Em meio à alta dos combustíveis e à instabilidade regional. Resultado do primeiro semestre de 2026/2027 representa queda de 66% na comparação anual, em período marcado por conflitos regionais, redução da receita e alta dos preços dos combustíveis.
O Grupo Emirates anunciou no dia 05 de novembro (quinta-feira) seus resultados financeiros do semestre, registrando lucro antes dos impostos de AED 4,1 bilhões (US$ 1,1 bilhão) nos primeiros seis meses de 2026/2027, um desempenho notável diante das interrupções e dos altos preços dos combustíveis causados pelo conflito em andamento na região do Golfo.
Após a contabilização do imposto de renda, o lucro líquido do Grupo atingiu AED 3,6 bilhões (US$ 1 bilhão), queda de 66% em relação ao ano passado.
Como reflexo de seu forte desempenho operacional, o Grupo alcançou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) de AED 12,5 bilhões (US$ 3,4 bilhões), 41% inferior aos AED 21,1 bilhões (US$ 5,7 bilhões) reportados no mesmo período do ano anterior, quando havia estabelecido um novo recorde de lucro e receita.
A receita do Grupo foi de AED 66,2 bilhões (US$ 18 bilhões) no primeiro semestre de 2026/2027, recuo de 12% ante os AED 75,4 bilhões (US$ 20,6 bilhões) registrados no ano passado.
O Grupo encerrou o primeiro semestre com um saldo em caixa de AED 54,1 bilhões (US$ 14,7 bilhões) em 30 de setembro de 2026, em comparação a AED 59,6 bilhões (US$ 16,2 bilhões) em 31 de março de 2026. O Grupo conseguiu utilizar suas próprias reservas sólidas de caixa para apoiar as necessidades do negócio, incluindo pagamentos antecipados de aeronaves e o cumprimento de obrigações de dívida existentes. Também foram pagos os AED 2 bilhões (US$ 545 milhões) restantes em dividendos ao seu proprietário, a Investment Corporation of Dubai (ICD), do total de AED 3,5 bilhões (US$ 953 milhões) declarados para o ano fiscal de 2025-26.

— Foram seis meses exigentes e, mais uma vez, o nosso modelo de negócio e as nossas pessoas resistiram ao teste. Diante de desafios regionais sem precedentes e preços altos de combustível, o Grupo entregou um lucro antes dos impostos de AED 4,1 bilhões (US$ 1,1 bilhão). A demanda dos clientes se manteve firme e as operações de carga deram uma forte contribuição, mantendo a receita e os níveis de caixa saudáveis, mesmo com os preços globais do combustível de aviação dobrando em relação ao mesmo período do ano passado, impactando nossos custos e rentabilidade — afirma Sua Alteza Sheikh Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO da companhia e do Grupo Emirates.
— Agradeço ao governo dos Emirados Árabes Unidos por sua resposta decisiva e pela coordenação de todas as partes interessadas para possibilitar a retomada segura do transporte aéreo após as atividades militares na região do Golfo. As medidas do governo também levaram à flexibilização dos alertas de viagem para e através dos EAU. Isso nos permitiu restaurar nossas operações com confiança e continuar servindo aos nossos clientes e comunidades —acrescentou.
—Durante todo esse tempo, não pausamos nossos investimentos. A companhia e a dnata continuam a destinar recursos significativos para expandir nossa frota, aprimorar produtos e serviços, e desenvolver capacidades que moldarão o futuro do nosso negócio. É assim que nos mantemos na vanguarda e resilientes aos desafios externos —destacou o executivo.
—Entramos no segundo semestre do nosso ano fiscal de 2026-27 com um otimismo moderado. Enquanto mantemos um olhar atento aos custos e aos desdobramentos geopolíticos, seguimos focados em entregar o que a companhia e a dnata têm de mais reconhecido: segurança, qualidade e satisfação do cliente. Já superamos desafios antes e, com nossa forte posição de caixa e base sólida construída ao longo dos anos, o Grupo está bem posicionado para navegar pelas adversidades da volatilidade e dos altos preços dos combustíveis —conclui Sua Alteza Sheikh Ahmed.
Em comparação a 31 de março de 2026, o quadro de funcionários do Grupo caiu 2%, totalizando 128.237 colaboradores em 30 de setembro de 2026. No entanto, tanto a companhia quanto a dnata mantêm campanhas de recrutamento em andamento para apoiar as necessidades dos negócios.
