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29/10/2026

Petrobras atinge produção própria de óleo e gás em 3,512 (MMboed) no 3T26

Vendas de derivados no mercado interno no terceiro trimestre de 2026 alcançaram melhor resultado da história do atual parque de refino com 1.854 mil barris por dia.

A produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras alcançou a marca recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed, do inglês, million barrels of oil equivalent per day), no terceiro trimestre de 2026, 11,7% acima do mesmo trimestre do ano passado e 5,3% acima do segundo trimestre de 2026, em função, principalmente, do maior patamar de eficiência da produção em 8 anos, do ramp-up dos FPSOs P-78 e P-79, no Campo de Búzios, do atingimento do topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, além do menor volume de perdas por paradas para manutenções.

De a cordo com a companhia, neste trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.

Principais eventos no terceiro trimestre de 2026: . O aumento da eficiência operacional dos ativos, resultado da confiabilidade dos sistemas de produção e da disciplina operacional, alcançou a melhor marca desde o quatro trimestre de 2018, consolidando o desempenho consistente registrado nos últimos trimestres.

— A Petrobras alcançou um novo recorde de produção própria de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia no 3T26, crescimento de 11,7% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Superamos as nossas metas! Esses resultados operacionais são frutos de muito esforço e trabalho das equipes da Exploração & Produção que potencializaram uma combinação poderosa: a maior eficiência operacional trimestral em 8 anos, o excelente desempenho dos reservatórios e a redução do declínio da produção, que, somados à evolução dos nossos projetos e ao aumento da capacidade das plataformas, possibilitaram esse resultado extraordinário da produção de óleo e gás. Estamos produzindo mais e aproveitando melhor o potencial dos nossos ativos, com excelência operacional, segurança e tecnologia. É assim que transformamos nossa capacidade técnica e operacional em resultados concretos, fortalecendo a competitividade da Petrobras, criando valor sustentável e contribuindo para a segurança energética do Brasil — afirma Sylvia Anjos, Diretora de Exploração e Produção .

. O FPSO Alexandre de Gusmão, o quinto instalado no Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu, em 25 de agosto, sua capacidade de produção originalmente prevista em projeto, de 180 mil barris por dia (mbpd). Posteriormente, após a implementação de aditivo para aumento de capacidade, e em concordância com os órgãos reguladores e as entidades ambientais, a plataforma alcançou, em 03 de setembro, um novo pico de produção de 190 mbpd. Mero, cujas plataformas registraram, conjuntamente, produção média de óleo de 760 mbpd no terceiro trimestre de 2026 é o terceiro maior campo produtor de petróleo do Brasil, atrás apenas de Búzios e Tupi.

. Ainda no Campo de Mero, o FPSO Sepetiba, superou a capacidade de processamento de óleo originalmente projetada, de 180 mbpd, chegando a alcançar pico diário de 212 mbpd em setembro. A plataforma, afretada junto à SBM Offshore, está entre as unidades líderes de produção do Brasil.

. O FPSO Almirante Tamandaré, que também produz no Campo de Búzios, atingiu recorde de produção média mensal de óleo com 263 mbpd em julho de 2026, mantendo-se como a plataforma com a maior produção no Brasil.

. Pela primeira vez, no terceiro trimestre de 2026, as plataformas de Búzios superaram a marca de 11 milhões de m³/d de exportação média de gás natural. O resultado consolida a trajetória de crescimento do campo e reforça a confiabilidade operacional de suas plataformas na entrega contínua de gás ao mercado brasileiro.

. As plataformas P-80 e P-82 deixaram, respectivamente, em 30 de setembro e em 18 de outubro, o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, rumo ao campo de Búzios, o maior campo do Brasil em reservas e produção, no pré-sal da Bacia de Santos. As duas unidades integram o conjunto de seis plataformas gigantes da Petrobras, cada uma com capacidade nominal para produzir 225 mbpd e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente, figurando entre as maiores da indústria mundial. A entrada em operação de ambas está prevista para 2027, sendo a nona e a décima unidades instaladas nesse Campo.

