Queda anual de 53%. O lucro forma líquida ‘atribuível aos acionistas, atingiu US$ 1,255 bilhão, queda de 53% frente 2025, e ante o trimestre anterior a queda foi de 9%. A mineradora apresentou alta de 66% no resultado do cobre e avança para cumprir projeções de produção. Ebitda Proforma do negócio de cobre atinge US$ 1 bilhão, com preços mais altos e custos mais baixos. Minério de ferro demonstra resiliência, com alta nas vendas, e colhe benefícios da estratégia de frete de longo prazo. Produção de minério de ferro, cobre e níquel está próxima de atingir as projeções feitas pela empresa.
A mineradora brasileira Vale divulgou no dia 29 de outubro (quinta-feira), o resultado do terceiro trimestre de 2026 com destaque para o desempenho robusto do negócio de cobre. A alta dos preços e os custos menores elevaram o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês)proforma do negócio de cobre para US$ 1 bilhão, alta de 66% em relação aos US$ 614 milhões registrados no terceiro trimestre de 2025. Já o Ebitda Proforma consolidado da Vale atingiu US$ 3,5 bilhões. Esse indicador é mais adequado para medir o desempenho da empresa por excluir itens não recorrentes, além de efeitos relacionados à reparação e à descaracterização de barragens.
O negócio de minério de ferro demonstrou resiliência diante das condições globais de mercado. A forte produção dos trimestres anteriores permitiu que a Vale utilizasse seus estoques para elevar as vendas em 300 mil toneladas na comparação anual, para 86,3 milhões de toneladas. O Ebitda proforma do minério de ferro somou US$ 2,6 bilhões, refletindo fatores externos como menores preços, maiores custos de frete e a valorização do real, que foram parcialmente compensados por iniciativas da empresa como a estratégia de frete de longo prazo e a proteção financeira contra oscilações de mercado – conhecida como “hedge”.
O lucro líquido proforma totalizou US$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre de 2026, 54% menor a/a, refletindo principalmente (i) uma redução de US$ 891 milhões no Ebitda proforma, (ii) um efeito negativo de Coligadas e JVs, relacionado principalmente ao ajuste da provisão da Samarco (US$ -322 milhões), e (iii) maiores tributos sobre o lucro, refletindo principalmente uma variação relacionada aos efeitos cambiais sobre prejuízos fiscais em subsidiárias (US$ -276 milhões). Esses efeitos foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 610 milhões na marcação a mercado e liquidação de derivativos, registrado no resultado financeiro. O lucro líquido atribuído aos acionistas da Vale também totalizou US$ 1,3 bilhão, 53% menor a/a, refletindo a redução do lucro líquido Proforma.

— Nossos resultados do terceiro trimestre refletem a execução disciplinada de nossa estratégia e um foco contínuo na excelência operacional. Em um ambiente de mercado dinâmico, a flexibilidade do nosso portfólio, a estratégia de frete e o programa de hedge contribuíram para proteger nossas margens e sustentar uma sólida geração de fluxo de caixa, fortalecendo ainda mais nosso balanço. Em minério de ferro, estamos construindo uma plataforma operacional mais flexível e competitiva. O início das operações do projeto Serra Sul +20, juntamente com o comissionamento do Britador de Compactos, contribuirá para ampliar ainda mais o desempenho do S11D e reforçar sua posição como um ativo de classe mundial. Combinado com o sólido desempenho do nosso portfólio de ativos, essas iniciativas nos deixam bem posicionados para encerrar o ano com bom desempenho. A Vale Base Metals segue evoluindo de forma consistente, com Salobo registrando produção recorde para um terceiro trimestre e tanto o cobre quanto o níquel a caminho de alcançar a metade superior do guidance de produção. Com a aprovação do projeto Salobo CPF, damos mais um passo importante em nossa trajetória de crescimento em cobre, aproveitando nossos ativos e infraestrutura existentes para crescer com eficiência de capital. Em conjunto, essas conquistas fortalecem a resiliência da Vale e nos posicionam para criar valor sustentável a longo prazo — comenta Gustavo Pimenta, CEO da Vale.
— Em um ambiente de mercado dinâmico, a flexibilidade de nosso portfólio, nossa estratégia de frete e nosso programa de hedge ajudaram a proteger as margens e a sustentar uma sólida geração de fluxo de caixa, fortalecendo ainda mais nosso balanço patrimonial — afirma Gustavo Pimenta, presidente da Vale.
