O encontro abordará o excesso de capacidade, a concorrência e o futuro da cadeia de valor do aço. Líderes industriais e especialistas internacionais se reunirão nos dias 10 e 11 de novembro, na Cidade do México, para analisar o avanço das importações, as respostas de política industrial e o futuro da cadeia de valor do aço. O excesso de capacidade mundial, as novas políticas industriais e a crescente pressão das importações colocam a América Latina diante da decisão estratégica de fortalecer sua capacidade produtiva ou perder espaço na nova configuração do comércio global. A agenda abordará a concorrência com outros mercados produtores, a defesa comercial, o papel da China, a regionalização das cadeias de valor, as oportunidades de integração industrial e o impacto da inteligência artificial e da transição energética.
Cidade do México— O excesso de capacidade mundial de aço, a concorrência desleal e seu impacto sobre a indústria latino-americana serão temas centrais do Alacero Summit 2026, que será realizado nos dias 10 e 11 de novembro(terça e quarta-feira), no Hotel Camino Real Polanco, na Cidade do México, com a CanacerO como entidade anfitriã.
O encontro acontecerá em um contexto de crescente participação das importações no mercado regional. Segundo a Alacero, entre janeiro e agosto de 2026, o consumo aparente de aço laminado aumentou 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a produção regional cresceu apenas 1,7%. As importações representaram 43,5% do consumo, o nível mais alto da série histórica. — O crescimento do consumo de aço deve se traduzir em mais produção, investimento e emprego na América Latina.
—Precisamos de condições equitativas de concorrência e de uma agenda industrial que permita defender a produção regional, fortalecer nossas cadeias de valor e aproveitar as oportunidades de investimento abertas pela reconfiguração econômica mundial. O Alacero Summit é o espaço para discutir como transformar esses desafios em uma estratégia de crescimento para a região —afirmou Ezequiel Tavernelli, diretor-executivo da Alacero.
China, comércio e política industrial — A reorganização do comércio mundial está mudando as decisões sobre onde produzir, investir e desenvolver fornecedores. Andrés Malamud, pesquisador da Universidade de Lisboa; Luis Foncerrada, economista-chefe da Amcham México; e Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, analisarão esse cenário e as oportunidades que a regionalização das cadeias produtivas abre para a América Latina.
Com as exportações chinesas de aço em nível recorde, Michael Pettis, pesquisador do Carnegie Endowment for International Peace, e Jorge Guajardo, sócio do DGA Group, participarão de “China Shock 2.0”. Eles analisarão como os apoios estatais e a expansão das exportações da China estão redefinindo a concorrência pela manufatura global, com uma pressão que se estende do aço a setores de maior valor agregado e coloca em risco as cadeias produtivas latino americanas.
Anthony de Carvalho, chefe da Unidade de Aço da OCDE, apresentará o estudo elaborado pela organização em colaboração com a Alacero sobre como a América Latina absorve o excesso de capacidade global. Juntamente com Kevin Dempsey, presidente e CEO do American Iron and Steel Institute (AISI), analisará como coordenar respostas internacionais e medidas concretas em cada país para enfrentar as distorções comerciais e prevenir o desvio de excedentes para a região.
Adriana Carvalho, da S&P Global, complementará essa análise com as tendências do mercado de aço e o posicionamento regional.
Investimento, manufatura e cadeias regionais — Como transformar a regionalização em investimentos e desenvolvimento de fornecedores será uma das questões centrais do encontro. Francisco Cervantes Díaz abordará o Plano México e as oportunidades da América Latina como destino de investimentos industriais, em um diálogo moderado por Sergio de la Maza, vice-presidente executivo e diretor-geral da TenarisTamsa e presidente da Canacero. O debate terá como foco como ampliar a participação da produção local nas cadeias de valor.
Ricardo Alban, da Confederação Nacional da Indústria do Brasil; Martín Rappallini, da União Industrial Argentina; e Alejandro Malagón, da Concamin, discutirão a agenda de que a manufatura latino-americana precisa. O debate conectará a defesa contra a concorrência desleal às condições de infraestrutura, energia e financiamento necessárias para ampliar a capacidade produtiva regional.
Rafael Chang, CEO da Toyota América Latina e Caribe, trará a perspectiva da indústria automotiva. Sua participação permitirá aprofundar as exigências de competitividade, qualidade e desenvolvimento tecnológico de um dos principais setores consumidores de aço, bem como as oportunidades para fortalecer suas redes de fornecedores.
O painel de CEOs reunirá Jorge Oliveira, da ArcelorMittal Brasil; Máximo Vedoya, da Ternium; Gustavo Werneck, da Gerdau; e Oscar Chahín, da TYASA. Os líderes da indústria do aço debaterão como direcionar investimentos, incorporar tecnologia e desenvolver mercados em um cenário de excesso de capacidade e mudanças nas regras do comércio. A discussão relacionará as decisões empresariais às condições necessárias para sustentar projetos industriais de longo prazo.
Inteligência artificial e aço de baixas emissões — A inovação terá um enfoque aplicado aos desafios da indústria. Rafael Scott, da McKinsey & Company; Aarón Ramil, da Russula; e Juan Pablo Chemes, da Accenture, abordarão como a inteligência artificial, a visão computacional e os agentes inteligentes podem melhorar os processos e a eficiência operacional. O foco estará em sua incorporação às operações e nas capacidades que as empresas precisam desenvolver para aproveitá-los.
A Primetals Technologies analisará as novas demandas de aço relacionadas à eletrificação e à expansão da IA. Juan Brihet e Diego Giangreco, da CRU, analisarão as vantagens da América Latina para produzir aço de baixas emissões, com o México como caso de destaque, e os desafios para avançar nessa transição.
. Alacero Summit 2026, dias 10 e 11 de novembro de 2026 (terça e quarta-feira), no Hotel Camino Real Polanco · Cidade do México. Agenda completa e inscrições: https://summit.alacero.org ou para acompanhar o evento e mais detalhes sobre o evento clique no Banner ao lado neste Canal Siderurgia & Mineração do Portal e TV Fator Brasil.
Alacero — A Associação Latino-Americana do Aço é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne a cadeia de valor do aço da América Latina com o objetivo de fomentar o emprego industrial de qualidade, a integração regional, a inovação tecnológica, o cuidado com o meio ambiente, a excelência em recursos humanos, a segurança no trabalho, o desenvolvimento integral de suas comunidades e a responsabilidade empresarial. Fundada em 1959, é integrada por mais de 50 empresas produtoras e afins.
A indústria do aço da Latam gera 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos e produz 55,5 milhões de toneladas de aço bruto por ano. A Alacero é reconhecida como Organismo Consultivo Especial pelas Nações Unidas e representa o aço da América Latina perante organismos internacionais como worldsteel, OCDE, International Energy Agency (IEA), ONU (UNCTAD) e BID.