Alta de 97% a mais do que o mesmo período de 2025. Segundo a companhia, os resultados foram impulsionados pelo desempenho operacional do período, marcado por recordes nos segmentos de E&P e Refino. Petrobras aprova pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhões, em duas parcelas, no mês de novembro e dezembro de 2026, e corresponde a R$ 1,34814262 1 por ação ordinária ou preferencial.
A Petrobras divulgou seu relatório de desempenho na noite do dia 06 de agosto (quinta-feira), cujos destaques financeiros mostram lucro líquido de R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no segundo trimestre de 2026, 97% a mais do que o mesmo período de 2025. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado foi de R$ 93,8 bilhões (US$ 18,6 bilhões). O desempenho operacional da companhia impulsionou os resultados financeiros deste trimestre, marcado por recordes na produção própria de óleo no Brasil, que atingiu 2,7 milhões de barris por dia, 15% superior ao segundo trimestre de 2025, e na utilização do parque de refino, com Fator de Utilização (FUT) de 101%, ampliando a oferta de derivados no mercado nacional. O fluxo de caixa operacional (FCO) alcançou R$ 61,8 bilhões (US$ 12,3 bilhões), um crescimento de 46% em 12 meses.
De acordo com a companhia, o aumento na produção de petróleo favoreceu o crescimento das exportações no trimestre, que chegaram a quase um milhão de barris por dia. Já a elevada utilização do parque de refino resultou em maiores patamares de produção registrados no período, com destaque para 509 mil bpd de diesel S10 e 109 mil bpd de QAV. A produção de derivados atingiu 1,9 milhão de bpd, que representa um crescimento de 5,6% comparada ao primeiro trimestre de 2026. Em um período de volatilidade do cenário internacional, esse aumento da produção de derivados favoreceu a redução das importações em 40% comparado com o trimestre anterior.
—Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa— destaca Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.
— No segundo trimestre de 2026, foram pagos R$ 88,6 bilhões em tributos para as esferas federal, estaduais e municipais e em participações governamentais (PGOV). Este valor representa um aumento de aproximadamente R$ 22 bilhões em relação aos tributos que foram pagos pela Petrobras no mesmo período do ano passado— informa a Petrobras.
Foram aprovados R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio para o período, que serão distribuídos entre acionistas privados e públicos.
Sem os eventos exclusivos, o lucro líquido foi de R$ 55,8 bilhões (US$ 11,1 bilhões). Já o Ebitda ajustado, excluindo os efeitos exclusivos, foi de R$ 100,6 bilhões (US$ 20 bilhões).
A dívida bruta encerrou o trimestre em US$ 70,8 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões previsto no Plano de Negócios 2026-2030. A companhia mantém a expectativa de convergência para US$ 65 bilhões no horizonte do Plano.
Investimentos — Foram investidos R$ R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões) no segundo trimestre de 2026. Deste valor, 82% foram destinados para o segmento de Exploração e Produção com objetivo de sustentar a curva de produção ascendente da companhia, com foco em atividades relacionadas a projetos novos e complementares.
Nos primeiros seis meses do ano, os investimentos totalizaram US$ 10,4 bilhões, representando um aumento de 22,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2026, os investimentos somaram US$ 5,3 bilhões, um aumento de 3,8% em comparação com o primeiro, trimestre de 2026. Na visão caixa, os investimentos totalizaram US$ 4,6 bilhões no segundo trimestre de 2026 e US$ 9,1 bilhões nos seis primeiros meses do ano.
Construção das unidades P-80, P-82 e P-83 — Neste trimestre, destacam-se os investimentos na construção das unidades P-80, P-82 e P-83, próximos FPSOs destinados ao Campo de Búzios, com entrada em operação previstas para 2027. Os investimentos também contribuíram para o aumento nas atividades de interligação de poços voltados para o topo de produção (ramp-up) dos projetos de Búzios 6 (P-78) e Búzios 8 (P-79), já em operação.
Recordes de produção — Produção total de óleo e gás natural (3,34 milhões boed), produção total operada (4,87 milhões boed) e produção total própria no pré-sal (2,78 milhões boed).
Parte significativa desses recordes se deve ao aumento da eficiência operacional dos ativos de 3,1%, que permitiu a adição de 70 mil bpd na comparação anual entre trimestres.
