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31/07/2026

Petrobras atinge produção de petróleo e gás em 3,34 milhões/boed no 2T26

Alta de 14% na produção própria da companhia, frente ao ano de 2025. A produção de derivados alcança 1.918 mil barris por dia, um aumento de 10,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A A redução das compras chinesas neste período foi compensada pelo aumento do fluxo das exportações para Índia, Europa, e o restante da Ásia. E na esteira a companhia conquistou cinco novos clientes, sendo eles os refinadores Formosa (Taiwan), OQ Trading (Omã), Orlen (Polônia), Preem (Suécia) e Sasol (África do Sul), para os petróleos Atapu, Búzios, Itapu, Sururu e Tupi,

A produção média de óleo, LGN e gás natural alcançou a marca recorde de 3,34 MM barris de óleo equivalente por dia (boed), no segundo trimestre de 2026, 14,1% acima do mesmo trimestre do ano passado e 3,4% acima do primeiro trimestre de 2026, em função, principalmente, da maior eficiência operacional, do ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, no Campo de Jubarte, Alexandre de Gusmão, no Campo de Mero, P-78, no Campo de Búzios, além do início de produção do FPSO P-79, no Campo de Búzios. Estes fatores foram parcialmente compensados pelo declínio natural de campos maduros, conforme dados divulgados no dia 30 de julho (quinta-feira).

De acordo com a companhia, neste trimestre, entraram em operação dez novos poços produtores, sendo quatro na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.

Destaques do segundo trimestre de 2026 — O aumento da eficiência operacional dos ativos permitiu que fossem produzidos 70 mil barris por dia (mbpd) a mais que o mesmo trimestre do ano anterior. Este ganho é resultado dos esforços operacionais e dispêndios com manutenção e integridade, que aumentam a confiabilidade dos sistemas de produção. Este desempenho equivale à capacidade de produção do FPSO Anna Nery, no Campo de Marlim.

As plataformas do Campo de Búzios atingiram, no dia 23 de junho, a produção média recorde de 1,1 MM bpd, superando a marca de um milhão, alcançada em outubro de 2025. E apenas três dias depois, no dia 26 de junho, as plataformas de Búzios superaram essa marca, com produção média de 1,2 MM bpd. Estes recordes foram alcançados com a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79, que estão em processo de desenvolvimento da produção.

Além disso, as plataformas do Campo de Búzios alcançaram, pela primeira vez, em junho, uma produção média mensal superior a 1 MM bpd. Esta marca foi atingida 8,2 anos após o início de produção comercial dos sistemas definitivos de produção do campo, superando o desempenho das plataformas que produzem no Campo de Tupi, que alcançaram o mesmo patamar em 8,8 anos.

A plataforma P-79 entrou em produção no dia 1º de maio, no pré-sal da Bacia de Santos, com três meses de antecedência em relação à data prevista no Plano de Negócios 2026–2030 (PN 26–30) e antecipação total de cinco meses frente ao planejamento do ano anterior (PN 25–29). Oitava plataforma do Campo de Búzios, com capacidade de produção de 180 mbpd e de compressão de gás de 7,2 MM m³/d, a unidade aumentará a capacidade instalada de produção do campo para aproximadamente 1,33 MM bpd. A unidade injetou o primeiro gás no dia 26 de junho, alcançando mais um recorde em plataformas próprias da Petrobras: 56 dias após o início da produção.

O FPSO Almirante Tamandaré, que também produz no Campo de Búzios, atingiu recorde de produção média mensal de óleo com 253 mbpd em junho/2026, se mantendo como a plataforma com a maior produção no Brasil.

O ativo de Mero teve uma produção média de cerca de 740 mbpd no segundo trimestre de 2026, com elevado índice de eficiência operacional.

Além de Búzios e Mero, os outros ativos da Bacia de Santos vêm mantendo um alto patamar de produção, estável desde 2022, mesmo sem a entrada de novos sistemas. Tais ativos — como Tupi, Sépia, Atapu, Itapu, Sapinhoá e Berbigão — apresentam um desempenho operacional consistente, que sustenta, juntamente com os grandes desenvolvimentos do portfólio, uma produção acima de 1,5 MM bpd.

