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13/08/2026

Gestão de energia pode ser um ponto de atenção para empresas, diz EPE

Anuário da EPE mostra que ambiente livre já responde por 44,8% do consumo nacional; especialista aponta que falta de gestão estruturada pode reduzir parte dos ganhos obtidos com a migração.

O mercado livre de energia deixou de ser uma alternativa concentrada nas grandes indústrias e passou a ganhar força entre empresas de comércio e serviços. Em 2025, o ambiente livre respondeu por 44,8% do consumo nacional de energia elétrica, cresceu 34,2% em número de consumidores e registrou mais de 22 mil novas migrações, segundo o Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2026, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Apesar da expansão, o CEO da Voltera, Alan Henn, destaca que a portabilidade para o mercado livre é apenas uma das etapas para aproveitar as vantagens desse ambiente. A gestão de energia é uma segunda etapa e pode ser uma ferramenta estratégica para empresas de diferentes portes. Mais do que negociar contratos de compra de energia, uma gestão eficiente envolve o monitoramento contínuo do consumo, análise de indicadores, planejamento da demanda, mitigação de riscos e identificação de oportunidades de economia. Com isso, a energia deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a contribuir diretamente para a previsibilidade financeira e para a competitividade dos negócios.

—O primeiro passo é entender que energia não deve ser analisada apenas quando a conta chega. Ela precisa fazer parte da estratégia da empresa. Com inteligência de dados e acompanhamento contínuo, é possível identificar desperdícios, reduzir riscos e transformar um dos principais custos operacionais em uma vantagem competitiva— afirma o especialista.

—Muitas empresas acreditam que a economia termina quando a portabilidade é concluída. Na prática, ela começa ali. Sem gestão contínua, decisões de contratação e consumo podem reduzir parte dos ganhos obtidos no mercado livre—, reforça Henn.

Empresas que adotam uma gestão de energia estruturada conseguem maior previsibilidade orçamentária, apoio para decisões de expansão, mais segurança diante das oscilações do mercado e melhores condições para cumprir metas de sustentabilidade e governança. O acompanhamento permanente do mercado também permite antecipar oportunidades e minimizar impactos provocados por mudanças regulatórias e pela volatilidade dos preços da energia.

A importância desse movimento também é destacada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta o custo da energia como um dos principais fatores que afetam a competitividade da indústria brasileira. —Para as empresas que estão chegando agora ao mercado livre, é preciso considerar que a forma de lidar com a energia muda. O desafio é incorporar a gestão de energia à rotina do negócio e usar as informações disponíveis para fazer escolhas melhores ao longo do tempo”—completa Henn.

Voltera — Fundada em 2020 pelo engenheiro elétrico Alan Henn, a Voltera é uma empresa brasileira de energia, que atua no mercado livre de energia com foco na redução estruturada da conta de luz, previsibilidade financeira e eficiência na gestão do consumo.

A Voltera atende empresas de diferentes portes e setores, oferecendo portabilidade para o mercado livre de energia de forma simples e sem burocracia, e soluções personalizadas, para atender às necessidades específicas de cada negócio. Além disso, oferece o serviço de gestão da energia, garantindo eficiência e controle, sem a necessidade de investimento em infraestrutura própria.

Seu modelo combina acompanhamento permanente do consumo, gestão contratual e análise de dados, apoiando decisões financeiras e operacionais em um ambiente regulatório em transformação. E seus clientes têm acesso a uma plataforma digital que centraliza todas as informações de energia da empresa em um só lugar, de forma clara e intuitiva. Nela, é possível acompanhar consumo, custos, contratos e indicadores importantes sem depender de múltiplos sistemas ou planilhas.

A empresa opera em escala nacional, com presença em 22 estados brasileiros, uma carteira aproximada de 40 MWm e centenas de unidades consumidoras sob gestão, acompanhando de perto a evolução do mercado livre de energia e a abertura gradual do setor no Brasil. | https://voltera.com.br