E tem receita pressionada no Brasil e Argentina, e boa performance nos demais mercados da Latam no período. Receita pressionada por cenário macroeconômico no Brasil e Argentina, e recuperação gradual no mercado argentino após integração com Avon. Natura ganha participação de mercado no Brasil no trimestre, com crescimento do sell out e aumento sequencial do canal de venda direta. Boa performance nos mercados da América Hispânica excluindo Argentina, com retomada do canal no México. Ebitda de R$ 346 milhões e margem de 7,3% temporariamente impactados por custos extraordinários não operacionais. Relançamento da Avon iniciado em março, com vendas dos novos produtos acima da expectativa e implementação ainda em estágio inicial. Fluxo de caixa operacional neutro ao excluir R$ 330 milhões de custos extraordinários em meio a implementação do novo modelo de operar da companhia.
A Natura (B3: NATU3) apresentou no dia 12 de maio (terça-feira), os resultados do primeiro trimestre de 2026, com receita líquida de R$ 4,7 bilhões, Ebitda de R$ 346 milhões e margem de 7,3%. O desempenho foi pressionado pela desaceleração macroeconômica e menor atividade e número de consultoras no principal mercado, o Brasil. Além disso, os números refletem os impactos da operação na Argentina, ainda em recuperação após a combinação com a Avon no segundo semestre de 2025, somados aos efeitos da retração do consumo e câmbio desfavorável naquele país.
Apesar dos desafios de receita, a Natura Brasil ganhou participação de mercado no trimestre com crescimento do sell out (venda para o consumidor final) e vem recuperando o canal de venda direta com aumento sequencial no número de consultoras de beleza. No país, as vendas digitais aumentaram +23,6% em relação ao ano anterior, impulsionadas por aumento de tráfego nas plataformas e por iniciativas como live commerce e digitalização contínua da rede de consultoras. No varejo, a receita aumentou 14,3%.
Excluída a Argentina, os demais mercados da América Hispânica apresentam boa performance nos três primeiros meses do ano. Esse resultado foi impulsionado por contribuição positiva dos mercados onde a integração com a Avon já está mais madura e pela recuperação contínua no México, onde a combinação das marcas foi realizada na primeira metade de 2025.
Na região hispânica como um todo, a marca Natura expandiu 7% em moeda constante.
O primeiro trimestre de 2026 marcou também o início do relançamento da marca Avon no Brasil e no México, em março, com novo posicionamento e portfólio de inovação que será implementado de forma escalonada. Embora ainda esteja em estágio inicial e represente uma parcela pequena do volume total, o relançamento já impulsionou vendas acima das expectativas para os novos produtos da Avon e melhorou as métricas de saúde da marca.
A rentabilidade no trimestre foi impactada pela desaceleração da receita, somada a despesas não operacionais e não recorrentes em meio à implementação do novo modelo de operar da companhia, que já estabeleceu uma estrutura mais leve, ágil e eficiente a partir do início de 2026. Os custos relacionados a essa transição concentraram-se majoritariamente no primeiro trimestre de 2026.
No período, o fluxo de caixa (R$ -315 milhões) foi neutro se excluídas despesas extraordinárias da companhia (R$ 330 milhões), o que demonstra a resiliência do negócio, mesmo em um contexto de receita pressionada.
— Tendo implementado o novo modelo operacional sem rupturas, nosso foco está totalmente voltado para o crescimento sustentável da receita e expansão da rentabilidade. Mantemos nossa confiança no cumprimento dos compromissos para o ano de 2026, que inclui a evolução da margem anual frente a 2025 e uma robusta geração de caixa. A estrutura de capital otimizada e a disciplina rigorosa na alocação de recursos refletirão diretamente no retorno aos nossos acionistas— comentou João Paulo Ferreira, CEO da Natura.
Regeneração —No desempenho socioambiental, a Natura foi reconhecida como uma das Empresas Mais Éticas do Mundo pelo Ethisphere Institute, integrando pela 15ª vez o ranking que aponta companhias que estão liderando a definição e o avanço de padrões de ética nos negócios globalmente.
No Brasil, a companhia foi destaque no mais recente Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3), alcançando 2º lugar no ranking geral, avançando com relação ao ciclo anterior, quando ocupou a 6ª posição. A evolução reforça a consistência de uma agenda que combina geração de impacto socioambiental e criação de valor.
Natura — Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina. É a companhia de melhor reputação do Brasil e a mais responsável em ESG pelo ranking Merco há 12 anos consecutivos. Há mais de 25 anos, por meio do relacionamento com comunidades extrativistas na Amazônia, a Natura é pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira. Hoje, essa atuação gera benefícios para milhares de famílias e contribui para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber, em 2014, a certificação de Empresa B pelo B Lab, organização que reconhece globalmente negócios que combinam a geração de lucro ao impacto socioambiental positivo. Os produtos da marca podem ser adquiridos através das mais de 3 milhões de consultoras na região, via e-commerce, aplicativo Natura, ou nas mais de mil lojas.