Na Bacia de Campos, a produção de óleo foi de 559 mil bpd no segundo trimestre de 2026, a segunda maior produção desde o quarto trimestre de 2023, resultante dos ganhos obtidos com investimentos e com medidas de gestão e otimização dos ativos desta Bacia, revertendo a tendência de queda.

Segundo a Petrobras, no trimestre, diversos recordes de produção foram atingidos, dentre os quais destacam-se: Produção total operada: 4,87 MM boed (recorde anterior de 4,65 MM boed no primeiro trimestre de 2026); Produção total própria: 3,34 MM boed (recorde anterior de 3,23 MM boed no primeiro trimestre de 2026); Produção total operada no pré-sal: 4,24 MM boed (recorde anterior de 4,01 MM boed no primeiro trimestre de 2026); Produção total própria no pré-sal: 2,78 MM boed (recorde anterior de 2,66 MM boed no primeiro trimestre de 2026).

Destaques do segmento de Refino, Transporte e Comercialização — ainda de acordo com a Petrobras, foi registrado no segundo trimestre de 2026 recorde histórico do Fator de Utilização (FUT) das refinarias, atingindo a marca de 101,2%, superando o recorde anterior de 101,1%, alcançado no terceiro trimestre de 2014. Destaca-se nesse período um patamar de FUT de 102,5% por dois meses consecutivos, em abril e maio de 2026, maior resultado mensal do parque de refino atual.

No contexto geopolítico atual, a elevada utilização do parque de refino tem sido fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional. Deste modo, foi registrado no segundo trimestre de 2026 o menor volume trimestral de importações de derivados, com 67 mbpd, e foram ampliadas as vendas de produtos próprios.

As vendas de derivados no mercado interno no segundo trimestre de 2026 mantiveram-se em patamar semelhante ao do primeiro trimestre de 2026, uma vez que o crescimento da comercialização de diesel e GLP compensou a retração observada nos demais produtos.

O crescimento da produção de petróleo contribuiu para a elevação das exportações, que chegaram a um patamar próximo a 1 MM bpd, ao mesmo tempo em que favoreceu a redução das importações de óleo para 89 mbpd no 2T26, o menor volume desde a pandemia.

— O cenário internacional volátil marcou o segundo trimestre, tornando ainda mais relevantes a eficiência operacional e a integração dos nossos ativos, que permitiram maior aproveitamento da nossa produção de derivados e menor necessidade de importações. Com planejamento e gestão eficiente de estoques, a produção própria de diesel foi suficiente para sustentar os compromissos da companhia ao longo do período — ressalta Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados.

— No trimestre houve aumento na produção de derivados, atingindo 1.918 mbpd, com crescimento de 5,6% ante o primeiro trimestre de 2026 e 10,9% ante o segundo trimestre de 2025.

Elevada utilização do parque de refino resultou em recordes de produções no segundo trimestre de 2026 , com destaque para 509 mbpd de diesel S10 e 109 mbpd de QAV.

Derivados médios (diesel e QAV) e gasolina representaram 68% da produção total de derivados no segundo trimestre de 2026 reafirmando o foco estratégico na produção de derivados de alto valor agregado.

A participação do óleo do pré-sal na carga processada no segundo trimestre de 2026 foi de 73%, incremento de quatro pontos percentuais ante o primeiro trimestre de 2026, evidenciando a flexibilidade na utilização dessas correntes.

— Os resultados alcançados são fruto da operação e manutenção eficiente das unidades, da otimização de processos com foco na maximização de derivados de maior valor agregado, dos investimentos em projetos de modernização e da aplicação de tecnologias inovadoras com objetivo de gerar valor para a companhia — afirma William França, diretor de Processos Industriais e Produtos.

Em abril de 2026, a Petrobras atingiu um marco do Programa RefTOP: capacidade de processar 100% de óleos do pré-sal em suas cargas de destilação. O avanço amplia a flexibilidade operacional da empresa para otimizar a utilização dessas correntes, quando economicamente atrativo.