As plataformas de Búzios atingiram a marca de produção operada de 1,219 milhão bpd em 26 de junho, com a entrada em produção da P-79.
Aumento de produção diária em Mero com 788,4 mil bpd atingido em 23 de junho.
Aquisição de novas áreas e direitos — Aquisição de participação e assunção da operação do bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África.
Aquisição de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta (Concessão BC-10), na Bacia de Campos.
Aquisição de 50% de participação do bloco Itaimbezinho, no offshore da Bacia de Campos.
Andamento de projetos do E&P — P-79: primeiro óleo em maio e injeção de gás em 56 dias após primeiro óleo, novo recorde entre unidades próprias, em junho de 2026.
Assinatura dos contratos dos FPSOs P-81 e P-87 para SEAP I e II, em maio de 2026.
Fator de Utilização (FUT) e produção de derivados — Recorde trimestral de 101,2% de FUT no segundo trimestre de 2026, com destaque para os meses de abril e maio, quando o indicador atingiu 102,5%.
Produção de 1,918 milhão de bpd, crescimento de 5,6% ante o primeiro trimestre de 2026, com 68% da produção composta por derivados de maior valor agregado: diesel, gasolina e QAV.
No trimestre, foram alcançados recordes de produção de Diesel S10 (509 mil bpd) e QAV (109 mil bpd).
Fertilizantes — Assinatura dos contratos para retomada das obras da UFN-III, em junho de 2026.
Comercialização e Logística — Foram comercializados 6,1 mil metros cúbicos do Combustível Sustentável de Aviação (SAF), produzido por coprocessamento na Reduc com 1% de conteúdo renovável.
A Gasolina Petrobras Podium alcançou, em maio de 2026, o maior volume mensal de vendas nos seus 24 anos de história, com 12,49 milhões de litros comercializados.
Recorde mensal de movimentação de derivados nos polos do Centro-Oeste em maio de 2026.
Chegada do Navio Janeiro Knutsen em 29 de junho, com liberação em tempo recorde de um dia.
Assinatura de contrato para construção e operação de quatro embarcações do tipo RSV, em maio de 2026.
Em junho de 2026, foram movimentados 15,4 milhões de barris por CTV (Cargo Transfer Vessel), navio que permite a transferência de petróleo diretamente das plataformas para navios de maior porte em alto-mar.
Petrobras (PETR4) aprova pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhões — A Petrobras (PETR4) informou na ocasião, que seu Conselho de Administração (CA), em reunião realizada hoje, aprovou o pagamento de remuneração aos acionistas no valor de R$ 17,4 bilhões, equivalente a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026, declarada com base no balanço de 30 de junho de 2026 (terça-feira).
A distribuição proposta está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas (Política) vigente, a qual prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor, observadas as demais condições da Política, a Petrobras deverá distribuir aos seus acionistas 45% do fluxo de caixa livre. Esta distribuição é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia.
Data base: para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3, a data base será em 21 de agosto de 2026. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos a partir de 24 de agosto de 2026(segunda-feira).
Forma de pagamento: os proventos serão pagos em duas parcelas nos meses de novembro e dezembro de 2026, da seguinte forma.: Valor a ser pago: R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial em circulação, sendo que: (i) a primeira parcela, no valor de R$ 0,67407131 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 23 de novembro de 2026 (segunda-feira), integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.
(ii) a segunda parcela, no valor de R$ 0, 67407131 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 21 de dezembro de 2026, sendo 0,47156696 sob a forma de dividendos e 0,20250435 sob a forma de juros sobre capital próprio. Importa ressaltar que os valores pagos estarão sujeitos à incidência de imposto de renda, nos termos da legislação tributária vigente.
Além disso, tem-se que esses proventos serão descontados da remuneração aos acionistas a ser aprovada na Assembleia Geral Ordinária de 2027 relativa ao exercício de 2026. Para o cálculo do desconto, os valores de cada parcela serão reajustados pela taxa Selic desde as respectivas datas de pagamento até o encerramento do exercício social corrente.
Detentores de ADRs: para os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date será em 25 de agosto de 2026 e os pagamentos da primeira e da segunda parcela serão feitos, respectivamente, a partir de 01 de dezembro e de 29 de dezembro de 2026. A Política de Remuneração aos Acionistas da Petrobras pode ser acessada pelo site da companhia: http://www.petrobras.com.br/ri