Estratégias integradas de nutrição, vacinação e manejo ajudam a reduzir riscos, preservar o desempenho do rebanho e evitar prejuízos ao produtor.
Períodos de mudança de estação exigem atenção redobrada dos pecuaristas quando o assunto é saúde animal. Na transição entre a seca e as chuvas, as alterações de temperatura, umidade e manejo criam um ambiente favorável para a proliferação de parasitas e agentes causadores de doenças, aumentando a incidência de verminoses e da Doença Respiratória Bovina (DRB). Sem um planejamento preventivo, esses desafios sanitários comprometem diretamente o desempenho do rebanho e a rentabilidade da atividade.
—As transições climáticas reúnem uma série de fatores que favorecem o surgimento dessas enfermidades. Ao mesmo tempo em que o ambiente se torna mais propício para o desenvolvimento de parasitas e agentes infecciosos, os animais também enfrentam situações de estresse que reduzem sua imunidade. Esse cenário aumenta significativamente a pressão sanitária sobre o rebanho— explica Gibrann Frederiko, médico veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura.
Entre os principais desafios desse período estão as verminoses, favorecidas por condições de umidade e temperatura que estimulam o desenvolvimento das larvas nos pastos. Além disso, a maior carga parasitária acumulada, associada à queda da imunidade dos animais e ao maior contato entre eles em áreas de pastejo concentrado, contribui para o aumento das infestações.
Os reflexos aparecem rapidamente no desempenho produtivo. Animais acometidos por verminoses apresentam redução do ganho de peso, piora da eficiência alimentar, menor consumo de alimento e dificuldade de absorção de nutrientes. Em casos mais avançados, também podem surgir sinais como pelagem sem brilho, emagrecimento, apatia, anemia e edema submandibular, popularmente conhecido como “papada”.
—A verminose nem sempre chama atenção no início, mas seus efeitos são percebidos na produtividade. O animal demora mais para ganhar peso, aproveita menos os nutrientes da dieta e se torna mais suscetível a outras doenças. Quanto mais cedo o problema for identificado, menores serão os prejuízos para a propriedade —afirma Gibrann.
Outra enfermidade que merece atenção nesse período é a Doença Respiratória Bovina (DRB). Embora muitas vezes seja associada apenas ao confinamento, ela também pode ocorrer em sistemas de pastejo, especialmente durante a transição climática. Variações bruscas de temperatura, aumento da umidade do ar, mudanças de manejo, transporte de animais, aglomerações e desafios nutricionais favorecem o desenvolvimento da doença, que possui origem multifatorial.
—Quando verminoses e DRB não são prevenidas adequadamente, os impactos econômicos podem ser expressivos. Além da redução do ganho de peso e da eficiência alimentar, o produtor enfrenta aumento dos custos com tratamentos, maior tempo para recuperação dos animais, queda da produtividade e, nos casos mais graves, mortalidade—comenta o especialista.
Para reduzir esses riscos, a prevenção deve fazer parte da rotina da propriedade. Um calendário estratégico de vermifugação, elaborado de acordo com as características do rebanho e da região, contribui para controlar a carga parasitária nos momentos mais críticos do ano. O manejo adequado das pastagens, a rotação de piquetes, a nutrição equilibrada, a higiene das instalações e o monitoramento da saúde dos animais também ajudam a reduzir reinfestações e fortalecer a imunidade do rebanho.
—O controle de verminoses não depende apenas da aplicação de vermífugos. O manejo integrado é fundamental para reduzir a pressão parasitária na propriedade. Práticas como a rotação de piquetes, respeitando o período adequado de descanso do pasto, a manutenção da altura correta de pastejo, a melhoria da drenagem em áreas úmidas e a limpeza de locais com maior concentração de animais contribuem para diminuir a contaminação das pastagens —explica Gibrann.