Foram comercializados 6,1 mil metros cúbicos de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido por coprocessamento na Reduc com 1% de conteúdo renovável e com certificação de sustentabilidade internacional Corsia, volume superior ao registrado no trimestre anterior— destaca a companhia.

Alguns recordes atingidos: — A Gasolina Petrobras Podium alcançou, em maio de 2026, o maior volume mensal de vendas nos seus 24 anos de história, com 12,49 milhões de litros comercializados. O resultado evidencia a crescente aceitação da Podium entre consumidores que valorizam desempenho, proteção ao motor e menor impacto ambiental, com compensação integral das emissões de gases de efeito estufa por meio de créditos de carbono de projetos de conservação florestal.

Também em maio de 2026, foi registrado recorde mensal de movimentação de derivados nos polos do Centro-Oeste, com 40,1 mil metros cúbicos de diesel e gasolina em Rondonópolis, Sinop e Rio Verde. O resultado reforça a relevância estratégica desses polos na atuação da Petrobras em uma importante fronteira agrícola do país, cada vez mais relevante para o escoamento da produção da Replan— diz a Petrobras.

Recorde trimestral de Fator de Utilização Tota (FUT): 101,2%.

Recordes trimestrais de produção no segundo trimestre de 2026: (Diesel S10) — Parque de Refino: 509 mbpd; Replan: 128 mbpd; Rnest: 80 mbpd; Repar 50 mbpd. (Gasolina) — Refap: 54 mbpd. (QAV)—Parque de Refino: 109 mbpd.

Recordes semestrais de produção.: (Diesel S10) — Parque de Refino: 974 mbpd; Rest: 141 mbpd; Repar: 96 mbpd; Reduc 57 mbpd. (Gasolina )— Repar: 131 mbpd; Refap: 105 mbpd. (QAV) — Replan: 53 mbpd.

Exploração e Produção — A produção de óleo no pré-sal no segundo trimestre de 2026 foi de 2.299 mbpd, 5,0% superior ao primeiro trimestre de 2026, devido, principalmente, à maior eficiência operacional, ao ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78, ao início de produção do FPSO P-79 e ao menor volume de perdas com paradas para manutenções. Tivemos, ainda, a entrada em operação de cinco novos poços produtores, todos na Bacia de Santos.

A produção de óleo do pós-sal no trimestre foi de 356 mbpd, 14,4% superior à do segundo trimestre de 2025 e 1,4% inferior à do primeiro trimestre de 2026, principalmente em função do maior volume de perdas com paradas para manutenções na Bacia de Campos. Por outro lado, tivemos a entrada em operação de 5 novos poços produtores, sendo quatro na Bacia de Campos e 1 na Bacia de Santos. A produção total de óleo e gás em terra e águas rasas no segundo trimestre de 2026 foi de 121 mboed, 1, 7% superior à do segundo trimestre de 2025. A produção de óleo nessa mesma camada no segundo trimestre de 2026 foi de 34 mbpd, em linha com a do primeiro trimestre de 2026. A produção no exterior foi de 28 mboed, também em linha com a do trimestre anterior.

— Os resultados deste trimestre refletem, sobretudo, os ganhos consistentes de eficiência operacional dos nossos ativos e um significativo avanço das operações das nossas unidades, alcançando novos recordes de produção. Com o aumento da eficiência, produzimos 70 mbpd a mais do que no mesmo período do ano anterior, um ganho equivalente à capacidade de produção do FPSO Anna Nery, no campo de Marlim. Além disso, a entrada da P79, oitava unidade no campo de Búzios, reforça a relevância estratégica desse ativo para o Brasil. Búzios acaba de alcançar um novo recorde de produção, com média diária de 1,2 MM bpd e ainda contará com mais quatro unidades previstas, ampliando sua contribuição para a segurança energética do país — sustenta Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção.

— A antecipação do início de produção da P 79 mostra a capacidade da Petrobras em planejar e entregar projetos complexos, desde a engenharia até a operação, com foco permanente em segurança. Seguimos promovendo otimizações contínuas em nossos processos para acelerar a entrada em operação de novos poços, que contribuíram, nesse trimestre, com 72% do aumento da produção do período. No segundo trimestre, foram interligados 20 novos poços, entre produtores e injetores, que contribuirão para sustentar a produção nos próximos meses —adianta Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação.

