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22/10/2026

CICB lança publicação com todos os números, análises e dados do setor de couros do Brasil

Quantos curtumes há no Brasil? Qual é o faturamento das empresas? Quem compra mais couro brasileiro na exportação: móveis, calçados, artefatos ou automóveis? Essas e outras perguntas são respondidas no Estudo do Setor de Curtumes 2026, publicação recém-lançada pelo projeto Brazilian Leather, uma parceria entre o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O documento tem mais de 70 indicadores e é o resultado de uma pesquisa com todos os curtumes do país. Já pode ser baixado em www.cicb.org.br.

O estudo é realizado a cada dois anos, e, com isso, traz comparativos com anos anteriores e análises de crescimentos ou recuos em cada dado. Apurou-se que há atualmente instaladas no Brasil 216 unidades produtivas de couro. As indústrias estão concentradas especialmente no Rio Grande do Sul (78 unidades produtivas), São Paulo (43), Minas Gerais (19) e Paraná (13). —Pequenas e médias empresas são a maioria dentro desse indicador: são 38,9% e 36,1% do total de plantas, respectivamente. Tanto pequenas quanto médias empresas cresceram em número de plantas no comparativo com o último estudo, de 2024 — destaca Rogério Cunha, gestor de Inteligência Comercial do CICB.

A produção nacional de couro acabado em área tem se mantido estável nos últimos anos com leve crescimento, atingindo um total de 77,6 milhões de metros quadrados (ante 77,3 milhões em 2024). As máquinas e equipamentos devem ser os principais focos de investimento em 2026 por parte dos curtumes.

Há uma gama variada de indicadores contemplados na publicação, em questões de marketing, sustentabilidade, tecnologia, origem de insumos, força de trabalho e outros, fornecendo um panorama consistente da indústria para todos os públicos. O levantamento foi conduzido pelo Núcleo de Excelência, Competitividade, Economia Regional e Internacional da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Destaques do estudo.: Participação de cada segmento nas vendas de couros ao mercado externo: Estofados: 38,1%; Automóveis: 31,8%; Calçados: 16,8%; Artefatos: 2,4%; EPIs: 0,4%; Vestuário: 0,3%; Outros: 10,2%.

Participação de cada segmento nas vendas de couros ao mercado interno: Calçados: 35,9%; Estofados: 27,4%

EPIs: 12,4%; Automóveis: 7,1%; Artefatos: 5,3%; Vestuário: 0,2%; Outros: 11,7%.

Alocações dos investimentos da indústria em 2026: Novas máquinas e equipamentos: 47,3%; Tecnologia de processamento: 15,9%; Sustentabilidade: 9,0%; Capacitação em recursos humanos: 9,0%; Rastreabilidade: 4,4%; TI: 3,5%; Comunicação e marketing: 2,6%; Inteligência artificial: 1,0%;Novas plantas: 0,2%; Outros: 6,8%.

CICB — O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) é a entidade que representa as empresas que produzem couro no país. Desde 1957 — ano de sua fundação — o CICB busca o crescimento, a qualificação, o fortalecimento e a união do setor. O direcionador da organização é a sustentabilidade, por meio da qual a entidade atua em projetos de tecnologia e formação de novos profissionais, diálogo com entes governamentais, fazendo a interface das pautas da indústria com os poderes públicos, promoção comercial do couro e defesa de interesses, construção de reputação e promoção de imagem, qualificação técnica, de design e pesquisa e informação de mercado. Também atua com representação institucional, conexão e diálogo com a cadeia produtiva e realiza grupos de trabalho – Rastreabilidade e Comunicação — com associados em todo o país.