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11/02/2026

Produção de petróleo e gás da Petrobras alcança 3 milhões de barris em 2025

Alta de 11% ante 2024. Reservas têm adição de 1,7 bilhão de boe, melhor índice de reposição na década. Exportações de petróleo registraram recorde anual de 765 mbpd, e novo recorde trimestral de 999 mbpd no quarto trimestre de 2025.

A produção total de óleo e gás natural da Petrobras superou em 2,8 pontos percentuais o limite superior da meta (+4%), alcançando 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um aumento de 11% em relação à produção de 2024, segundo dados divulgados pela Petrobras, no dia 10 de fevereiro (terça-feira).

Em 2025, a Petrobras alcançou o melhor resultado dos últimos dez anos ao adicionar 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) em reservas, atingindo um índice de reposição de reservas (IRR) de 175%, mesmo diante de uma produção recorde. A relação entre as reservas provadas e a produção (indicador R/P) atingiu 12,5 anos, refletindo a sustentabilidade do portfólio.

Em 2025, foram comercializados 1.747 mil barris por dia (mbpd) de derivados no mercado interno, alta de 1,6% ante 2024, impulsionada pelo forte desempenho de diesel, gasolina e QAV, que responderam por 74% das vendas. As vendas de QAV tiveram uma elevação de 6% no ano, alcançando o melhor desempenho dos últimos 6 anos, refletindo a recuperação do mercado desde a pandemia.

. Principais destaques operacionais.: Exploração e Produção — A produção comercial de óleo e gás natural alcançou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 pontos percentuais do limite superior da meta (+4%) projetada.

. Principais fatores para o aumento da produção em 2025: aumento da capacidade de produção dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias; Manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba ; Ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão; Maior eficiência operacional (3,6% acima do resultado de 2024), principalmente em plataformas da Bacia de Santos; Menor volume de perdas com paradas para manutenções na Bacia de Campos.

Maior produção de LGN devido ao aumento de eficiência da UPGN do Complexo de Energias Boaventura/Rota 3

— Neste ano, foram colocados em operação 44 novos poços produtores marítimos, sendo 22 na Bacia de Santos e 22 na Bacia de Campos.

—Encerramos 2025 com resultados históricos, sustentados por uma gestão eficiente dos reservatórios dos nossos ativos, eficiência operacional crescente e, principalmente, pelo comprometimento das nossas equipes. Mesmo em um cenário de preços mais baixos, entregamos recordes de produção, superamos nossos guidances e reforçamos a resiliência do E&P, sempre com a segurança como valor inegociável. Esse desempenho foi acompanhado por uma adição significativa de reservas provadas em 2025 com índice de reposição de 175%, alcançando o maior patamar de reservas provadas dos últimos dez anos, mesmo diante de produção recorde — Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção

— A companhia alcançou um marco histórico na produção offshore ao interligar 77 poços, dentre produtores e injetores, consolidando um novo patamar de eficiência operacional.

. Principais recordes de produção no segmento E&P em 2025: Produção total operada: 4,32 milhões de boed (recorde anterior de 3,87 milhões de boed em 2023); Produção total própria: 2,99 milhões de boed (recorde anterior de 2,84 milhões de boed em 2020) ; Produção total operada no pré-sal: 3,70 milhões de boed (recorde anterior de 3,23 milhões de boed em 2024) ; Produção total própria no pré-sal: 2,45 milhões de boed (recorde anterior de 2,19 milhões de boed em 2024)

Índice de Utilização de Gás Associado (IUGA): 97,7% (recorde anterior de 97,6% em 2023); As plataformas do Campo de Búzios romperam a marca de produção operada de um milhão de barris de óleo por dia em 29 de outubro. Os campos de Tupi e Iracema atingiram a produção de um milhão de barris/dia em 09 de janeiro de 2026, repetindo a marca histórica alcançada, pela primeira vez, em 2019.

. Refino, Transporte e Comercialização: as exportações de petróleo registraram recorde anual de 765 mbpd e novo recorde trimestral de 999 mbpd no quarto trimestre de 2025, refletindo a elevada produção e o trabalho contínuo de desenvolvimento de mercados para os óleos da Petrobras.

—A comercialização do VLS B24 com uma empresa de forte atuação internacional demonstra o avanço consistente da Petrobras rumo a um mercado de baixo carbono, em sinergia com o nosso Plano de Negócios 2026-2030. A iniciativa não apenas gera valor para o negócio, mas também viabiliza soluções concretas em novas energias e descarbonização, reforçando nosso compromisso com a sustentabilidade e a inovação — destaca Claudio Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados.