Vendas — No segundo trimestre de 2026, as vendas de derivados no mercado interno permaneceram em linha com o trimestre anterior, sustentadas pelo avanço do diesel e do GLP, favorecidos por fatores sazonais de demanda, que compensaram a redução observada nos demais derivados. O volume comercializado de óleo diesel cresceu 0,4%.

A sazonalidade do consumo no segundo trimestre costuma apresentar uma demanda maior após a retração da atividade econômica que ocorre no primeiro trimestre. Esse efeito positivo foi parcialmente atenuado pela maior oferta de diesel por outros produtores no período. No caso do GLP, o aumento de 8,3% no segundo trimestre de 2026 também foi influenciado pela sazonalidade do período, marcado por temperaturas médias mais baixas nos principais centros consumidores do país, o que contribui para a maior demanda por energia para aquecimento.

A variação foi favorecida, ainda, pela menor base de consumo no primeiro trimestre de 2026, impactada pelo período de férias e pela menor atividade industrial. Já a gasolina registrou retração de 2,2% em razão da maior competitividade do etanol hidratado em diversos mercados.

A redução de 11,9% no QAV refletiu principalmente o maior consumo no trimestre anterior, impulsionado pelo período de férias e, consequentemente, pelo maior número de voos. A variação também foi influenciada pela otimização da frota aérea, associada à elevação dos preços internacionais do produto.

As vendas de nafta no segundo trimestre de 2026 registraram queda de 2,3% em relação ao primeiro trimestre de 2026, devido à otimização operacional para maior produção de gasolina na Refap. No caso do óleo combustível, a diminuição de 5,0% está associada, principalmente, a menores vendas para o segmento marítimo, após o encerramento da temporada de cruzeiros. Esse efeito foi parcialmente neutralizado pelo maior volume comercializado para o segmento industrial, em função das maiores entregas por cabotagem nas regiões Norte e Nordeste.

Produção — A produção de derivados no segundo trimestre de 2026 foi de 1.918 mbpd, crescimento de 5,6% frente ao primeiro trimestre de 2026. A maximização da utilização do parque impulsionou a produção dos principais derivados. Diesel e QAV apresentaram crescimentos de 6,9% e 14,7%, respectivamente, ante o trimestre anterior, estabelecendo novos recordes: 509 mbpd de diesel S10 e 109 mbpd de QAV. Destacam-se ainda os recordes trimestrais de produção de diesel S10 nas refinarias Replan (128 mbpd), Rnest (80 mbpd) e Repar (50 mbpd).

Gasolina e nafta também foram impulsionadas pela elevação do fator de utilização, com aumentos de 1,7% e 8,1%, respectivamente. A Refap registrou recorde trimestral na produção de gasolina com 54 mbpd.

A produção de GLP cresceu 2,6%, enquanto a de óleo combustível avançou 3,6% na comparação do segundo trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre de 2026, ambos refletindo também a maior utilização do parque de refino no período.

Recorde de movimentação de petróleo por CTV: em junho de 2026, movimentamos 15,4 milhões de barris por CTV (Cargo Transfer Vessel), navio que permite a transferência de petróleo diretamente das plataformas para navios de maior porte em alto-mar, de forma mais ágil e eficiente, sem depender de terminais em terra. O uso do CTV aumenta a eficiência logística e agiliza o escoamento da produção.

Recordes no escoamento de escuros: em junho de 2026, atingimos três recordes de escoamento de escuros da área Sul, nos fluxos Repar x Tepar, no transporte rodoviário de VLSFO (Bunker) da Repar e na movimentação de óleo combustível por barcaças no Tenit. Os resultados contribuíram para garantir o escoamento da produção das refinarias do Sul e manter o parque de refino operando com elevado fator de utilização.