— Com menos de 1 mês de diferença, duas unidades tiveram o marco de saída do estaleiro, a P-80 e a P-82, o que reforça a capacidade da Petrobras de implantar grandes projetos. São unidades com 225 mil bpd e 12 milhões de m³/d de compressão de gás, ampliando a eficiência do desenvolvimento de Búzios. Importante lembrar que parte dos módulos foi fabricada no Brasil, gerando emprego, renda e qualificação. Cada nova plataforma incorpora lições aprendidas, soluções digitais e ganhos de desempenho operacional e energético.— disse Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação.

Neste trimestre, diversos recordes foram atingidos, dentre os quais se destacam: . Produção total operada no terceiro trimestre de 2026: 5,08 MMboed —recorde anterior de 4,87 MMboed no segundo trimestre de 2026—.

. Produção total própria no terceiro trimestre de 2026: 3,51 MMboed — recorde anterior de 3,34 MMboed no segundo trimestre de 2026)— .

. Produção total operada no pré-sal no terceiro trimestre de 2026: 4,46 MMboed —recorde anterior de 4,24 MMboed no segundo trimestre de 2026—.

. Produção total própria no pré-sal no terceiro trimestre de 2026: 2,96 MMboed —recorde anterior de 2,78 MMboed no segundo trimestre de 2026—.

. O Índice de Utilização do Gás Associado (IUGA) foi recorde no terceiro trimestre de 2026 alcançando o valor de 98,3% — recorde anterior de 98,1% no quarto trimestre de 2025—, contribuindo de forma significativa para a redução das emissões e maior eficiência em carbono.

Destaques do segmento de Refino, Transporte e Comercialização— No terceiro trimestre de 2026, as vendas de derivados no mercado interno alcançaram 1.854 mbpd, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021 e o melhor resultado considerando o parque de refino atual. Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 6,4%, impulsionado principalmente pela alta de 14,4% nas vendas de diesel e de 9,9% nas de QAV.

O desempenho positivo também se refletiu no mercado externo, onde foram registradas exportações recordes de 1.251 mbpd de petróleo e derivados.

Esses resultados foram alcançados com planejamento integrado, elevada utilização do parque de refino, eficiência operacional e otimização logística, que ampliou a capacidade e a flexibilidade das operações.

— O crescimento da produção de petróleo foi acompanhado pela integração entre produção, logística e comercialização. Ampliamos a disponibilidade de navios, a capacidade dos terminais e a eficiência logística, tornando nossas operações mais ágeis e seguras. Aliados à atuação comercial nos mercados mais atrativos, esses avanços contribuíram para o recorde de exportações de petróleo e derivados, reforçando nossa capacidade de sustentar o crescimento e atender nossos clientes—destaca Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados.

A produção total de derivados foi de 1.869 mbpd no nove meses de 2026, representando aumento de 7,2% versus nove meses de 2025. No terceiro trimestre de 2026 a produção foi de 1.873 mbpd, mantendo elevado o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias, de 99%. Destaca-se que o resultado do FUT no terceiro trimestre de 2026 foi 5 p.p. acima do obtido no 3T25, com participação de médios (diesel e QAV) e de gasolina no volume total produzido em 68%, reforçando o foco da Petrobras na maximização da produção de combustíveis de maior valor agregado.

A carga processada totalizou 1.800 mbpd no nove meses de 2026, aumento de 7% em relação ao nove meses de 2025, com elevada participação do óleo nacional (93%) e dos óleos do pré-sal (72%) na carga, contribuindo para menores importações de petróleo no período.

Esse resultado foi alcançado mesmo com a realização, no terceiro trimestre de 2026, de paradas programadas para manutenção na RPBC, essenciais para garantir a integridade dos equipamentos e a segurança das pessoas, além de contribuir para o aumento da eficiência operacional e da rentabilidade do processo produtivo.

