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15/07/2026

A Copa e o Futuro

A questão da seleção é a questão do Brasil, meio sem rumo. No tempo de Pelé, o Brasil ainda tinha um rumo. Os brasileiros tinham a esperança da melhora das condições gerais de vida, as crianças estudavam. Os pais e mães davam bons exemplos. Os empresários ganhavam dinheiro, mas sempre faziam alguma coisa útil para a população. A classe política defendia a nação e surrupiava pouco. Porém, atualmente muitas coisas já não funcionam bem. Falta nobreza. Falta bom preparo para a vida e o trabalho. O futuro da humanidade depende desses dois fatores. Como fazer isso se as pessoas estão afastadas da real finalidade da vida?

Falta preparo físico, mental e espiritual. O estudo da ciência requer humildade. Em primeira linha, deve ser o estudo e compreensão das leis universais da Criação que são perfeitas, mas o homem quer dominar em vez de reconhecer e respeitar. Todas as descobertas se referem ao funcionamento dessas leis que são a base de tudo o que existe. Os homens querem riqueza e poder. Descobriram a energia do átomo e fizeram a bomba. Em vez do aprimoramento da espécie humana, criaram caos e miséria, com os mais fortes explorando os demais.

O pós-guerra (1945) deveria ter sido um importante período de progresso para toda a humanidade, mas por que isso não aconteceu? O ser humano é espírito. Como surgiram as concepções atuais? Uma vida só numa tumultuada concepção, ou várias encarnações em novos corpos? O ser humano se afastou da vida espiritual, prendeu-se à Terra, desenvolveu cobiças e julga-se dono do planeta. Qual é a finalidade da vida? Esta importante questão precisa ser tomada seriamente, a fim de que a espécie humana venha a ocupar o lugar que lhe cabe, progredindo em paz e harmonia, como verdadeiro ser humano.

Os bons tempos já passaram. Tudo era mais simples, mais transparente. Há uma avalanche de informações. Fica tudo bagunçado, a verdade fica oculta. Nesse meio, a população vai perdendo o rumo e o interesse pelas coisas em geral, e enquanto isso, o poder vai se concentrando na mão de poucas pessoas cujo objetivo é controlar e dominar, impondo seus objetivos tranquilamente.

Há desrespeito pela vida aumenta. Amplia-se a falta de consideração. O descaramento é total. As coisas em geral vão sendo levadas como se a vida fosse um videogame, e em épocas de eleição mais ainda. As soluções sempre são postergadas. Surgem as jogadas desenvolvidas pelos marqueteiros eleitorais. Tudo vai sendo prometido para a população que se deixa seduzir para votar com a emoção, deixando de lado a razão. A qualidade de vida da nação vai descendo, mas tem circo, tem as viciantes bets e outras drogas.

Os acontecimentos pesados querem dizer que estamos num tempo de ruptura. As antigas crenças dos seres humanos se perderam sob a pressão das modernas máquinas de desenvolver opiniões. Os indivíduos vão ficando apáticos, as multidões vão perdendo o rumo, nada satisfaz. Todos querem algo, mas não sabem exatamente o quê.

No século 21, as ilusões criadas pela humanidade sobre a vida e sua finalidade estão se dissipando, e não se sabe o que está por vir. Falam do grande reset, o recomeçar tudo outra vez, mas como será esse recomeço? Fala-se que o homem terá de se ajustar à máquina sem alma, e viver como robô com tudo programado, sem vontade própria. Mas também há a visão que a era das ilusões será queimada no fogo dos elementos naturais, e que no futuro só subsistirá aquilo que respeitar as leis universais da Criação. E, enfim, haverá progresso real, aprimoramento da espécie humana e felicidade.

Por: Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home | E-mail: [email protected]