Marco na modernização da frota de shuttle tankers da Petrobras: o navio Janeiro Knutsen chegou ao Brasil em 29 de junho de 2026, aportando em São Sebastião. Entregue em Singapura em 1º de junho de 2026, após conclusão dos Petrobras Acceptance Trials, o navio obteve liberação para operação em águas brasileiras em tempo recorde. Esta aquisição reforça o compromisso da Petrobras com a modernização contínua de sua frota de shuttle tankers, consolidando a eficiência logística e a capacidade de escoamento de produção offshore da Companhia. Avanços na produção de combustíveis sustentáveis:

Na Revap, testes confirmaram com êxito a produção de SAF com incorporação de até 1% de óleo vegetal, avançando no processo de certificação internacional. Essa é mais uma iniciativa que posiciona a Petrobras à frente da regulação: a partir de 2027, a mistura de SAF torna-se obrigatória conforme a Lei do Combustível do Futuro e Corsia, permitindo que já atendamos a essa demanda de mercado.

A Reduc atingiu em testes a incorporação de até 8,5% de conteúdo renovável (óleo de soja) no Diesel R, representando evolução importante frente aos 5% alcançados em 2023. Esse novo patamar demonstra a capacidade de ampliar a participação de matérias-primas renováveis, sem abrir mão da qualidade do produto final.

Adicionalmente, a Revap tornou-se pioneira na empresa ao produzir e certificar todos os seus tipos de asfalto (CAP) com conteúdo renovável, ampliando sua eficiência operacional.

Aprovação da Decisão Final de Investimento (FID) para a Hefa RPBC, autorizando a construção de planta com capacidade de produção de 15 mbpd de SBC e/ou HVO3, com partida prevista para 2030. Essas realizações reforçam nossa estratégia de ampliar a oferta de produtos com menor intensidade de carbono, antecipando exigências da transição energética.

No segundo trimestre de 2026, o volume de gás natural vendido e utilizado para consumo interno apresentou redução de 2,2% em comparação ao primeiro trimestre de 2026, refletindo a menor oferta de gás nacional e o menor fornecimento de gás natural às usinas termelétricas para acomodação das flutuações do balanço de oferta e demanda.

A redução de 2,6% na oferta de gás nacional no segundo trimestre de 2026 decorreu de interrupções em unidades de produção e em gasodutos de escoamento. Este impacto foi parcialmente compensado pelo aumento do volume de GNL disponibilizado ao mercado.

Destaques G&EBC — Mecanismo de Mitigação da Volatilidade do Brent Visando atenuar os impactos da volatilidade dos preços internacionais, intensificada pelas tensões no Oriente Médio, a Petrobras criou um mecanismo de bandas de preço atrelado ao Brent para o cálculo dos preços de venda do gás natural. A iniciativa estabelece limites mínimo e máximo de variação nos preços (piso e teto) e pode ser adotada pelos clientes mediante adesão formal por meio de aditivos contratuais.

Exportação de Energia — Capturamos 216 MWmed em oportunidades de venda de energia para comercializadora no trimestre, que foi destinada para exportação, com pico de 328 MWmed em maio.

— Em um contexto de elevada volatilidade dos preços internacionais, intensificada pelas tensões geopolíticas recentes, a Petrobras ofereceu aos clientes um mecanismo de mitigação da variação do Brent. A medida reduz o risco de aumentos abruptos de preços e contribui para preservar a demanda e a competitividade do gás natural no mercado brasileiro, em linha com a expansão da oferta nacional — disse William França, diretor de Processos Industriais e de Transição Energética e Sustentabilidade.

Emissões Atmosféricas — O acompanhamento dos indicadores de emissões de gases de efeito estufa (GEE) incentiva a adoção de práticas e o desenvolvimento de projetos visando a redução das emissões destes gases pela companhia e a maximização da geração de valor frente aos riscos e oportunidades vinculados à transição energética justa para uma economia de baixo carbono.

Emissões de GEE O&G (milhões de toneladas de CO2e): 1S26: 25,0; 1S25: 23,0.

Emissões operacionais de GEE das atividades de óleo e gás O indicador GEE – O&G mensura as emissões operacionais das atividades de óleo e gás de forma isolada, sem incluir as emissões oriundas da atuação no mercado de termeletricidade. As emissões de GEE – O&G no primeiro semestre de 2026 foram de 25 milhões de toneladas, dois milhões de toneladas acima do registrado no mesmo período de 2025. O aumento se deve a maior produção de óleo e gás no segmento de E&P, incluindo o início da operação de novas unidades, além do aumento de carga para produção de derivados nas refinarias.

