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21/08/2026

Navio-plataforma Alexandre de Gusmão registra 180 mil barris de óleo por dia (bpd)

E alcança o topo de produção no pré-sal. Plataforma foi a quinta instalada em Mero, o terceiro maior Campo da Petrobras.

O navio-plataforma (FPSO) Alexandre de Gusmão, o quinto instalado no Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, alcançou o topo de produção, com 180 mil barris de óleo por dia (bpd). Mero é o terceiro maior campo produtor do Brasil, depois de Búzios e Tupi.

—Cada unidade que atinge o patamar máximo de produção previsto em projeto, além de contribuir para o resultado da empresa, confirma a superação de grandes desafios técnicos e o acerto das estratégias que temos adotado—avalia a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi.

A plataforma do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), afretada junto à SBM Offshore, prevê inicialmente a conexão a 12 poços: seis produtores de óleo e seis injetores de água ou gás alternadamente. Atualmente já estão conectados cinco produtores de óleo e três injetores.

Além do FPSO Alexandre de Gusmão, operam no campo os FPSOs Pioneiro de Libra, Guanabara, Sepetiba e Marechal Duque de Caxias.

—O ativo de Mero teve uma produção média de cerca de 740 mbpd no segundo trimestre de 2026, ainda sem o topo do Alexandre de Gusmão. O topo da unidade mostra que seguimos uma trajetória firme de aumento da eficiência operacional dos nossos ativos— analisa a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos.

O campo de Mero conta com a implantação do maior projeto de monitoramento sísmico mundial, o PRM, Permanent Reservoir Monitoring, infraestrutura submarina composta por uma extensa rede de sensores e instrumentos óticos. O PRM visa o melhor gerenciamento da produção de Mero e a máxima recuperação de petróleo dos reservatórios. Ele também receberá o HISEP® (High Pressure Separation), tecnologia patenteada pela Petrobras, atualmente em qualificação, que permite a separação submarina entre o petróleo extraído e o gás associado rico em CO₂, que é reinjetado diretamente no reservatório.

As operações do campo unitizado de Mero são conduzidas pelo consórcio operado pela Petrobras, em parceria com a Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), como gestora do contrato de partilha e representante da União.