Um aumento de 0,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e aumento de 6,8% em relação ao segundo trimestre de 2026. A margem líquida atingiu 15,3%, 0,8 ponto percentual inferior ao terceiro trimestre de 2025 e 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
A WEG, multinacional brasileira, divulgou seus resultados do terceiro trimestre de 2026 no dia 21 de outubro (quarta-feira), onde seus dados mostram que a receita operacional líquida (ROL) foi de R$ 10.860,8 milhões no terceiro trimestre de 2026, 5,7% superior ao terceiro trimestre de 2025 e 7,1% superior ao segundo trimestre de 2026. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) atingiu R$ 2.345,2 milhões, 3,1% superior ao terceiro trimestre de 2025 e 6,0% superior ao terceirotrimestre de 2026, enquanto a margem Ebitda de 21,6% foi 0,6 ponto percentual menor do que no terceiro trimestre de 2025 e 0,2 ponto percentual menor do que o trimestre anterior. O Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC(2) atingiu 33,2% no terceiro trimestre de 2026, aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 3025 e redução de 0,4 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2026. Resultado líquido o lucro líquido no terceiro trimestre de 2026 foi de R$ 1.665,2 milhões, um aumento de 0,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e aumento de 6,8% em relação ao segundo trimestre de 2026. A margem líquida atingiu 15,3%, 0,8 ponto percentual inferior ao terceiro trimestre de 2025 e 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
— O crescimento da receita e a manutenção de margens operacionais saudáveis foram impulsionados pelo bom desempenho dos negócios no mercado externo, sustentado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação, apesar do impacto da valorização do real no período.
No Brasil, voltamos a crescer em comparação com o mesmo período do ano anterior, fruto principalmente da continuidade das entregas de projetos ciclo longo, com destaque para transmissão & distribuição (T&D) e sistemas de automação. Ao mesmo tempo, continuamos a reportar menor receita no negócio de geração solar devido à menor demanda de geração solar distribuída (GD), aliada à ausência de novos projetos de geração centralizada (GC).
No mercado externo apresentamos mais um trimestre de crescimento, atingindo 62,5% da receita total, o maior nível já registrado na história da WEG, apesar da receita em reais ter sido impactada pela variação cambial. Seguimos com um bom nível de entregas na área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), principalmente na América do Norte, tanto no negócio de T&D quanto na demanda crescente por geradores. A área de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI) também contribuiu para o crescimento, apresentando continuidade na demanda pelos nossos produtos e serviços nos principais mercados com destaque para os segmentos de óleo & gás e sistemas de ventilação e refrigeração.
Seguimos confiantes em nosso modelo de diversificação de produtos e soluções, flexibilidade operacional e presença global, que possibilita aproveitarmos as oportunidades presentes em diferentes mercados de atuação.
Continuamos com nossa estratégia de expansão de capacidade, com foco constante na execução dos projetos anunciados, que aliada à constante busca por eficiência operacional, são fundamentais para suportar o crescimento contínuo e sustentável da companhia— conclui a mensagem da direção da empresa.
Receita operacional líquida — A receita operacional líquida foi 5,7% maior em relação ao terceiro trimestre de 2025, com crescimento de 1,8% no mercado interno e de 8,3% no mercado externo. Ajustada pelos efeitos da consolidação dos negócios adquiridos da Tupinambá Energia e Sanelec, a receita consolidada seria 5,6% superior ao terceiro trimestre de 2025.
A receita operacional líquida do mercado externo, medida em dólares norte-americanos (US$) pelas cotações trimestrais médias, apresentou crescimento de 14,8% em relação ao 3T25 e crescimento de 8,2% em relação ao segundo trimestre de 2026.
A receita do mercado externo em reais foi negativamente impactada pela variação do dólar norte-americano médio, que passou de R$ 5,45 no terceiro trimestre de 3025 para R$ 5,14 no tereiro trimestre de 2026, uma desvalorização de 5,7% em relação ao real.
