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14/08/2026

JHSF registra lucro líquido de R$ 816 milhões no melhor semestre da história

Desempenho é recorde tanto no segundo trimestre de 2026 como no acumulado do ano; Receita bruta cresceu 81% e Ebitda ajustado chegou a R$ 502 milhões.

A JHSF, líder em lifestyle de alta renda na América Latina, registrou o melhor segundo trimestre e o melhor semestre de sua história, em um período marcado pelo crescimento dos negócios de renda recorrente, pela entrega de novos ativos e pela expansão de sua atuação em segmentos nos quais já estava presente, com a aquisição do FBO da Embassair, em Miami, e o anúncio de uma nova operação, o hotel Enjoy Punta del Este, no Uruguai. O desempenho também se destacou pelo equilíbrio da geração de resultados, com diferentes negócios contribuindo de forma relevante para a performance da companhia. A complementaridade entre as frentes que integram o ecossistema JHSF reduz a dependência de uma única vertical e reforça a resiliência do modelo.

No consolidado do semestre, a receita bruta cresceu 60%, para R$ 1,6 bilhão, o Ebitda ajustado avançou 69%, para R$ 753,2 milhões, e o lucro líquido alcançou R$ 816 milhões, alta de 34% em relação ao primeiro semestre de 2025. No segundo trimestre, a receita bruta consolidada alcançou R$ 985,2 milhões, alta de 80,9% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado mais que dobrou, para R$ 502,6 milhões, incremento de 103,3%, e o lucro líquido chegou a R$ 444,4 milhões, elevação de 80,8%.

A estrutura de capital da companhia também apresentou evolução, com posição líquida de caixa de R$ 1,2 bilhão, perfil de dívida alongado e o menor spread médio da dívida já registrado na história da JHSF. Após a conclusão da emissão em curso, a cobertura de caixa chegará a aproximadamente sete anos.

O resultado consolidado também refletiu o reconhecimento contábil de receita referente à primeira etapa da venda de estoques ao Fundo de Investimento Imobiliário (FII), relativa ao projeto Boa Vista Estates, em operação estruturada no âmbito do IPO realizado em dezembro de 2025.

Os negócios de renda recorrente também tiveram o melhor segundo trimestre e o melhor semestre de sua história, respondendo por cerca de metade da receita bruta e do Ebitda ajustado no semestre. No trimestre, a receita bruta da unidade foi de R$ 439,6 milhões, alta de 30,3%, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 197,3 milhões, crescimento de 31%. No acumulado do semestre, a receita bruta foi de R$ 829,4 milhões, alta de 24%, e o Ebitda ajustado somou R$ 373,8 milhões, crescimento de 25%.

Considerando o patamar do segundo trimestre e isolando os efeitos do reconhecimento contábil da receita de incorporação conforme a evolução das obras, o Ebitda ajustado da renda recorrente supera R$ 730 milhões em base anualizada. Com a execução do pipeline contratado e em desenvolvimento, as operações de renda recorrente têm potencial para alcançar aproximadamente R$ 2 bilhões em Ebitda ajustado no médio prazo, sem considerar a incorporação.

—O melhor segundo trimestre e o melhor semestre da nossa história refletem não apenas os números recordes, mas a qualidade desse resultado, com uma ótima performance tanto da incorporação quanto dos negócios de renda recorrente. Esse resultado é fruto da execução disciplinada de um plano estratégico com foco em excelência e qualidade operacional— afirma Augusto Martins, CEO da JHSF. —Ao mesmo tempo, avançamos na melhoria da nossa estrutura de capital, atingindo o patamar mais robusto e eficiente já registrado pela companhia, com redução do custo e cobertura mais longa. Seguimos fortalecendo os negócios existentes e avançando na execução das entregas e expansões que fazem parte do crescimento do nosso portfólio, de forma responsável e segura —analisa.

As entregas realizadas no trimestre fazem parte de um pipeline contratado e em desenvolvimento, no Brasil e no exterior. A execução desse pipeline concentra os esforços da companhia nos próximos períodos e dá visibilidade à continuidade da evolução dos negócios e da geração de resultados da JHSF.

Desempenho dos negócios — Os shoppings mantêm a liderança nos indicadores de performance do setor, com crescimento das vendas em mesmas lojas (SSS) de 5,7%, acima do observado pelo mercado. As vendas totais cresceram 6,0%, para R$ 1,3 bilhão, enquanto os aluguéis das mesmas lojas avançaram 10,7%. A taxa de ocupação consolidada foi de 98,2%, com destaque para o Shopping Cidade Jardim, que manteve 100% de ocupação. Em maio, a Companhia ampliou seu portfólio com inauguração do CJ Boa Vista Village. Com aproximadamente 15 mil m² de área bruta locável (ABL) e cerca de 100 operações, o novo shopping reúne varejo, arte, serviços, gastronomia e entretenimento, com curadoria de marcas nacionais e internacionais, incluindo operações inéditas na América Latina. Integrado ao Boa Vista Village, em Porto Feliz, o empreendimento também marca a expansão da bandeira Cidade Jardim para fora da capital paulista.