Companhia aérea — Os primeiros seis meses de 2026/2027 trouxeram desafios significativos para as operações da companhia, uma vez que restrições e fechamentos intermitentes do espaço aéreo na região testaram a agilidade operacional, enquanto os alertas governamentais de viagem reformularam as escolhas dos consumidores e os fluxos turísticos.
Durante esse período, o foco foi restaurar a malha aérea e as opções de conectividade por meio do hub em Dubai. Em 30 de setembro, a companhia operava 91% de sua rede pré-interrupção, com voos de passageiros e cargas abrangendo 150 aeroportos em 78 países e territórios.
Foram lançadas ainda diversas iniciativas para aumentar a confiança dos passageiros, incluindo uma cobertura de viagem abrangente e inédita no setor — que não é restringida por alertas governamentais —, além de alterações gratuitas de datas em bilhetes emitidos e políticas flexíveis de reembolso.
Novas aeroaves — Entre 1º de abril e 30 de setembro, a companhia expandiu a oferta de assentos Premium Economy e levou seus mais recentes produtos de cabine para clientes de novos mercados, impulsionada pela entrega de nove novas aeronaves A350 e a conclusão da renovação completa de cabine de 12 aeronaves —nove A380 e três Boeing 777—. O programa de modernização da companhia, um dos maiores do mundo nesse segmento, representa um investimento planejado de mais de US$ 7 bilhões para padronizar os produtos mais recentes em toda a frota. A instalação da internet Starlink também continuou em ritmo acelerado, equipando mais 36 aeronaves com Wi-Fi de alta velocidade durante o semestre, elevando o total da frota conectada para 57 aviões até 30 de setembro.
Projeto em cerca de US$ 5,1 bilhões para meados de 2030 — Para apoiar as necessidades futuras da frota, a companhia iniciou em maio a construção de seu complexo de engenharia e Manutenção, Reparo e Revisão (MRO) no Aeroporto Internacional Al Maktoum. O projeto, avaliado em US$ 5,1 bilhões, tem conclusão prevista para meados da década de 2030.
Conforto e privacidade — Mantendo a liderança em inovação, a companhia lançou dois produtos de cabine inéditos na indústria com ótimas avaliações dos clientes: o encosto de cabeça U-dream, integrado aos assentos da Classe Econômica, e as divisórias de privacidade com controle eletrônico na Premium Economy. Essas novidades elevaram o padrão das viagens, redefinindo o conforto e a privacidade nessas classes.
Novos conceitos de lounges — Em solo, a companhia inaugurou seus novos conceitos de lounges em Munique, Frankfurt e Manchester, apresentando o mais recente design de interiores e serviços de alto padrão para clientes premium e passageiros frequentes. Além disso, abriu novas lojas de viagens, elevando a presença no varejo a mais de 30 unidades e oferecendo pontos de atendimento mais focados em experiência.
Travel Rehearsals em mais de 15 aeroportos — A companhia manteve os esforços para tornar as viagens mais inclusivas com o lançamento do programa Simulação de Viagem (Travel Rehearsals) em mais 15 aeroportos no Reino Unido, Austrália, Portugal, Filipinas, Madagascar e Maldivas no primeiro semestre. O projeto, que já abrange 47 unidades, apoia jovens viajantes com autismo e suas famílias, ajudando-os a ganhar confiança e a reduzir a ansiedade por meio do contato com simulações reais de aeroporto e voo.
Sustentabilidade corporativa — O impacto positivo nas comunidades também continuou, com programas de responsabilidade social entregues em mercados-chave. Entre as iniciativas do semestre estão a inauguração de uma quadra de tênis comunitária revitalizada em Miami (Force for Good, com a USTA Foundation); uma sala de tecnologia e jogos renovada para jovens em Nova York (com o NBA Cares); uma nova área de recreação natural em Londres (Championing Nature, com o London Wildlife Trust em Wimbledon); e o lançamento de um Programa de Nutrição da companhia, que fornecerá 400 mil cafés da manhã por ano a crianças carentes na África do Sul, em parceria com o EPCR e a Kolisi Foundation.
