moura-dubeux

07/11/2026

Moura Dubeux registra lucro líquido de R$ 479,59 milhões de janeiro a setembro/26

No terceiro trimestre de 2026, companhia alcançou R$ 150,15 milhões de lucro líquido, crescimento de 27,7% em relação ao mesmo período de 2025. Receita líquida avançou 29,3%, para R$ 709,17 milhões.

A Moura Dubeux (MDNE3) encerrou os nove primeiros meses de 2026 com lucro líquido de R$ 479,59 milhões, crescimento de 55,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o resultado foi de R$ 308,28 milhões. Nos últimos 12 meses, foramR$ 592 milhões e no terceiro trimestre, R$ 150,15 milhões, avanço de 27,7% na comparação anual, com margem líquida de 21,2%. Os resultados foram divulgados no dia 05 de novembro (quinta-feira), em documento protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A receita líquida da incorporadora alcançou R$ 709,17 milhões entre julho e setembro, aumento de 29,3% sobre os R$ 548,35 milhões registrados no terceiro trimestre de 2025. No acumulado do ano, até setembro, a receita somou R$ 2,06 bilhões, expansão de 25,2%. O lucro bruto chegou a R$ 258,50 milhões no trimestre, crescimento de 14,3%, enquanto, nos nove primeiros meses, totalizou R$ 791,58 milhões, alta de 32,8%.

Outro indicador de destaque foi o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado, que atingiu R$ 154,35 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 18,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e setembro, o indicador somou R$ 501,60 milhões, avanço de 42,5%, com margem Ebitda ajustada de 24,3%, três pontos percentuais acima da registrada nos primeiros nove meses de 2025.

No desempenho operacional, a Moura Dubeux lançou oito empreendimentos no terceiro trimestre, com Valor Geral de Vendas (VGV) líquido de R$ 1,54 bilhão. O montante representa crescimento de 15,5% na comparação anual. No acumulado até setembro, foram 22 empreendimentos lançados, com VGV líquido de R$ 3,86 bilhões, aumento de 7,3% sobre igual intervalo de 2025. Com esse resultado, a empresa já superou o volume de lançamentos realizado em todo o ano passado.

As vendas e adesões líquidas totalizaram R$ 841,46 milhões no terceiro trimestre, recuo de 21,5% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a administração, cerca de 40% dos lançamentos ocorreram nas duas últimas semanas de setembro, o que reduziu o período disponível para comercialização dos novos produtos. Nos nove primeiros meses do ano, entretanto, as vendas e adesões líquidas alcançaram R$ 2,89 bilhões, crescimento de 2,7% na comparação anual.

A Companhia encerrou setembro com estoque de 5.711 unidades, correspondente a R$ 4,80 bilhões em valor de mercado. Desse total, apenas 3,1% eram unidades concluídas. O banco de terrenos reunia 60 ativos, com VGV potencial estimado em R$ 11,40 bilhões. A empresa também mantinha 73 projetos em andamento, distribuídos entre os regimes de condomínio e incorporação, totalizando aproximadamente 19 mil unidades e R$ 16 bilhões em VGV bruto.

Na posição financeira, a Moura Dubeux encerrou o terceiro trimestre com R$ 635,59 milhões em disponibilidades e dívida líquida de R$ 340,05 milhões, equivalente a 14% do patrimônio líquido. O consumo de caixa no período foi de R$ 168,60 milhões, desconsiderando dividendos e recompra de ações. Desse montante, R$ 97 milhões corresponderam à aquisição de um terreno em Salvador. Excluído esse desembolso, o consumo de caixa foi de R$ 71,60 milhões.

Perspectivas — O CEO da Moura Dubeux, Diego Villar, destacou a evolução dos indicadores operacionais e financeiros e a expectativa de que 2026 seja o melhor ano da história da Companhia. Ele também ressaltou a importância da diversificação dos negócios, da disciplina na execução dos projetos e da preservação da rentabilidade.

—Os resultados acumulados até setembro, a evolução dos empreendimentos em andamento e a consistência da nossa operação nos permitem trabalhar com a expectativa de encerrar dezembro realizando o melhor ano da história da MDNE. Nosso modelo de negócios vem demonstrando capacidade para crescer de maneira consistente, com diversificação das operações e preservação da rentabilidade— afirmou, salientando: —A empresa manterá uma avaliação criteriosa dos novos lançamentos, considerando a demanda efetiva de cada produto, mercado e segmento de atuação— complementou.