De acordo com a companhia , foi renovado e ampliado contratos de venda de petróleo com as principais refinadoras estatais indianas que, reconhecidas pelo consumo de óleos médios, apresentam um perfil de demanda alinhado às características das exportações da companhia. Os contratos, válidos até março de 2027, podem totalizar até 60 milhões de barris.

—Os contratos reforçam nossa presença no mercado indiano e contribuem para a diversificação da nossa carteira de clientes de exportação de petróleo. Estamos empenhados em fortalecer parcerias estratégicas, ampliando nossa atuação global e gerando valor para o Brasil — esclarece Claudio Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados

—Avaliamos constantemente todos os mercados na busca da melhor colocação do volume de petróleo exportado. Além de para Índia, a companhia vem aumentando as exportações de diferentes qualidades de petróleo para a Coréia do Sul, Singapura, Tailândia e, mais significativamente, para o mercado europeu—complementa o executivo.

—Os projetos implementados nos últimos anos aumentaram de forma consistente a capacidade e a flexibilidade operacional do nosso parque de refino. As ampliações em unidades de nossas refinarias são resultado de ganhos de eficiência, modernização de processos e engenharia aplicada, sempre com foco em segurança e confiabilidade operacional — ressalta William França, diretor de Processos Industriais e Produtos.

. Destaques e recordes na logística de petróleo e derivados: recorde anual de operações de ship-to-ship (STS) para exportação de petróleo e óleo combustível, com a realização de 354 operações no ano; Foram realizadas 1.470 operações de ship-to-ship (STS) no Terminal de Angra dos Reis; Foram alcançadas 80 operações de ship-to-ship (STS) no Terminal de São Luís; ; Recorde mensal (fevereiro de 2025) no escoamento de derivados pelo terminal de Santos: 828 mil metros cúbicos ; Recorde mensal (agosto de 2025) no escoamento de GLP por navios no Rio de Janeiro: 69,9 mil toneladas ; Recordes de escoamento de derivados escuros nas refinarias Refap, Regap e Repar; Início das operações com diesel R5 no terminal de Guarulhos/SP

Em 2025, o parque de refino atingiu fator de utilização total (FUT) de 91%, mantendo um patamar elevado de utilização dos ativos acompanhado de segurança operacional.

— O SAF, produzido por coprocessamento no nosso parque de refino, é uma solução que contribui para o cumprimento das metas de descarbonização do setor aéreo. É um produto competitivo, que atende a rigorosos padrões internacionais da aviação. Estamos oferecendo ao mercado nacional a possibilidade de atender às demandas globais, antecipando o cumprimento do ‘Corsia’, que é um programa internacional para a redução das emissões provenientes dos voos internacionais. — adianta Magda Chambriard, presidente da Petrobras .

. A produção de diesel, gasolina e QAV representou 68% da produção total, refletindo o foco estratégico na geração de produtos de maior valor agregado.

. A participação do óleo do pré-sal na carga processada em 2025 seguiu em 70%, evidenciando a busca pela excelência operacional do parque e o compromisso contínuo com a otimização do uso dessas correntes.

. Foram realizadas as primeiras entregas de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido integralmente no Brasil, e a Petrobras se tornou a primeira empresa certificada conforme as regras da ICAO (International Civil Aviation Organization). O volume de três mil metros cúbicos abasteceu distribuidoras no RIOgaleão — Aeroporto Internacional Tom Jobim e equivale a cerca de um dia de consumo dos aeroportos do Rio de Janeiro.

. Principais recordes de produção no segmento RTC em 2025: Refap: recorde trimestral de produção de gasolina e diesel S10 no quarto trimestre de 2025, de 54 e 52 mbpd, respectivamente. Recorde anual de produção de diesel S10 em 2025, de 48 mbpd; Regap: recorde anual de produção de diesel S10 em 2025, de 46 mbpd ; Repar: recorde anual de produção de gasolina em 2025, de 65 mbpd ; Recap: recorde anual de produção de gasolina em 2025, de 21 mbpd ; Replan: recorde anual de produção de bunker em 2025, de 40 mbpd.

—Como parte da nossa estratégia neste segmento, assinamos em dezembro de 2025 um acordo com a Lightsource bp para estabelecer parceria estratégica no segmento de energias renováveis onshore. Pelo acordo, iremos adquirir 49,99% das subsidiárias da Lightsource bp no Brasil. A parceria, que representa um passo significativo e estratégico da Petrobras no segmento de energia renovável, será estruturada como uma joint venture, com gestão compartilhada entre as empresas— informa Angélica Laureano, diretora de Transição Energética e Sustentabilidade.