Patrocínio a dois maiaores cliubes de futebol do mundo — A companhia ainda renovou seus duradouros contratos de patrocínio com o Arsenal Football Club (até 2033) e com o Real Madrid (até 2031), garantindo investimentos plurianuais em visibilidade global da marca ao lado de dois dos mais proeminentes clubes de futebol do mundo.
A capacidade total recuou 10% nos primeiros seis meses do ano, atingindo 28,2 bilhões de toneladas-quilômetro disponíveis (ATKMs), devido à redução da malha de voos. A capacidade medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASKMs) teve queda de 17%, enquanto o tráfego de passageiros, medido em passageiros-quilômetro pagos (RPKMs), diminuiu 25%. A taxa média de ocupação foi de 72%, ante 79,5% no mesmo período do ano passado. Foram transportados 21,8 milhões de passageiros no período, volume 22% menor em relação a 2025.
SkyCargo — A divisão SkyCargo transportou 1,2 milhão de toneladas, uma redução de 1% na comparação anual. No entanto, a receita de carga aumentou 52%, impulsionada pelo conflito regional que diminuiu a capacidade de frete aéreo e levou clientes a buscarem o modal aéreo devido às interrupções no transporte marítimo.
A SkyCargo também ampliou a capacidade com a entrega de cinco novos cargueiros Boeing 777 e a entrada em operação de sua primeira aeronave de passageiros convertida em cargueiro. A divisão expandiu a rede para dois novos destinos — Almaty e Zhengzhou —, introduziu voos exclusivamente cargueiros para mais de 15 destinos já operados pela companhia e aumentou as frequências em mercados-chave, como o Extremo Oriente.
O lucro antes dos impostos da companhia alcançou AED 3,7 bilhões (US$ 1 bilhão), em comparação com o desempenho recorde de AED 11,4 bilhões (US$ 3,1 bilhões) registrado no mesmo período do ano passado. O lucro líquido ficou em AED 3,3 bilhões (US$ 903 milhões), queda de 66%.
A receita total da companhia, incluindo outras rendas operacionais, foi de AED 56,9 bilhões (US$ 15,5 bilhões), um recuo de 13% em comparação aos AED 65,6 bilhões (US$ 17,9 bilhões) do ano passado. O desempenho das receitas foi sustentado pela demanda contínua por viagens em seus mercados, particularmente pelas cabines premium da companhia, somada a uma sólida contribuição do negócio de carga.
Os custos operacionais (incluindo combustível) caíram 2%, em linha com as operações. Apesar da redução de 12% no volume de combustível abastecido, os custos com o insumo — antes dos ganhos de hedge — saltaram 60% em relação ao semestre anterior. Os ganhos de AED 7,1 bilhões com a estratégia de gestão de risco nos preços de combustível compensaram substancialmente a alta global, reduzindo o aumento líquido dos custos com combustível para 13%. O insumo continua sendo o maior componente de custo operacional, representando 34% do total.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) da companhia permaneceu saudável em AED 11,5 bilhões (US$ 3,1 bilhões), recuo de 41% frente aos AED 19,7 bilhões (US$ 5,4 bilhões) do mesmo período do ano passado.
A receita da divisão de Catering de Voo proveniente de clientes externos caiu 51%, totalizando AED 273 milhões (US$ 74 milhões). A produção de 4,5 milhões de refeições sofreu redução de 41% devido à queda do tráfego aéreo no aeroporto de Dubai durante o período.
A receita da divisão Leisure Retail/MMI recuou 13%, para AED 1,2 bilhão, refletindo o menor fluxo turístico nos Emirados Árabes Unidos no primeiro semestre.
dnata — As divisões de operações aeroportuárias, catering e varejo, e serviços de viagens da dnata se adaptaram rapidamente aos desafios operacionais causados pelo conflito regional. Seus negócios internacionais ajudaram a compensar o impacto da redução de tráfego nos Emirados Árabes Unidos e na região do Golfo.
No primeiro semestre, a dnata continuou a conquistar clientes com serviços seguros e de alta qualidade em toda a sua rede global, assinando acordos plurianuais que incluem uma parceria de carga com o Silk Way Group, em Singapura, e contratos de catering de voo com a Cathay Pacific em vários aeroportos do Reino Unido e dos EUA. A divisão de Operações Aeroportuárias também garantiu uma licença de assistência em solo de sete anos no Aeroporto de Amsterdã Schiphol, reforçando sua posição em um dos principais hubs de aviação da Europa.
