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15/08/2026

Stone reporta lucro líquido ajustado de R$ 583 milhões no 2T26

O l ucro bruto ajustado (Adjusted Gross Profit) foi R$ 1,6 bilhão no trimestre, se mantendo estável na comparação anual. O EPS ajustado (Earning per Share ou lucro por ação ajustado) cresceu 9% na comparação anual, atingindo R$ 2,40 por ação no trimestre. Soluções de banking, pagamentos e crédito reforçam direcionamento estratégico de banco já reconhecido pela base.

No segundo trimestre, a StoneCo Ltd. (Nasdaq: STNE) avançou em seu posicionamento como o banco para quem empreende, reforçando sua atuação em banking, pagamentos e crédito para pequenas e médias empresas. Como parte desse movimento, a companhia incorporou a marca Pagar.me à Stone, aproximando as soluções para vendas online e físicas e simplificando o acesso às soluções através do aplicativo da Stone, com uma visão mais unificada das diferentes frentes do negócio.

A companhia fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 583 milhões e receita de R$ 3,6 bilhões. O lucro bruto ajustado (Adjusted Gross Profit) foi R$ 1,6 bilhão, resultado estável ano contra ano, e superior em aproximadamente R$ 100 milhões, em relação ao último trimestre. O indicador EPS ajustado (Earning per Share ou Lucro por Ação ajustado) cresceu 9% na comparação anual, chegando ao valor de R$ 2,40 por ação. A base total de clientes ativos apresentou crescimento de 6% ano contra ano, chegando a 4,8 milhões.

Por sua vez, o TPV total atingiu R$ 142 bilhões, crescendo 4% na comparação anual. Em Banking, o volume de depósitos fechou o trimestre em R$ 10,8 bilhões, aumento de 22% na comparação anual, com o percentual de depósitos sobre o TPV alcançando 7,6% no período.

A carteira de crédito atingiu R$ 3,8 bilhões, crescimento de 16% tri contra tri. Já as receitas somaram R$ 349 milhões, incremento trimestral de 14%, incluindo além de cartão de crédito e capital de giro, receitas referentes a taxa de intercâmbio de cartões de crédito. O índice de cobertura de liquidez ficou em 204% no segundo trimestre de 2026, com crescimento dos níveis de inadimplência (NPL 15-90 dias atingindo 6,0%) e a métrica de Cost of Risk em 21,5% no período. As provisões tiveram aumento de cerca de 13% na comparação com o primeior trimestre de 2026, atingindo R$ 188 milhões. No período, a companhia anunciou o início do desembolso de linhas de crédito incentivadas, como parte da estratégia de otimizar desembolsos e maximizar a rentabilidade e crescimento da carteira.

A métrica de ROE (Return on Equity) das operações consolidadas cresceu 1 p.p. na comparação anual, alcançando 22% no segundo trimestre de 2026. Por fim, a Stone informou que distribuiu aos acionistas R$ 3,1 bilhões no acumulado do ano (YTD), com cerca de R$ 700 milhões em recompra de ações.

Novo posicionamento e direcionamento estratégico Em julho, a companhia anunciou dois movimentos importantes em sua estratégia: o reposicionamento da Stone como banco pra quem empreende e a incorporação da Pagar.me à marca Stone. Ao mesmo tempo, a empresa vem fortalecendo sua proposta de valor com soluções que apoiam os clientes em diferentes necessidades do dia a dia, incluindo o uso de inteligência artificial para produção de conteúdo, aprimoramento de imagens de produtos, e até a tradução de cardápios e catálogos.

Essas iniciativas fazem parte da estratégia de acompanhar de forma mais ampla a jornada do empreendedor, integrando pagamentos, banking e crédito a ferramentas que apoiam a gestão e a operação dos negócios.

—A Stone é quem mais conhece e entende de PMEs, e por isso oferecemos soluções pensadas exclusivamente para a realidade deste público. Estamos expandindo nosso portfólio, reforçando nosso posicionamento como serviço especializado para empreendedores. Como resultado, fechamos o segundo trimestre de 2026 com números sólidos, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador— afirma Mateus Scherer, CEO da Stone.