Companhia alcança R$ 2,9 bilhões em receita líquida, amplia margem bruta para 16,6% e encerra o semestre com geração de fluxo de caixa livre 36,6% maior que primeiro semestre de 2025.
A CM Hospitalar S.A., Viveo, plataforma integrada de soluções para o setor de saúde, registrou receita líquida de R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O report feito ao mercado nesta manhã destaca uma nova queda na alavancagem, que encerrou o trimestre em 3,73x, sendo esta, a quinta queda consecutiva de alavancagem, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado alcançou R$ 216,7 milhões, avanço de 21,8% – melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2023 — enquanto a margem Ebitda ajustada passou de 6,3% para 7,4%.
No acumulado do primeiro semestre, a receita líquida totalizou R$ 5,7 bilhões, alta de 2,5% em relação ao primeiro semestre de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 424,8 milhões, crescimento de 25,9%, com margem de 7,4%, expansão de 1,4 ponto percentual na comparação anual.
O desempenho operacional foi acompanhado pela evolução do lucro bruto, que atingiu R$ 483,9 milhões no trimestre, alta de 14,5%. A margem bruta alcançou 16,6%, crescimento de 1,6 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2025 e o maior nível desde o segundo trimestre de 2023.
—A evolução do segundo trimestre reforça a consistência operacional da Viveo e a capacidade de execução das prioridades estabelecidas para este novo ciclo. Avançamos em rentabilidade, eficiência operacional e geração de caixa, garantindo também o nível de serviço aos clientes. Definimos as agendas as quais priorizaremos e estamos fazendo o dever de casa— afirma o CEO da Viveo, André Clark.
A unidade de Hospitais e Clínicas foi o principal vetor de crescimento no período. A receita líquida do segmento alcançou R$ 2,2 bilhões, alta de 10,8% em relação ao segundo trimestre de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelo crescimento dos volumes de medicamentos e pela evolução dos contratos com clientes relevantes. No semestre, a receita da unidade cresceu 7,7%, para R$ 4,3 bilhões.
Nas demais linhas de negócio, o desempenho refletiu dinâmicas específicas de mercado e ajustes estratégicos em curso. Em Laboratórios e Vacinas, a comparação foi impactada pela base mais elevada do ano anterior e pela migração de parte da demanda de vacinas para a rede pública. No Varejo, a receita permaneceu estável, e em Serviços, a companhia avançou na adaptação do portfólio ao novo modelo de contratação das operações de manipulação, priorizando linhas de negócio mais rentáveis e a evolução da qualidade dos resultados.
Já na margem bruta, todos os segmentos apresentaram melhorias, o que contribuiu para o aumento no consolidado. O desempenho consolidado também refletiu a continuidade da gestão ativa da carteira de clientes e contratos. Após um ciclo mais amplo de renegociações em 2025, as iniciativas realizadas neste ano estiveram concentradas em ajustes específicos, contribuindo para a evolução do mix de negócios e para um melhor equilíbrio entre crescimento e rentabilidade. Paralelamente, a Companhia manteve sua agenda de excelência operacional, com iniciativas voltadas à revisão e à padronização de processos, à redução de desperdícios e à melhoria contínua do nível de serviço.
Evolução operacional e geração de caixa — A Viveo registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 21,3 milhões no segundo trimestre, redução de 52,0% em relação ao prejuízo ajustado de R$ 44,3 milhões no mesmo período de 2025. A margem líquida ajustada avançou de uma negativa em 1,6% para negativa em 0,7%, resultado que reflete a evolução do desempenho operacional. No semestre, o prejuízo líquido ajustado foi de R$ 56,6 milhões, redução de 13,2% na comparação anual.
No segundo trimestre de 2026, o Resultado Financeiro Líquido foi negativo em R$ 182,3 milhões, ante resultado negativo de R$ 157,7 milhões no 2T25. A variação decorre principalmente do ganho associado à recompra de debêntures reconhecido no período anterior, além da redução das Receitas Financeiras, impactadas pela menor posição média de caixa.
A geração de caixa apresentou evolução no acumulado do ano. O fluxo de caixa livre alcançou R$ 124,8 milhões no segundo trimestre e R$ 170,3 milhões no primeiro semestre, crescimento de 36,6% em relação aos R$ 124,6 milhões registrados no primeiro semestre de 2025. O ciclo de caixa encerrou o trimestre em 53 dias, quatro dias melhor do que o registrado no segundo trimestre de 2025.
Renegociação de dívidas e aumento de capital — Em junho, a Companhia concluiu a renegociação das condições das principais dívidas, com extensão do cronograma de amortização e revisão da curva de covenants. Ao final do segundo trimestre, 93% da dívida da Viveo estava concentrada no longo prazo, com prazo médio de 7,3 anos. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, encerrou o período em 3,73 vezes, mais uma queda consecutiva e 0,6x menor do que a alavancagem no mesmo período de 2025
No início de junho, o Conselho de Administração anunciou um aumento de capital de até R$ 869,8 milhões, mediante a emissão de até 966.401.192 novas ações ordinárias. A operação, que conta com compromisso de subscrição mínima de R$ 427,0 milhões por veículos de investimento geridos pela DNA Capital, têm como principais objetivos reduzir o endividamento líquido, ampliar o equilíbrio financeiro e fortalecer a estrutura de capital da Companhia. A operação, se realizada no montante máximo, pode reduzir em mais de 25% a dívida bruta da Companhia, diminuindo a alavancagem em mais de 1x
—A renegociação da dívida e o aumento de capital em curso representam avanços importantes para o fortalecimento do balanço e para a continuidade da agenda de desalavancagem. Seguimos focados em construir uma Viveo mais eficiente, com operações rentáveis, maior disciplina financeira e capacidade de geração de valor no longo prazo— comenta o diretor Financeiro da Viveo, Frederico Oldani.
Viveo — A Viveo é uma das principais companhias do setor de saúde no país, e reúne empresas que atuam desde a fabricação de produtos e distribuição de materiais e medicamentos até a gestão de estoque e serviços para seus clientes e consumidores finais. A Viveo tem o propósito de cuidar de cada vida e a missão de simplificar o setor da saúde e democratizar o acesso por meio do suporte e manutenção em cada elo desta cadeia. Atualmente, a companhia é composta pelas empresas: Mafra, Tecnocold, Prevena, Insuma, Humania, Healthlog, Cremer, Piquitucho, Topz, Bellacotton, Salvelox e FeelClean.