No terceiro trimestre de 2026, a Petrobras avançou em sua estratégia de descarbonização com a assinatura de novos contratos para execução do projeto de BioQAV e Diesel Renovável na RPBC, que prevê a instalação da primeira planta dedicada da companhia para produção de combustíveis renováveis, com capacidade de até 15 mbpd.

Adicionalmente, a Reduc consolidou sua posição como a primeira refinaria da Petrobras habilitada pela certificação ISCC Corsia a produzir SAF por coprocessamento para o mercado internacional. Em julho, a unidade entregou seu primeiro lote de SAF, com 3,8 milhões de litros, produzido a partir de óleo de soja ILUC (sigla em inglês para Mudança Indireta no Uso da Terra), o qual assegura que a matéria-prima não está associada a desmatamento recente e nem o incentiva indiretamente. A Reduc obteve ainda autorização da ANP para produzir Diesel R com 8,5% de conteúdo renovável. Esses avanços reforçam a ampliação do portfólio de produtos de menor intensidade de carbono e o posicionamento da companhia para atender à crescente demanda por combustíveis sustentáveis, contribuindo para o atendimento às demandas regulatórias do setor de transportes.

—Operamos o parque de refino com elevada disponibilidade e fator de utilização, assegurando a confiabilidade das operações e a maximização da produção. Esse desempenho nos permitiu alcançar um novo recorde trimestral na produção de Diesel,reforçando a competitividade do nosso parque de refino e sua capacidade de responder de forma ágil às mudanças de cenários do mercado — ressalta William França, diretor de Processos Industriais e Produtos

A seguir, os eventos de destaque do trimestre: . Foi iniciado o fornecimento de bunker por via marítima no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, ampliando nossa atuação nos mercados do Norte e Nordeste. A iniciativa expande a oferta de soluções da Petrobras em um dos mais importantes corredores logísticos do país.

. A primeira operação comercial de fornecimento de bunker HSFO (High Sulfur Fuel Oil) foi realizada no Porto do Rio de Janeiro, ampliando o portfólio de bunker da companhia em um mercado estratégico para a navegação internacional com mais alternativas de atendimento a embarcações de grande porte.

. O Starnav Elektra, primeiro navio do Programa Mar Aberto, foi entregue e a Petrobras avançou na renovação e ampliação da frota de apoio marítimo. Construído em Santa Catarina, o PSV (Platform Supply Vessel) reúne tecnologias voltadas à eficiência energética, além de estar preparado para operar parcialmente com combustível renovável no futuro. A renovação da frota reforça eficiência, segurança e apoio à indústria naval nacional.

Alguns recordes foram atingidos, dentre os quais se destacam: . Recordes nos embarques de petróleo para exportação: em jul/26, foram atingidos 37,2 milhões de barris e, em agosto de 2026, essa marca foi superada, com 37,8 milhões de barris. Esse desempenho foi viabilizado pela otimização de recursos, rotas, redução de esperas e tempos de atracação. Cabe ressaltar que parte dessas cargas “ficaram em andamento” ao final do trimestre e, portanto, não foram refletidas no total das exportações do período.

. Novo recorde de movimentação por CTV: em agosto de 2026, foi alcançada a marca de 6,6 milhões de barris de petróleo transferidos por CTV (Cargo Transfer Vessel), superando o recorde mensal anterior, de 6,2 milhões de barris, registrado em jun/26. A tecnologia contribui para ampliar a flexibilidade e a eficiência logística das operações offshore, apoiando o escoamento da crescente produção e das exportações de petróleo.

. Recorde histórico no Terminal de Suape: em set/26, foi registrado o maior número de navios operados no terminal – 101 navios. Com diversos pontos de operação entre píeres e cais, o terminal pode receber até 11 embarcações simultaneamente. O resultado reflete o planejamento e a execução integrados, a alta disponibilidade dos equipamentos e a eficiência operacional, ampliando a geração de valor do ativo.

. Recorde de produção de Diesel: no terceiro trimestre de 2026 foi registrado recorde trimestral de produção de diesel, de 769 mbpd e recorde mensal em julho, de 792 mbpd.

