira ao varejo e a importadores dos cinco continentes. Reúne negócios, conhecimento, soluções e serviços para o B2B, sempre em sintonia com as demandas de um setor em constante transformação.

Seafood Brasil — A Seafood Brasil é uma plataforma de comunicação destinada a aumentar o consumo e gerar negócios para os atores da cadeia produtiva do pescado. Inaugurada em 2013, conta com um portal, mídias sociais, eventos com a cadeia produtiva e uma revista com cinco edições anuais. | https://seafoodshow.com.br