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06/08/2026

Auren Energia: disciplina financeira e resiliência do portfólio são destaques no 2T26

Cajuína 3 entra em operação em fase de testes com operação comercial prevista para iniciar em dezembro. Ganhos com modulação crescem 75% e compensam parte relevante dos impactos do curtailment. Companhia conclui a primeira etapa da reorganização societária que visa reduzir o número de subsidiárias, aumentar a eficiência na gestão de caixa e endividamento.

A Auren Energia (B3: AURE3), terceira maior geradora do país e uma das líderes em comercialização de energia no mercado brasileiro, divulgou no dia 05 de agosto (quarta0feira), os resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. O desempenho da Auren no período evidencia a disciplina na sua gestão financeira, a resiliência do portfólio e avanços consistentes nas prioridades estratégicas da companhia.

Entre os principais avanços do trimestre está a evolução da implementação do parque eólico Cajuína 3, no Rio Grande do Norte. Com aproximadamente 88% do projeto concluído, o empreendimento segue dentro do cronograma e do orçamento previstos. As atividades de comissionamento estão em fase final e parte dos aerogeradores já operam em fase de testes, com a energia gerada passando a contribuir para a receita da companhia. A entrada em operação integral permanece prevista para dezembro.

No campo regulatório, a companhia manteve atuação junto ao Governo Federal, à gência Nacional de Energia Elétrica(Aneel e às entidades setoriais nas discussões sobre o curtailment. Em julho, o Ministério de Minas e Energia publicou a Portaria Normativa nº 140, que regulamenta a compensação dos cortes de geração eólica e solar por razão de confiabilidade elétrica e indisponibilidade externa registrados entre setembro de 2023 e novembro de 2025, conforme previsto na Lei nº 15.269/2025. A Auren estima uma compensação de cerca de R$ 300 milhões e avalia a viabilidade de manifestação de interesse para participação no mecanismo até o dia 10 de agosto de 2026.

—Vemos a medida como um passo importante para a implementação do mecanismo de compensação dos cortes de geração até novembro de 2025, mas entendemos ser necessária a definição da regra de compensação a partir de dezembro de 2025, conforme previsto na lei 15.269/25. A companhia defende a construção de uma solução regulatória estrutural e definitiva para os cortes de geração, sobretudo com tratamento dos cortes por excesso de oferta e o compartilhamento do impacto entre todas as fontes renováveis e não apenas sobre as fontes centralizadas, capaz de restabelecer a previsibilidade e a sustentabilidade do setor —afirma Fabio Zanfelice, CEO da Auren Energia.

Mesmo diante dos cortes de geração, a Auren voltou a demonstrar a resiliência de seu portfólio. Os ganhos com modulação totalizaram R$ 70,5 milhões no trimestre, crescimento de 75% em relação ao mesmo trimestre de 2025, compensando uma parcela relevante dos impactos do curtailment (R$ 97,8 milhões no período). O resultado reflete a combinação entre o perfil horário de geração da Auren, maior volatilidade dos preços e níveis de PLD (Preço de Liquidação de Diferenças) ainda elevados ao longo do trimestre. No acumulado do ano, o curtailment alcança o valor de R$ 184 milhões e o ganhos com modulação de R$ 168 milhões resultando em um impacto líquido de R$ 16 milhões.

Após um início de ano marcado por preços elevados, a melhora das condições hidrológicas, aliada à carga abaixo do esperado e à incorporação do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência), reduziram significativamente o PLD médio do submercado Sudeste. Esse movimento confirmou a visão da Companhia e contribuiu positivamente para seu desempenho.

No segundo trimestre, a dívida líquida da Auren foi reduzida em R$ 194,2 milhões, enquanto a alavancagem encerrou o trimestre em 5,3 vezes dívida líquida/Ebitda ajustado, permanecendo em linha com a trajetória esperada de estabilização em 2026 e redução mais acentuada a partir de 2027. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado foi de R$ 858,9 milhões, redução de 12,4% em relação ao segundo trimestre de 2025, refletindo principalmente o menor recurso eólico em comparação ao mesmo período do ano anterior e o menor resultado da comercializadora.

A companhia também avançou na simplificação da estrutura societária. Em 31 de maio, a Auren concluiu a primeira etapa da reorganização com a incorporação da Auren Participações pela Auren Operações. Já a segunda e última fase, aprovada pela companhia em 24 de junho, prevê a incorporação da Auren Operações pela Companhia Energética de São Paulo(CESP), com o objetivo de concentrar os ativos hidrelétricos em um único veículo, simplificar a estrutura societária, reduzir o número de subsidiárias de capital aberto e aumentar a eficiência na gestão de caixa e endividamento.

—Seguimos executando as prioridades definidas para 2026 com disciplina financeira e foco na geração de valor de longo prazo. A evolução da reorganização societária, aliada ao avanço de projetos como Cajuína 3 e à redução da dívida líquida, reforça nosso compromisso com uma estrutura mais eficiente e preparada para sustentar o ciclo de crescimento e desalavancagem da companhia— afirma Mateus Ferreira, vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Auren Energia.

Auren Energia — A Auren Energia (AURE3) é a terceira maior geradora do país, com produção de energia 100% renovável, e uma das líderes em comercialização no mercado brasileiro. A empresa está presente em nove estados, com 39 ativos com uma capacidade instalada total de 8,7 GW distribuídos entre as fontes hidrelétrica, eólica e solar. Com um portfólio completo de soluções em energia e sustentabilidade, a Auren oferece produtos que geram eficiência energética e redução de custos para apoiar clientes de diferentes portes nos segmentos do varejo e atacado. Uma das metas do negócio é contribuir com a agenda climática e auxiliar empresas na economia de baixo carbono. A companhia é integrante do Novo Mercado e está presente na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, o que reforça seu compromisso pela adoção das melhores práticas de governança corporativa, princípios de transparência, equidade e integridade na condução dos negócios com o propósito de gerar resultados admiráveis e um legado positivo para a sociedade. Como reconhecimento, conquistou o Selo Pró-Ética 2025–2026, concedido pela Controladoria-Geral da União (CGU) a empresas com elevados padrões de integridade empresarial e responsabilidade socioambiental.