A Firjan participou de reunião e de uma visita técnica ao Clip Offshore, antigo Estaleiro Inhaúma, no bairro do Caju juntamente com integrantes da Petrobras, — engenheiros, comandados por Wagner Victer. No encontro, no dia 14 de outubro (quarta-feira), o grupo foi recebido pelos atuais administradores do ativo naval, a empresa Clip Offshore, —uma joint venture do Grupo Gávea e da empresa filipina ICTS.
Durante o encontro, a empresa responsável pelo estaleiro apresentou o portfólio de atuação e as ações que têm implementado para a revitalização do ativo. Um primeiro passo foi a dragagem para aumento de calado, chegando a 9,5 metros de profundidade, de forma que ele possa estar apto a receber demandas de manutenção, reparo e desmantelamento de embarcações de grande porte. A previsão é de que, já em janeiro de 2027, o Clip Offshore esteja apto a agregar novos serviços em seu portfólio de atendimento ao mercado.
A gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan SENAI SESI, Karine Fragoso, destacou que —o estaleiro é considerado um importante ativo para a indústria naval do estado, ampliando as condições para que o Rio de Janeiro possa receber demandas relacionadas a todo o ciclo de vida das grandes embarcações—.
—Ao fortalecermos nossa indústria naval, criamos as bases para participarmos das grandes demandas, em especial aquelas do mercado de petróleo e gás, para além de nossas reservas, com agregação de valor— complementou Karine.
— O estaleiro é considerado um importante ativo para a indústria naval do estado— destacou Karine Fragoso, gerente-geral de Petróleo, Gás, Naval e Energias da Firjan SENAI SESI.
Wagner Victer, gerente de programas estruturantes da Petrobras, informou na ocasião da visita que o dique do estaleiro está totalmente seco, que os dois guindastes foram recuperados e que as equipes já trabalham nas instalações. —Até janeiro de 2027, o estaleiro deve estar liberado e licenciado para voltar a operar e realizar reparos navais— avaliou Victer em seu Instagram.
Serviços já contratados — Para tal, o estaleiro conta com dois diques secos de tamanhos distintos. O maior dique seco, por exemplo, já se encontra em etapa avançada para operação, com a porta batel instalada vedando a área que futuramente receberá as embarcações. Nesse sentido, já em curso a chegada da plataforma P-35, que ficará acostada no estaleiro para a realização de alguns serviços.
A empresa informou que intervenções preliminares para a desmontagem controlada do Flare e do Turret da P-35 já foram realizadas, de forma que ela consiga passar sob o vão central da ponte Rio-Niterói e chegar ao estaleiro. Os demais serviços contratados foram acostagem, limpeza de Coral Sol, limpeza e inspeção de tanques, manutenção de classe, retirada e gestão de resíduos, entre outros.
Outro passo importante para que o estaleiro possa atuar em diversas frentes, a obtenção prévia das licenças ambientais está ocorrendo e deve avançar ainda mais nos próximos meses.
Em rede social, ele afirmou que, até janeiro de 2027, o estaleiro deve estar liberado e licenciado para voltar a operar e realizar reparos navais. Consultar Atlas