Refino, logística, E&P, descarbonização e geração de energia sustentável são destaques dos investimentos. Com previsão de conclusão em 2027, o projeto de ampliação da capacidade de processamento da Replan que prevê aumentar a produção dos atuais 434 mil barris/dia para 459 mil barris/dia, — alta de de 5%. No pacote inlcui o patrocínios da Petrobras ao Museu do Futebol, em São Paulo, por meio da Lei Rouanet.
A Refinaria de Paulínia (Replan), localizada em Paulínia (SP) terá investimentos de R$ 6 bilhões no até 2030, o total de investimentos no estado de São Paulo chega a R$ 37 bilhões, gerando cerca de 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos. O valor a ser investido fortalece a posição da companhia no estado, com destaque para projetos inovadores em refino, biorrefino, E&P, descarbonização e geração de energia sustentável, anúncio feito durante a visista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 18 de maio (segunda-feira).
Parte desse valor, cerca de R$ 6 bilhões será aplicada na Replan, a maior refinaria da Petrobras, responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro. Por seu faturamento anual, a refinaria representa, aproximadamente, 1% do PIB do Brasil.
— As refinarias de São Paulo são responsáveis por 50% da produção de derivados da Petrobras, e quatro cidades paulistas estão entre as dez maiores recebedoras de tributos da Petrobras, justamente aquelas que abrigam nossas refinarias. Tudo isso gera emprego e renda direta e indiretamente — afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
No evento, foi assinado o patrocínio da Petrobras ao Museu do Futebol, em São Paulo. A companhia patrocina o Museu por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, possibilitando a ampliação das ações culturais e educativas. Como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que ocorrerá no Brasil em 2027, será realizada uma exposição itinerante, que percorrerá quatro cidades do Brasil no primeiro semestre do ano que vem.
Aumento em produção e oferta de diesel— Com previsão de conclusão em 2027, o projeto de ampliação da capacidade de processamento da Replan vai possibilitar o incremento da produção dos atuais 434 mil barris/dia para 459 mil barris/dia, um aumento de 5%.
A Petrobras informa que já concluiu, na Replan, a construção de uma Unidade de Hidrotratamento de Diesel, que iniciou sua operação em 2025, e recebeu um investimento de R$ 2,1 bilhões. A planta aumentou em 10% a produção nacional de Diesel S-10.
Investimentos em transição energética — Somando-se aos investimentos na produção de diesel S-10, uma outra Unidade de Hidrotratamento será adaptada para produzir o SAF, combustível sustentável de aviação, desenvolvido através de coprocessamento de resíduos e óleos de origem animal e vegetal, com forte redução de emissões ao longo da cadeia. A unidade deve entrar em operação até o fim deste ano.
Com previsão de partida após 2030, a construção de uma planta dedicada de ATJ (Alcohol to Jet) vai permitir a utilização de uma tecnologia inovadora para a produção de SAF tendo etanol como matéria-prima. Outra iniciativa, que visa gerar energia limpa para o consumo da refinaria, é a instalação de uma usina fotovoltaica, com previsão de entrada em operação em dezembro de 2026.
Além da Replan, outras refinarias, E&P e logística terão investimentos relevantes, contribuindo para o desenvolvimento de várias regiões do estado: . Implantação de Unidade de SAF e Diesel Renovável na RPBC (Cubatão), com previsão de partida até 2030; Ampliação de unidade de Hidrotratamento de Diesel da Revap (São José dos Campos), com impacto no aumento da produção de Diesel S-10. A unidade já está operando e contribui com a redução da dependência de diesel importado; Aumento da capacidade da Unidade de Craqueamento Catalítico Fluido de Resíduos na Recap (Mauá), permitindo o uso mais eficiente de óleos do Pré-Sal. Projeto previsto para conclusão em 2028; Implantação do oleoduto OBAPI (Barueri-Pilões), que passará por 13 municípios de São Paulo e irá fortalecer a logística de transporte de derivados, reduzindo riscos socioambientais; Construção de novo píer no Terminal Aquaviário de Santos e instalação de tancagem para bunker B24, aprimorando a logística portuária, gerando maior capacidade para movimentação de derivados e aumentando a eficiência no abastecimento nacional; Investimentos na Bacia de Santos em poços complementares e exploratórios, além de manutenções operacionais. Os principais Campos a receberem recursos são Sapinhoá, Mexilhão e Aram.