Eleições impulsionam diversificação internacional.
A busca dos brasileiros por diversificação internacional ganhou força após os dois turnos das eleições. Na Avenue, empresa Itaú, o movimento foi acompanhado por um aumento expressivo na abertura de contas e na captação líquida. No dia seguinte ao primeiro turno, em 5 de outubro, a abertura de contas cresceu 130% em relação à média diária do mês, enquanto a captação líquida avançou 8,2 vezes em comparação com um dia normal, impulsionada também pela queda do dólar.
Após o segundo turno, em 26 de outubro (segunda-feira), a plataforma registrou seu recorde de abertura de novas contas em 2026, um dos maiores volumes de sua história. Nos dias seguintes, a captação líquida permaneceu entre três e quatro vezes acima da média diária recente, indicando a continuidade da busca por exposição internacional.
Segundo Emmanuil G. Inglesis, CFO da Avenue, eventos políticos e macroeconômicos intensificam um movimento de diversificação internacional que já vem acontecendo há alguns anos. No primeiro turno, a queda do dólar estimulou investidores a aproveitar a cotação para enviar recursos ao exterior. Após o segundo, a preocupação com o cenário econômico brasileiro ganhou força.
—O que a gente tem ouvido dos clientes depois do segundo turno é que o cenário macroeconômico no Brasil piorou bastante e eles estão com medo do que pode acontecer futuramente—observa.
O executivo ressalta que a diversificação internacional ainda tem amplo espaço para avançar entre os brasileiros, cuja exposição a investimentos no exterior permanece muito baixa.
—Esse movimento de diversificação internacional ele vem acontecendo ao longo desses últimos anos. O que a gente vê é que eventos macroeconômicos que mexem muito com a cotação do dólar e com a percepção de risco do país intensificam esse movimento—complementa.
Impulsionado pelos acontecimentos dos dois turnos eleitorais, outubro deve se tornar o melhor mês da história da Avenue em volume de captação líquida.