No trimestre, também avançaram as obras da expansão do Shopping Cidade Jardim, cuja primeira entrega ocorreu em julho, com a inauguração da maior loja da Dior na América Latina. A expansão contempla novas flagships de marcas globais, incluindo Prada, Chanel, Hermès e Tiffany & Co., além da primeira loja da Loro Piana no continente. Com os projetos em desenvolvimento, a ABL própria do portfólio de shoppings da JHSF deverá chegar a aproximadamente 98 mil m², crescimento de 39% em relação à atual.

Em hospitalidade e gastronomia, a receita bruta subiu 5,8%, para R$ 133,8 milhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 16,6%, para R$ 27,1 milhões. O desempenho refletiu a performance positiva das operações, a maturação gradual dos novos projetos e o reconhecimento de receitas associadas a operações internacionais.

No São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, a receita bruta avançou 53,6%, para R$ 107,4 milhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 25,7%, para R$ 56,2 milhões. O número de movimentos aumentou 2,3% e os litros abastecidos cresceram 1,9%. Os movimentos avulsos, que representaram 64,3% do total no trimestre, cresceram 31,6% em relação ao 2026. No período, o aeroporto também sediou a 5ª edição do Catarina Aviation Show, já consolidado como uma das principais plataformas de negócios e experiências integradas da aviação executiva na América Latina. O evento reuniu mais de 6 mil convidados e 94 marcas expositoras, entre aeronaves, helicópteros, embarcações e automóveis.

Em JHSF Residences e Clubs, a receita bruta atingiu R$ 78,8 milhões, crescimento de 96,1%, enquanto o Ebitda ajustado subiu 74,7%, para R$ 52,3 milhões. O resultado foi impulsionado pelo aumento do número de unidades para locação, com taxa de ocupação contratada próxima a 100%, pela evolução das vendas de memberships dos clubs e pelas receitas de anuidades.

Com quase quatro anos de operação, a JHSF Capital encerrou o trimestre com aproximadamente R$ 12,1 bilhões em ativos sob gestão e administra atualmente 21 fundos nacionais e internacionais. Em abril, a gestora atuou como assessora financeira na aquisição da Embassair, FBO localizado no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, ativo já operacional e integralmente dedicado à aviação executiva, com alta sinergia com o São Paulo Catarina. No mesmo mês, também atuou como assessora financeira na aquisição do Enjoy Punta del Este, que passará por uma ampliação relevante e dará origem ao Complexo JHSF Península. Em julho, após o encerramento do trimestre, a JHSF Capital concluiu ainda a captação de R$ 400 milhões por meio da oferta pública de cotas do JCSC11, fundo dedicado à aquisição de participação minoritária no Shopping Cidade Jardim.

Na vertical de incorporação, a receita bruta atingiu R$ 558,5 milhões, alta de 224,8%, e o Ebitda ajustado chegou a R$ 345,8 milhões, incremento de 222,4%. O resultado foi impulsionado pelo reconhecimento contábil de receita referente à primeira tranche da venda de estoques ao FII, relativa ao projeto Boa Vista Estates. Ao final de junho, a companhia registrava R$ 1,7 bilhão em vendas contratadas cuja receita será reconhecida em períodos futuros, conforme a evolução das obras. Considerando a segunda tranche da venda de estoques, prevista para dezembro de 2026, esse montante chegará a R$ 3,5 bilhões, dando maior visibilidade à geração de receitas nos próximos períodos.

A companhia mantém um landbank de aproximadamente R$ 28 bilhões em VGV potencial, que será desenvolvido nos próximos anos em localizações onde a JHSF já atua.

A JHSF encerrou junho com R$ 4,4 bilhões em caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários, e caixa líquido de R$ 1,2 bilhão. A estrutura de capital permanece sólida e alongada, com o menor spread médio da dívida já registrado na história da companhia, custo médio da dívida de CDI+ 0,90% ao ano e duration de 5,3 anos. No trimestre, os principais desembolsos estiveram relacionados à aquisição da Embassair e às obras do CJ Boa Vista Village, da expansão do Shopping Cidade Jardim, do CJ Shops Faria Lima, das unidades de locação e do Fasano Tennis Club.

JHSF — A JHSF Participações S.A. é uma empresa líder em lifestyle de alta renda da América Latina e controladora do Grupo Fasano, com ativos totais de R$ 19,1 bilhões e operações globais em hospitalidade, gastronomia, shopping centers, varejo de moda, clubs privados, aeroporto executivo, curadoria marítima, locação residencial, incorporação imobiliária e gestão de ativos nas Américas e na Europa. A companhia consolidou-se por meio da excelência, da antecipação de tendências e do foco em receitas recorrentes, combinando gestão profissional, compromisso com a sustentabilidade e criação de valor de longo prazo.