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02/10/2026

Cesta básica diminui em 25 capitais, mas o salário mínimo necessário deveria ser R$ 7.565,86

4,67 vezes o mínimo de R$ 1.621,00 para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 25 das 27 capitais, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Conab. Entre julho e agosto de 2026, as quedas mais importantes ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%), Salvador (-3,30%), Porto Velho (-2,93%), Recife (-2,62%), Goiânia (-2,51%) e Belém (-2,07%). Já as elevações foram registradas em Maceió (1,43%) e São Luís (0,78%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 900,59), seguida por Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89). A comparação dos valores da cesta, entre agosto de 2025 e agosto de 2026, mostrou que o custo aumentou em 25 capitais e diminuiu em duas.

Altas — As altas mais expressivas foram registradas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%). As quedas variaram entre -0,64%, em Brasília, e -0,27%, em Palmas. No Norte e Nordeste, a quantidade de carne pesquisada é menor; não se coleta o preço da farinha de trigo, como nas capitais das demais regiões, mas o da farinha de mandioca; e não se pesquisa a batata. No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 2,82%, em Brasília, e 12,29%, em Porto Velho.

Salário mínimo deveria ser 7.565,86 em agosto de 2026 — Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em agosto de 2026, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.565,86 ou 4,67 vezes o mínimo de R$ 1.621,00. Em julho, o valor necessário era de R$ 7.687,01 e correspondeu a 4,74 vezes o piso mínimo. Em agosto de 2025, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.147,91 ou 4,71 vezes o valor do mínimo vigente na época, que era de R$ 1.518,00.