A Vale segue no caminho para atingir, em 2026, a faixa superior de suas projeções de produção de cobre —360 mil a 380 mil toneladas — e de níquel — 185 mil a 200 mil toneladas— No acumulado do ano, a produção de cobre e níquel aumentou 4% e 8%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. A Vale estima que também atingirá as projeções de produção de minério de ferro —335 milhões a 345 milhões de toneladas — e de pelotas — 30 milhões a 34 milhões de toneladas —.
Metais básicos — A produção de cobre atingiu 85,5 mil toneladas, queda de 6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, devido à manutenção programada na planta de Sossego, no Pará. O impacto foi parcialmente compensado pelo desempenho da mina de Salobo, também no Pará, que registrou a maior produção de sua história para um terceiro trimestre.
No trimestre, a Vale deu mais um passo para dobrar a produção de cobre até 2035 ao anunciar a antecipação, para o primeiro semestre de 2028, do início da operação do projeto CPF (sigla em inglês para Flotação de Partículas Grossas), no complexo de Salobo — cerca de um ano antes do previsto no cronograma original. O projeto deve acrescentar 6 milhões de toneladas à capacidade anual de processamento de minério da planta de Salobo, que passará a 42 milhões de toneladas por ano.
— A Vale Base Metals continua ganhando impulso, com Salobo apresentando produção recorde no terceiro trimestre e tanto o cobre quanto o níquel a caminho de atingir a metade superior das metas de produção. Com a aprovação do projeto CPF de Salobo, damos mais um passo importante em nossa jornada de crescimento no setor de cobre, aproveitando nossos ativos e infraestrutura existentes para crescer com eficiência de capital. Juntas, essas conquistas fortalecem a resiliência da Vale e nos posicionam para criar valor sustentável no longo prazo — comenta Gustavo Pimenta.
Minério de ferro — A produção de minério de ferro totalizou 88,4 milhões de toneladas — seis milhões de toneladas a menos que no mesmo período do ano anterior —, refletindo a menor disponibilidade de minério bruto em Serra Norte, no Pará, devido a restrições operacionais. A expectativa é que, no próximo trimestre, a produção no Sistema Norte (que inclui Serra Norte, Serra Sul e Serra Leste) seja superior à registrada no quarto trimestre de 2025.
Já a operação de Serra Sul teve a maior produção para um trimestre na história. No trimestre, a Vale iniciou operações do projeto Britador de Compactos, que junto ao projeto Serra Sul +20 adicionará flexibilidade operacional e contribuirá para a produção de 2027.
— No setor de minério de ferro, estamos construindo uma plataforma operacional mais flexível e competitiva. O início das operações do projeto Serra Sul +20, juntamente com o próximo comissionamento do projeto Britador de Compactos, aprimorará ainda mais o desempenho da S11D e reforçará sua posição como um ativo de classe mundial. Combinadas com o sólido desempenho em toda a nossa base de ativos, essas iniciativas nos posicionam bem para ter um forte encerramento do ano — afirma Gustavo Pimenta.
No trimestre, o impacto da alta dos combustíveis e da valorização do real sobre os custos foi atenuado pela estratégia de frete marítimo da Vale. Enquanto o frete no mercado spot na rota Brasil-China subiu 48% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre de 2026 —antes do início do conflito no Oriente Médio —, o custo de frete da Vale aumentou 26% no mesmo período. A maior parte dos contratos de afretamento da Vale é de longo prazo, com preços fixados, e a frota de navios afretada pela empresa é mais eficiente. A diferença entre o custo de frete da Vale e o pago no mercado spot chegou a US$ 14 por tonelada no terceiro trimestre de 2026.
Parceiro confiável da sociedade — A Vale também avançou em seu objetivo de se tornar um parceiro ainda mais confiável da sociedade. A barragem 7A, em Nova Lima (MG), teve o nível de emergência retirado. Com isso, o município, que abriga operações de grande relevância para a Vale, como o Complexo Vargem Grande, não tem mais estruturas nessa condição. Também neste trimestre, a barragem Forquilha I, em Ouro Preto (MG), teve o nível de emergência reduzido de 2 para 1, o que indica menor risco.
Ainda em Nova Lima, a Vale anunciou a abertura gradual da Mina de Águas Claras (MAC) à comunidade, para atividades de esporte, lazer, cultura e turismo sustentável. Cerca de 93% da área será protegida. É a primeira vez que a Vale promove no Brasil a transição gradual de uma mina sem operação para novos usos.