A nutrição também tem papel decisivo nesse processo. Uma dieta equilibrada ajuda a fortalecer a imunidade dos animais e aumenta a capacidade de resposta aos desafios sanitários. Além disso, medidas como a separação de categorias, a quarentena de animais recém-chegados e o manejo adequado de bezerros e fêmeas gestantes contribuem para reduzir riscos e manter o controle sanitário do rebanho.
No caso da DRB, a vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção. Quando realizada de forma adequada, dentro do esquema recomendado para cada categoria animal, ela reduz significativamente a incidência da doença, além de diminuir a gravidade dos casos e a mortalidade. Medidas como evitar situações de estresse, controlar a lotação, garantir boa ventilação, oferecer água de qualidade e manter uma nutrição adequada complementam a estratégia preventiva.
— A vacinação deve ser planejada conforme a categoria animal e o momento produtivo do rebanho. Em bezerros, por exemplo, é importante seguir um protocolo com dose inicial e reforço para garantir uma resposta imunológica adequada. Já em animais adultos, os reforços periódicos ajudam a manter a proteção, especialmente antes de períodos de maior desafio sanitário— explica Gibrann.
Além da imunização, a prevenção da DRB também depende de um conjunto de medidas, como reduzir situações de estresse, evitar mudanças bruscas de manejo, garantir ventilação adequada, controle de umidade, acesso à água limpa, espaço suficiente para os animais e manter uma nutrição equilibrada.
A adoção de um programa sanitário estruturado é uma das estratégias mais eficientes para reduzir perdas e melhorar os resultados da pecuária. A combinação entre vermifugação estratégica, vacinação, nutrição adequada e boas práticas de manejo permite preservar a saúde do rebanho, aumentar a eficiência produtiva e contribuir para maior rentabilidade da atividade.
Nesse contexto, a Nossa Lavoura atua como parceira técnica do pecuarista, auxiliando na avaliação das condições sanitárias da propriedade, na elaboração de calendários personalizados de vermifugação e vacinação, na recomendação dos produtos mais adequados e no acompanhamento técnico das estratégias adotadas.
— Nosso objetivo é contribuir para que cada produtor desenvolva um programa preventivo alinhado às necessidades do rebanho, promovendo mais eficiência, bem-estar animal e resultados sustentáveis na pecuária — finaliza Gibrann Frederiko, médico veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura.
Axia Agro — A Axia Agro é a maior distribuidora e revendedora de insumos agropecuários do Brasil, com forte presença na região Norte do país. Fundado em 2021, o grupo nasceu com o objetivo de proporcionar um ecossistema de soluções completas ao pecuarista brasileiro, por meio da consolidação de revendas, tecnologia, inovação e serviços, potencializando a produtividade no setor. Hoje, a empresa conta com mais de 40 lojas entre os estados de Rondônia, Acre e Amazonas, e um braço fabril de produção de insumos para nutrição animal, em Ariquemes (RO). | https://axiaagro.com
Nossa Lavoura —A Nossa Lavoura, lançada em 2025, mantém a essência da Casa da Lavoura, nascida há mais de 40 anos em Rondônia, trazendo uma nova identidade com o olhar ainda mais inovador e voltado para o futuro. A tradicional rede de lojas de produtos agropecuários, máquinas, implementos agrícolas conta com mais de 40 pontos de vendas nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas. Destaca-se como uma empresa totalmente afinada às questões ligadas ao meio rural, atuando de forma transparente e responsável. | www.nossalavoura.com.br
Supremax — Nascida da visão empreendedora da Casa da Lavoura (que agora atua com a marca Nossa Lavoura) no início dos anos 2000, a Supremax é o braço industrial do grupo, especializado na produção de insumos para nutrição animal. A empresa conta com uma unidade fabril em Ariquemes (RO). Por meio de seus produtos e de sua consultoria técnica, a marca visa tornar-se referência no mercado agropecuário. | www.supremax.ind.br
24/07/2026