Durante a abertura da ROG.e 2026 , que acontece , de 21 a 24 de setembro (segunda quinta-feira), no Riocentro — Convention & event center, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. que o Brasil precisa até 2050, cabendo ao setor privado e demais agentes garantir os dois terços restantes da demanda nacional. aumentar entre 50% e 55% nas próximas décadas, impulsionado por uma economia que projeta ser 80% maior.
A Petrobras hoje supre cerca de 33% da energia do país e quermanter essa fatia de um terço. Como o país vai crescer, a empresa precisará produzir muito mais energia do que gera hoje para manter a mesma proporção. Para dar conta desse crescimento de forma limpa, Chambriard alertou que o Brasil precisará adicionar fontes renováveis equivalentes a duas vezes a capacidade atual da Eletrobras. Dois terços da demanda futura de energia dependerão fortemente de investimentos privados, financiamento externo e coordenação do setor energético.
A empresa acredita que recompor suas reservas de petróleo e gás não será suficiente para manter sua relevância no setor energético. — Além da recomposição de reservas, o que nós vamos fazer em exploração, com produção de horizontes já descobertos, no Brasil e no exterior, nós precisamos também agregar, em termos de energias renováveis— destacou a CEO.
Agronegócio e petróleo, são setores complementares — a executiva defendeu a complementaridade entre o agronegócio e a indústria de petróleo no Brasil. Segundo ela, soja, milho, cana-de-açúcar e resíduos vegetais e animais são insumos essenciais para a fabricação de combustíveis líquidos no país.
—O nosso diesel é fundamental para a produção rural e o transporte pesado. O nosso gás é necessário para fertilizantes e geração termelétrica — destacou Chambriard na apresentação.
Fertilizantes — Segundo a executiva, as fábricas na Bahia e em Sergipe estão produzindo fertilizantes enquanto a unidade do Paraná passa por intervenções e o projeto de Mato Grosso do Sul avança para a conclusão das obras. A expectativa apresentada é que, quando essas unidades estiverem plenamente operacionais, a Petrobras possa produzir o equivalente a 35% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados.
A executiva destacou que o parque de refino da Petrobras é fundamental para atender à demanda brasileira durante períodos de choque de preços internacionais.
— Hoje somos o sexto maior produtor de petróleo do mundo e entregamos mais de 70% de todo o diesel brasileiro —afirmou Chambriard.
A presidente da Petrobras disse que deve atingir a autossuficiência na produção de diesel no Brasil no ciclo do Plano de Negócios e Gestão 2027-2031.
— Conflitos mundiais nos lembram todos os dias da importância da nossa indústria para a segurança energética e o poder geopolítico das nações — complementou.
Campos maduros e novas tecnologias — Chambriard afirmou que a Petrobras não deixará de investir em campos maduros, enquanto segue avançando em novas fronteiras exploratórias como a Margem Equatorial e a bacia de Pelotas.
—Não renunciaremos aos nossos campos maduros. Desenvolvemos tecnologias para estender sua vida produtiva — ressaltou a executiva na entrevista coletiva.

Em paralelo, a companhia planeja investir em hidrogênio de baixo carbono, CCUS (captura, uso e armazenamento de carbono) e biocombustíveis, além de soluções em pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês).
Chambriard citou ainda na entrevista coletiva, a expansão das atividades em estaleiros nacionais envolvidos na construção de módulos para plataformas. Em algumas dessas unidades, disse, o contingente teria passado de aproximadamente 3,5 mil trabalhadores para algo entre 12 mil e 13 mil.
Indústria naval — A indústria naval brasileira chegou a ter aproximadamente 83 mil empregos diretos antes de sofrer uma retração com o ‘Lava Jato’ que levou o contingente para algo entre 15 mil e 17 mil trabalhadores. Atualmente, segundo os números apresentados na palestra, são cerca de 71 mil postos.
Em paralelo, a Petrobras vem investindo em oportunidades no exterior, em países como a Colômbia, onde já anunciou descobertas de gás, e Costa do Marfim, onde assinou contratos de exploração e produção na última semana.
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