O maior festival de cultura oceânica da América Latina terá mais de 50 painéis e atividades, 70 palestrantes nacionais e internacionais e a participação de mais de 30 instituições de conservação marinha e pesquisa. E a abertura tem os braços abertos do monumento Cristo Redentor.
O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, recebe a segunda edição da Rio Ocean Week do dia 17 ao dia 20 de setembro (quinta a domingo), no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, ‘Orla Conde’, Rio de Janeiro (RJ), o maior festival de cultura oceânica da América Latina. Com o tema central “Poluição Marinha: Diagnósticos e Soluções”, o evento terá programação gratuita que conecta ciência, arte, cinema, literatura, educação e cultura para aproximar os desafios do oceano do cotidiano da população.
—A Rio Ocean Week nasceu para aproximar o oceano das pessoas e transformar conhecimento em engajamento e ação. Nesta edição, queremos mostrar que a poluição marinha está diretamente ligada ao nosso cotidiano e que enfrentar esse desafio exige a participação de todos — cientistas, poder público, empresas e sociedade —afirma Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo e coordenador da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano.
Durante quatro dias, serão mais de 50 painéis e atividades, 70 palestrantes nacionais e internacionais e mais de 30 instituições de conservação marinha e de pesquisa. A programação reúne especialistas, organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa, poder público, iniciativa privada e representantes da cultura.
Entre os principais destaques estão os painéis Ideias Azuis, que discutirão três grandes frentes da poluição marinha: resíduos sólidos, com foco na redução da geração de lixo plástico e em ações de despoluição; saneamento básico, considerando os impactos do esgoto sem tratamento; e poluição química e silenciosa, incluindo vazamentos de óleo, contaminação por agrotóxicos e descarte de medicamentos e fármacos.
Os microplásticos também estarão em evidência. Menores que 5 milímetros, essas partículas podem resultar da degradação de plásticos maiores ou de fontes como o desgaste de pneus e a lavagem de roupas sintéticas e já foram encontradas em diferentes ambientes do planeta, na fauna marinha e em tecidos humanos.
Destaques da programação —Em ação conjunta da Rio Ocean Week com o Consórcio Cristo Sustentável, o monumento ao Cristo Redentor será iluminado em azul na abertura do evento, no dia 17 de setembro (quinta-feira), das 20 às 21 horas. Como desdobramento da parceria, o Consórcio vai mostrar, no Palco Mar Aberto da Rio Ocean Week 2026, a plataforma Braços Abertos Sobre a Guanabara (BASG), numa apresentação nessa sexta-feira, 18 de setembro, às 18h. A iniciativa de conservação e preservação ambiental da Baía de Guanabara reflete um forte compromisso com práticas ambientais sustentáveis, alinhando-se tanto aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), quanto à encíclica Laudato Si’, escrita pelo Papa Francisco. A plataforma integra ações que contribuem para a revitalização da Baía de Guanabara, promovendo a educação ambiental, o engajamento social e o fortalecimento da governança ambiental. O objetivo é restaurar a saúde e a vitalidade de um dos ecossistemas mais preciosos do Brasil, reforçando a importância de cuidar da Casa Comum e lembrando que preservar o ambiente é crucial para o bem-estar das comunidades locais e a manutenção da biodiversidade.
Nave Santa Maria no Espaço Cultural da Marinha,na Praça XV — Outro destaque será a Nave Santa Maria, escuna histórica trazida pela Marinha do Brasil e que estará aberta à visitação de 17 a 20 de setembro, atracada no Espaço Cultural da Marinha, localizado na Orla Conde – Boulevard Olímpico, Praça XV de Novembro, àrea central do Rio de Janeiro. Utilizada pela ONG europeia Secutor Foundation para educação juvenil, conservação e pesquisa dos oceanos, a embarcação funciona como uma escola flutuante. Os navios oceanográficos Cruzeiro do Sul, da Marinha do Brasil, e Prof. Luis Carlos, da UERJ, também estarão abertos à visitação pública, atracados no píer do Museu do Amanhã.
A programação inclui ainda cinema comentado, apresentações musicais e culturais, exposições, atividades educativas e literatura. No Palco Mar Aberto, o público poderá acompanhar palestras, performances, teatro, oficinas, contação de histórias e atividades interativas. O Mar de Livros terá lançamentos, autógrafos e rodas de conversa sobre obras de ficção e não ficção ligadas ao oceano, enquanto a Galeria LACO reunirá arte, ciência e tecnologia em trabalhos relacionados à contaminação da água e a possíveis respostas para o problema.
No Cais do Porto, ONGs e institutos de conservação marinha apresentarão seus projetos e iniciativas. A agenda também abordará a Economia Azul, com discussões sobre Economia da Praia, Turismo Azul, Pesca e Maricultura e a cadeia de suprimentos para a indústria offshore.
A Rio Ocean Week acontece em um momento estratégico para a agenda de sustentabilidade do oceano, buscando conectar as resoluções da COP30 aos debates que antecedem a Conferência da Década do Oceano 2027, que será realizada no Rio de Janeiro, de 07 a 09 de abril de 2027. Os debates também contribuem para as discussões da Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (ENOP) e para a participação brasileira nas negociações do Tratado Global contra a Poluição Plástica da ONU. |Programação e inscrições: www.riooceanweek.com.br | Entrada gratuita.