A dnata seguiu realizando investimentos estratégicos para ampliar capacidades. Nos primeiros seis meses do ano, inaugurou um novo centro de comando integrado para apoiar o crescimento em Dubai; comprometeu um investimento de AED 8 milhões para expandir o The Fort – Lisaili, destino turístico no deserto da Arabian Adventures; e implementou novas tecnologias, como sistemas automatizados de aproximação de aeronaves em Dubai, um simulador de catering em Dublin e testes com tratores autônomos na Europa e Ásia.
Além disso, anunciou um investimento de AU$ 32 milhões em uma nova instalação de cargas no Aeroporto Internacional do Oeste de Sydney (WSI), enquanto a construção de sua nova unidade de catering no mesmo local segue dentro do cronograma para abertura em 2027. A dnata também manteve a execução de sua estratégia global de logística ao ativar a instalação de AED 100 milhões (US$ 27 milhões) em Dubai South, além de avançar em projetos como o investimento planejado de AED 37 milhões em Alat (Azerbaijão) e em novas operações de carga nos aeroportos de East Midlands e Zurique.
Na divisão de Viagens, os negócios Imagine Cruising e Travelbag foram integrados, unindo portfólios complementares para ganhar escala, compartilhar expertise e impulsionar o crescimento internacional.
A receita da dnata, incluindo outras rendas operacionais, atingiu AED 11 bilhões (US$ 3 bilhões), um recuo de 7% na comparação com os AED 11,7 bilhões (US$ 3,2 bilhões) do ano passado.
O lucro antes dos impostos da dnata totalizou AED 410 milhões (US$ 112 milhões), queda de 51%. O lucro líquido somou AED 309 milhões (US$ 84 milhões), redução de 56%.
O Ebitda da dnata, reflexo de seu desempenho operacional, somou AED 939 milhões (US$ 256 milhões), diminuição de 31% ante AED 1,4 bilhão (US$ 372 milhões) em 2025.
As operações aeroportuárias continuam sendo a maior fonte de receita da dnata, gerando AED 5,4 bilhões (US$ 1,5 bilhão), queda de 3%, uma vez que o crescimento dos negócios globais ajudou a amortecer a redução de voos de clientes no hub dos EAU. Em toda a operação, os atendimentos de aeronaves caíram 8% (para 414.012), e foram movimentadas 1,49 milhão de toneladas de carga (queda de 6%).
A divisão de catering de voo e varejo contribuiu com AED 4,2 bilhões (US$ 1,1 bilhão), aumento de 1%, impulsionada pelo forte crescimento do varejo a bordo, especialmente com a EasyJet e a Aer Lingus. O volume total de refeições fornecidas foi de 54 milhões, queda de 10%, decorrente em grande parte do término de contratos chave no Reino Unido.
A divisão de viagens registrou receita de AED 1,4 bilhão (US$ 373 milhões), redução de 31% ante AED 2 bilhões (US$ 538 milhões), principalmente devido ao desinvestimento nas marcas Travel Republic e Netflights no Reino Unido, que pararam de aceitar novas reservas em novembro de 2025. O valor total de transações (TTV) subjacente da divisão recuou 22%, somando AED 3,8 bilhões (US$ 1 bilhão).
Emirates — A Emirates foi fundada em 1985 e hoje é uma das maiores e mais reconhecidas companhias aéreas internacionais do mundo. Com sede em Dubai, a Emirates opera uma frota moderna com mais de 260 aeronaves, que atendem a mais de 140 destinos em seis continentes. A companhia aérea é reconhecida por seu compromisso de oferecer serviço excepcional ao cliente e seu foco em inovação, incluindo experiências a bordo e projetos de sustentabilidade. Como pioneira na indústria da aviação, a Emirates constantemente integra tecnologias avançadas e práticas sustentáveis para aprimorar suas operações e reduzir seu impacto ambiental. A companhia aérea desempenha um papel fundamental no posicionamento de Dubai como um hub de aviação global, além de promover iniciativas de sustentabilidade alinhadas à visão dos Emirados Árabes Unidos de um futuro mais verde. | www.emirates.com