Os seres humanos estão descontentes com as atuais condições em que vivem. A questão é que cada indivíduo, de acordo com as leis espirituais, se acha exatamente nas condições que preparou para si em vidas passadas. É a colheita. Muitos não querem aceitar essa responsabilidade e evitam refletir intuitivamente sobre isso. Em meio à insatisfação, surgiram os astutos que criaram teorias que inocentam as pessoas, mas apontam culpados como argumento para acalmá-las e dirigir a energia delas contra os causadores. As classes se defrontam; populistas assumem a posição dos estadistas e são acolhidos, mas todos continuam semeando coisas ruins, então o que se pode esperar disso?
Não podemos continuar vivendo na sonolência, temos que despertar e buscar a compreensão da finalidade na vida, o porquê nascemos na Terra. Abrir os olhos e examinar tudo com a própria intuição. Para obter melhoras, um povo tem de estar consciente de que está vivendo em situação precária, que o atual não é o viver apropriado para a espécie humana. Para compreender o Universo é preciso compreender o funcionamento das leis naturais universais.
A mulher não é obrigada a ter filhos, no entanto, o ato de ser mãe e de gerar requer responsabilidade, tanto dela como do homem. Percebe-se que há seres humanos que não deveriam ter encarnado na Terra e deveriam permanecer em outros locais condizentes com a sua espécie. Homem e mulher não reproduzem a vida, pois, de acordo com as leis naturais, dão a um espírito a oportunidade de se ligar a um corpo para atuar na Terra. Na matéria nada é permanente, tudo se transforma, o espírito que estava encarnado segue sua jornada evolutiva.
As nações devem voltar a produzir, para oferecer trabalho e bom preparo de modo que as pessoas possam viver por si, sem cair nas dívidas e nas viciantes bets. Ficar na dependência dos auxílios governamentais é voltar ao passado de pobreza como na época em que as pessoas dependiam de receber trigo de graça para sobreviver.
Agora temos pobreza em muitas nações. Há guerra na Ucrânia, Oriente Médio e Irã. Há uma certa inquietação do povo americano. As massas ficaram subordinadas às manipulações de líderes ditos populistas que fazem de tudo para se manter no poder através de mentiras e falsas promessas. O Brasil vem decaindo. Nesse meio, há a disputa monetária global gerando incertezas gerais. Como tudo isso vai evoluir? Enquanto os seres humanos não saírem da ignorância sobre a finalidade da vida, nada poderá dar certo, e muitas coisas assentadas sobre bases erradas estão sujeitas ao desmanche.
No Livro da Esperança, Jane Goodall (1934-2025), pesquisadora do comportamento e sobrevivência, expõe as razões dela para ter esperança. Nestes tempos sombrios há conflitos armados, discriminação racial e religiosa, crimes de ódio e ataques terroristas. O abismo que separa ricos e pobres vem aumentando e fomentando raiva e instabilidade. Há um desequilíbrio econômico global, desemprego e pobreza. O mal tem atuado livremente influenciando os seres humanos indolentes que caem na inércia. A aspereza está dominando. A esperança num mundo melhor está encolhendo. Mas temos de alimentar a generosidade do ser humano.
Muitas pessoas percebem o estado desesperador em que o planeta e a humanidade se encontram, mas nada fazem porque se sentem perdidas e sem esperança. Porém, a verdadeira esperança requer ação e perseverança. Não importa quão pequenas possam ser essas ações que começam no querer e nos pensamentos, pois realmente elas fazem a diferença. Com milhões de vontades, pensamentos e ações voltados para o bem, poderão ajudar a restabelecer o equilíbrio destruído. O peso dos erros e do desleixo está roubando a esperança.
Para Jane Goodall, sem esperança, tudo estará perdido. A realidade é que enquanto os seres humanos não saírem da ignorância sobre a finalidade da vida e sobre a atuação das leis naturais universais, o declínio será cada vez mais acelerado pela ausência de propósitos de desenvolvimento integral da alma, corpo e mente. Cada ser humano pode fazer a diferença. O primeiro passo tem de ser dado, pois logo serão imitados e seguidos.
• Por: Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br | e https://library.com.br/home | . E-mail: [email protected]