. Recordes de Produção: Diesel Total (terceiro trimestre de 2026) = Parque de Refino: 769 mbpd.

Diesel S10 (terceiro trimestre de 2026): Replan: 133 mbpd; Refap: 58 mbpd – Regap: 49 mbpd.

Diesel Total (Julho): Parque de Refino: 792 mbpd; Diesel S10 (Julho)-Refap: 59 mbpd.

. Gasolina (terceiro trimestre de 2026)- Refap: 59 mbpd; Gasolina (Setembro)-Refap: 62 mbpd; GLP (terceiro trimestre de 2026); RNEST: 3 mbpd; GLP (Agosto) -RNEST: 3,9 mbpd; Nafta (terceiro trimestre de 2026)-RNEST: 17 mbpd; Nafta (Agosto)- RNEST: 20 mbpd.

No terceiro trimestre de 2026, o volume de gás natural vendido e utilizado para consumo interno apresentou variação positiva de 4,4%, em comparação ao segundo trimestre de 2026, refletindo tanto a maior oferta de gás nacional quanto a maior demanda termelétrica no terceiro trimestre de 2026. Com a maior oferta nacional, houve recuo nas importações de gás boliviano e de GNL.

O aumento da disponibilidade de potência vendida em leilão, verificado no terceiro trimestre de 2026, se deve ao início da vigência de cinco contratos no mês de agosto e à antecipação de três contratos a partir de setembro, nos termos do Leilão de Reserva de Capacidade ocorrido em março de 2026.

—Essa parceria, materializada na ampliação dos contratos de longo prazo de processamento de gás na UTG Catu, demonstra como a cooperação e o uso compartilhado da infraestrutura podem gerar valor para todo o setor. A atuação conjunta da Petrobras com os produtores independentes contribui para um mercado de gás natural mais eficiente, competitivo e confiável, além de impulsionar a modernização das operações pontua — William Nozaki, diretor de Transição Energética e Sustentabilidade.

Celebração de Contratos de GNL — Foram assinados contratos de compra e venda de gás natural liquefeito com as

empresas norte-americanas Sempra Infrastructure e Cheniere Marketing LLC, visando reduzir a exposição da Petrobras à volatilidade do mercado spot, fortalecer a gestão de riscos do portfólio de gás natural e ampliar a capacidade da companhia de atender aos seus contratos de forma mais flexível e segura.

Contratos para Processamento de Gás — Petrobras, PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energia ampliaram contratos

de longo prazo para processamento de gás na UTG Catu. Os aditivos tiveram efeitos imediatos e contribuíram para assegurar a continuidade do processamento de gás, ampliar a previsibilidade das operações e reforçar o papel estratégico da unidade para a infraestrutura energética da Bahia.

Destaques de Emissões Atmosféricas — Novas usinas fotovoltaicas no parque do Refino Foi aprovada a utilização dos recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras para o projeto de mais uma usina fotovoltaica no parque de refino. O empreendimento tem potencial de redução das emissões da Revap em até 13,8 mil toneladas anuais de CO₂e, além da redução do consumo de gás natural devido à diminuição da necessidade de geração térmica interna. Além da usina fotovoltaica da Regap em operação desde o início desse ano, estão em construção usinas fotovoltaicas na RNEST, Replan E Boaventura, O que contribuirá para o atingimento das metas de transição energética da companhia.

Petrobras recebe licença ambiental e assina contratos para a implantação do Projeto Piloto de CCS São Tomé no Rio de Janeiro Os marcos são fundamentais para viabilizar o projeto, primeiro piloto da América Latina em reservatório salino, no qual o carbono capturado proveniente de processos industriais será movimentado por duto e armazenado permanentemente em reservatório salino profundo. A iniciativa, que foi aprovada para construção em 2025, integra os esforços da companhia voltados à descarbonização de suas atividades e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), abrindo caminho para futuros hubs de CCUS no país.