Deve-se considerar que os preços de venda praticados nos diferentes mercados são estabelecidos nas diferentes moedas locais, de acordo com as condições competitivas regionais. Nas moedas locais, ponderada pelo peso de cada mercado e ajustada pelos efeitos da consolidação dos negócios adquiridos, a receita líquida do mercado externo apresentou crescimento de 13,4% em relação ao tereiro trimestre de 2025.
Fluxo de Caixa — As atividades operacionais apresentaram geração de caixa de R$ 3.872,6 milhões até setembro de 2026, resultado da continuidade das boas margens operacionais, e bons indicadores de capital de giro operacional no período.
Nas atividades de investimentos, que incluem as movimentações dos ativos imobilizado e intangível, aquisições de empresas e aplicações financeiras, houve um consumo de caixa de R$ 2.049,7 milhões. O investimento (Capex), em modernização e expansão da capacidade produtiva teve continuidade através de aplicações de recursos principalmente nas fábricas do Brasil, México, Colômbia, EUA e China.
Nas atividades de financiamento foram captados R$ 4.209,6 milhões e realizadas amortizações de R$ 4.876,4 milhões, resultando em uma amortização líquida de R$ 666,8 milhões. A remuneração do capital próprio (dividendos e juros sobre capital próprio) somou R$ 1.745,3 milhões. O resultado foi o consumo de caixa de R$ 2.408,5 milhões nas atividades de financiamento no período
Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) — O ROIC do terceiro trimestre de 2026, acumulado nos últimos 12 meses, atingiu 33,2%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2025 e redução de 0,4 ponto percentual em relação ao segudo trimestre de 2026. O bom nível do lucro operacional após os impostos (Nopat) mais do que compensou os atuais níveis de capital empregado, motivado majoritariamente pelos investimentos em ativos fixos e intangíveis realizados ao longo dos últimos 12 meses
Investimentos (Capex) — No terceiro trimestre de 2026 foram investidos R$ 905,4 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas e equipamentos e licenças de uso de softwares, sendo 39,8% destinados às unidades produtivas no Brasil e 60,2% destinados aos parques industriais e demais instalações no exterior.
No Brasil, continuidade nos investimentos de ampliação da capacidade de produção de T&D, avanço dos investimentos de aumento da capacidade produtiva de equipamentos de grande porte em Jaraguá do Sul e Guaramirim, e investimentos de verticalização em Linhares. No exterior, houve o avanço nos investimentos nas fábricas de transformadores no México, Colômbia e EUA, além dos investimentos em expansão da capacidade produtiva de motores de alta tensão na China.
Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação — Os dispêndios nas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação totalizaram R$ 1.131,4 milhões, representando 3,7% da receita operacional líquida acumulada em 2026.
Disponibilidades e Endividamento — As disponibilidades, aplicações financeiras e instrumentos financeiros derivativos, aplicados em bancos de primeira linha e majoritariamente em moeda nacional, são apresentadas na Tabela 5. Da mesma forma, é apresentada a dívida financeira bruta total, com o detalhamento entre curto e longo prazo, em reais e outras moedas, resultando no caixa líquido da companhia ao final do trimestre.
— Adicionalmente, em 19 de dezembro de 2025, foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, a constituição e pagamento de dividendos calculados sobre o saldo das Reservas de Lucros, no montante de R$ 5.196,3 milhões, registrados no patrimônio líquido das demonstrações financeiras intermediárias, divulgadas e auditadas, em 30 de setembro de 2025. Estes dividendos serão pagos em três parcelas anuais, em agosto de 2026, 2027 e 2028, conforme Aviso aos Acionistas divulgado em 19 de dezembro de 2025. Em 12 de agosto de 2026 foi paga a primeira parcela, no total de R$ 1.732.116.188,37, equivalente a R$ 0,412831673 por ação aos titulares de ações escriturais em 19 de dezembro de 2025— conclui o comunicado da companhia.