Na comparação anual, a margem financeira bruta cresceu 14,8%; a carteira de crédito expandida cresceu 2,2%; e o Índice de Capital Principal (ICP) encerrou março de 2026 em 11,59%. O retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) foi de 7,3%.
O Banco do Brasil (BB) divulgou seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2026, no dia 13 de maio (quarta-feira), cujos dados demonstram que a geração de receitas segue sólida, evidenciando a capacidade negocial do Banco e o relacionamento próximo com os clientes. A margem financeira bruta apresentou evolução anual de 14,8%, totalizando R$ 27,4 bilhões, impulsionada pelas operações de crédito, notadamente pela pessoa física e pelo resultado de tesouraria. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
As receitas de prestação de serviços registraram crescimento de 5,5% a/a, atingindo R$ 8,8 bilhões no trimestre, com destaque para administração de fundos (+8,6% a/a), seguros, previdência e capitalização (+3,5% a/a) e consórcios (+14,0% a/a).
Carteira de crédito expandida — A carteira de crédito expandida ultrapassou R$ 1,3 trilhão, com crescimento de 2,2% em um ano.
Pessoa física: alcançou R$ 361,8 bilhões, crescimento de 7,8% em um ano. Destaque para o crescimento nas linhas de crédito consignado (+7,2% a/a). O “Crédito do Trabalhador” atingiu saldo de R$ 15,1 bilhões em março de 2026.
Pessoa jurídica: registrou saldo de R$ 449 bilhões, redução de 2,4% em um ano, sendo R$ 256,5 bilhões de saldo para o segmento grandes empresas, R$ 111,4 bilhões para o segmento MPME e R$ 81,1 bilhões para o segmento Governo. Destaque para as operações com as linhas do Pronampe e do PEAC FGI, com saldo de R$ 37,8 bilhões (+31,5% a/a).
Agronegócios: atingiu saldo de R$ 418,4 bilhões, crescimento de 3% em um ano. As operações vinculadas ao Programa BB Regulariza Agro, que é a estratégia de atuação do banco na MP 1.314/2025, totalizou saldo de R$ 37,9 bilhões.
Carteira de crédito sustentável: encerrou março de 2026 em R$ 421,2 bilhões, elevação de 7% em 12 meses, financiando atividades que geram impactos socioambientais positivos, como energias renováveis, agricultura sustentável e projetos de infraestrutura sustentável.
Custo do crédito — O custo do crédito atingiu R$ 18,9 bilhões no trimestre (+5% na visão trimestral), e o indicador de inadimplência acima de 90 dias foi de 5,05%.
Capital — O capital principal encerrou março de 2026 em 11,59% e o Índice de Basileia ficou em 14,23%, em níveis adequados para preservar a capacidade de crescimento em médio e longo prazo.
Ranking Bacen — O Banco do Brasil manteve destaque em experiência do cliente ao conquistar, pelo 15º trimestre consecutivo, a melhor colocação entre os grandes bancos no ranking Bacen de reclamações, resultado que reforça o compromisso da instituição com qualidade no atendimento, resolutividade e evolução contínua da jornada do cliente.
Pix na Argentina — No cenário internacional, o BB ampliou sua atuação em meios de pagamento com o lançamento do Pix no exterior, inicialmente disponível na Argentina, em parceria com o Banco Patagônia. A solução integra câmbio e pagamentos em um único fluxo, permitindo débito direto em reais na conta do cliente e ampliando a conveniência para brasileiros no exterior.
Projeções corporativas — O Banco do Brasil comunica a revisão das projeções corporativas para custo do crédito, margem financeira bruta e lucro líquido ajustado, a partir da reavaliação do cenário, em especial a continuidade da dinâmica agravada do risco no agronegócio, das incertezas decorrentes do contexto geopolítico e seus reflexos nos indicadores macroeconômicos. Assim, em linha com as melhores expectativas correntes da Administração, foram promovidos os seguintes ajustes: