logo-correios

02/06/2026

Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no 1T26

Aumento de 82,3%, quase o dobro, em comparação ao mesmo período de 2025, quando o prejuízo foi de R$ 1,7 bilhão. Em 2025, os Correios já acumularam prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

Os Correios divulgou o balanço com resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 no dia 30 de maio (domingo), onde mostra um déficit de R$ 3,1 bilhões nos três meses do ano. O número confirma a pior abertura de ano da história da estatal, que já vinha de um 2025 marcado pelo maior prejuízo anual de sua trajetória, em R$ 8,5 bilhões.

No período a estatal teve aumento nas perdas de 82,3%, receita bruta de R$ 4,04 bilhões, queda de 2,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025, aumento nas despesas financeiras de R$ 985 milhões, alta de 248%, provisão para ações judiciais que somam R$ 1,06 bilhão, e patrimônio líquido negativo de R$ 16,2 bilhões.

Estatal sem infraestrutura logística moderna e eficiência operacional — Perdas em encomendas de R$ 2,2 bilhões, -5,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, e em postagens internacionais de R$ 156 milhões, -60,3%.

Dívidas — As despesas financeiras foram um dos principais fatores de deterioração do resultado. O valor saltou de R$ 283 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 985 milhões no mesmo período deste ano. De acordo com a estatal, o aumento está relacionado aos financiamentos contratados pela estatal para reforçar o caixa e sustentar o plano de recuperação financeira.

Outro indicador que apresentou forte crescimento foi o das indenizações pagas a clientes por atraso na entrega de encomendas.

Indenizações por atraso em março de 2025 somou R$ 2 milhões, e em março de 2026, chegou a R$ 30,5 milhões.

O valor é mais de 15 vezes superior ao registrado um ano antes e reflete os problemas operacionais enfrentados pela empresa, especialmente após a greve de funcionários ocorrida no fim de 2025.

Privatização — Os Correios deram lucro no governo anterior de Jair Bolsonaro (PL), que entregou a estatal registrando lucro de R$216 milhões em 2022, e com a perspectiva de ser privatizado. O declínio na conta dos Correios começou já no primeiro ano do novo governo Lula (PT), em 2023, — ano que virou prejuízo de R$328 milhões.

No ano de 2024, o rombo na estatal cresceu para R$801 milhões, e subiu ainda mais para R$1,7 bilhão em 2025 e, em 2026, o prejuízo chega a R$3,1 bilhões no primeiro trimestre do ano, quase o dobro do resultado negativo de todo o ano de 2025.

Plano de reestruturação — As medidas anunciadas até agora, está focada na tomada de empréstimos bilionários, plano de demissão voluntária (PDV), reformulação do plano de saúde dos funcionários, fechamento de pontos deficitários, venda de imóveis e revisão de contratos.

Desafios — O desafio da estatal continua sendo reduzir o ritmo de crescimento das perdas e recuperar receitas em um mercado — cada vez mais competitivo, com grandes estruturas e, eficiência—.