Operação contribui para a redução da alavancagem do Grupo que segue no segmento de transmissão com oito ativos.
O Grupo Energisa concluiu, no dia 12 de agosto (quarta-feira) a venda de cinco ativos de transmissão já em operação à Taesa, por R$ 2,4 bilhões (incluindo a dívida líquida dos ativos). O valor equivale a um múltiplo de aproximadamente dez vezes o Ebitda.
Na prática, os ativos foram vendidos por múltiplo de Ebitda proporcionalmente superior ao que o mercado atribui hoje às ações do conjunto da Companhia, que está próximo a sete vezes o Ebitda. A diferença traduz o valor gerado pelo Grupo Energisa ao longo do desenvolvimento e da operação desses empreendimentos.
Após as aprovações da Aneel do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade e credores, foram transferidas para a Taesa as subsidiárias Energisa Tocantins Transmissora 1 (ETT 1), Energisa Tocantins Transmissora 2 (ETT 2), Energisa Pará 1 (EPA 1), Energisa Pará (EPA 2) e Energisa Goiás (EGO).
—A venda desses ativos maduros traduz o que entendemos por disciplina na alocação de capital: construir bem, operar bem e reciclar o capital quando o valor que ele tem para o comprador é superior ao valor que ele agrega dentro do nosso portfólio— afirma Maurício Botelho, CFO do Grupo Energisa.
Os recursos da negociação serão destinados à redução do endividamento da Companhia. Somada à venda de ações preferenciais da Denerge, de R$ 1,4 bilhão, a operação reduziu a alavancagem da Energisa, medida pela razão Dívida Líquida/Ebitda, de 3,5x para 3,1x em junho.
O Grupo Energisa permanece atuando no segmento de transmissão por meio da operação de seis ativos EAM 1, EPT, EAP, LMTE, LXTE e LTTE. Além disso, a Companhia possui outros três ativos em construção: a fase 2 da Energisa Amazonas 1 (EAM 1), a Energisa Amazonas 2 (EAM 2) e a Energisa Maranhão (EMA), com entregas previstas entre agosto de 2027 e junho de 2030. Juntos, esses projetos somam uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 737 milhões.