E&P — O desempenho do IGEE-E&P foi de 14,4 kgCO2e/boe no 1S26, apresentando uma redução de 0,3 kgCO2e/boe em relação ao ano de 2025. Destaca-se a contribuição de novas unidades com uma menor intensidade de emissões, além de iniciativas voltadas para eficiência operacional e redução de perdas nas unidades em operação.

Refino — O resultado do primeiro semestre de 2026 apresentou aumento de 0,4 kgCO2e/CWT (~1%) em relação ao ano de 2025 devido ao aprimoramento da metodologia de cálculo do indicador. Por outro lado, destacamos que a melhoria contínua em eficiência energética e descarbonização nas nossas refinarias impactaram positivamente o indicador.

Intensidade de Emissões de Gases do Efeito Estufa — Metano: o metano possui uma métrica específica por apresentar potencial de aquecimento global muito elevado no curto prazo.

No primeiro semestre de 2026 o indicador apresentou uma leve redução de 0,01 tCH₄/mil tHC em relação a 2025, por motivos semelhantes ao IGEE-E&P, destacando ações como monitoramento e reparo de componentes com emissões fugitivas.

Contratos do primeiro, leilão do ProFloresta: — Em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Petrobras garantirá a compra, a longo prazo, de cinco milhões de créditos de carbono originados de projetos de restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia. A iniciativa deverá viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar cinco milhões de toneladas de carbono, fortalecendo o mercado voluntário de carbono no Brasil e contribuindo para os compromissos climáticos da Petrobras— informa a companhia.

Exportação e importação líquida: — Na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2026, as exportações líquidas aumentaram 26,2%, passando de 852 mbpd para 1.075 mbpd. Esse resultado decorreu da combinação entre o maior volume exportado, que avançou 9,9%, e a redução das importações, que recuaram 41,8%.

Nas exportações, o crescimento foi impulsionado pelo maior volume de petróleo exportado, favorecido pelo aumento da produção e pelo reconhecimento de exportações em andamento ao final do primeiro trimestre de 2026.

Simultaneamente, a queda das importações foi sustentada pela menor necessidade de compras externas de petróleo e diesel, cujos volumes recuaram 43,3% e 63,3%, respectivamente. Nesse contexto, a maior produção de derivados no parque de refino também contribuiu para ampliar a oferta de produtos próprios e reduzir a dependência de importações, especialmente de diesel, reforçando a melhora do saldo líquido no trimestre—diz a Petrobras.

Exportações de Petróleo: — No segundo trimestre de 2026, teve uma redução da participação da China como destino das exportações de petróleo devido, principalmente, às medidas do país para minimização de suas importações mediante o cenário de preços no mercado internacional. A redução das compras chinesas neste período foi compensada pelo aumento do fluxo das exportações para Índia, Europa, e o restante da Ásia.

Nesse ambiente, a companhia conquistou cinco novos clientes, sendo eles os refinadores Formosa (Taiwan), OQ Trading (Omã), Orlen (Polônia), Preem (Suécia) e Sasol (África do Sul), para os petróleos Atapu, Búzios, Itapu, Sururu e Tupi, reconhecendo a qualidade do nosso petróleo e consolidando a presença da Petrobras em mercados estratégicos— pondera.

Exportações de Derivados: — Foi realizado a primeira exportação de coque verde de petróleo para a Sunstone na China, reforçando a competitividade dos produtos da Petrobras em mercados estratégicos e de elevado nível de exigência. Com essa iniciativa, foi alcançado o sétimo novo cliente de coque em 2026, ampliando a presença global e reforçando posição como fornecedor confiável e relevante no cenário internacional.

Na mesma linha de expansão internacional, foi realizado duas primeiras vendas de óleo combustível de alto teor de enxofre (ATE) para a Europa em 2026. As entregas foram destinadas a Rotterdam, principal hub energético europeu, reforçando a diversificação dos mercados atendidos pelas exportações de derivados da Petrobras—explica a companhia.