Com modelo 100% digital e frota própria, empresa amplia rentabilidade, prepara expansão nacional e avança para novas soluções de mobilidade.
A Turbi, uma empresa de tecnologia aplicada à mobilidade, encerrou 2025 com um faturamento consolidado de R$392 milhões, alcançando um crescimento de 45% em relação a 2024. O desempenho foi sustentado pela expansão da frota, que atingiu sete mil veículos no final do ano, com a ativação de cerca de 3.500 novos carros. Mesmo com o forte crescimento da oferta de veículos, a proposta de valor da empresa manteve a demanda aquecida, elevando a taxa média de utilização (UTR) para 71,6%. O ano também foi marcado por resultados históricos de satisfação do cliente, com a conquista do selo RA1000 e nota 8,9 no Reclame Aqui, além de um NPS recorde de 68, provando uma experiência de consumo sem fricção e de alta conveniência.
O ano de 2025 também foi marcado por um amadurecimento da rentabilidade da Companhia. A empresa registrou margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês)
da unidade de locação (RAC) de 55%, um salto de 33 pontos percentuais frente aos 22% registrados em 2024, batendo recorde de 64% em dezembro, período sazonalmente mais forte para o setor. De acordo com o CEO e co-fundador, Daniel Prado, essa margem reflete uma estrutura de custos enxuta baseada no uso intensivo de tecnologia e inteligência artificial, além da diluição contínua de despesas administrativas com o ganho de escala.
— O ano de 2025 representou um marco transformacional na história da Turbi. Foi o primeiro ciclo completo de operação sob o modelo de frota 100% própria, o que ampliou nosso controle sobre eficiência operacional e preservação dos ativos. Esse modelo demonstrou resiliência, garantiu maior rentabilidade e ainda contou com forte confiança do mercado de capitais para sustentar nossa expansão— afirma Daniel Prado.
Para sustentar essa trajetória, a empresa manteve uma intensa agenda de captações e fortalecimento da estrutura de capital. Ao longo do ano, a Turbi acessou o mercado de crédito captando R$188 milhões no primeiro trimestre por meio de debêntures e linhas de crédito, seguida por um aumento de capital de R$80 milhões em julho. No terceiro trimestre, a companhia concluiu a maior captação bancária de sua história, de R$156 milhões junto ao Itaú, e encerrou o ano com novas linhas de capital de giro e dívida veicular junto ao Santander, C6 e Banco Rendimento, operações usadas para diversificar o portfólio de credores e garantir fôlego financeiro para sustentar o crescimento operacional.
Expansão da frente de seminovos —Na vertical de Seminovos, 2025 foi marcado pela expansão multicanal. A companhia registrou a venda de 1.784 veículos, alta de 39% em relação a 2024, com a inauguração de novas lojas físicas nas zonas Norte e Leste de São Paulo. Para 2026, a empresa projeta dobrar o número de lojas para consolidar o varejo como principal via de desmobilização da frota.
De acordo com o CRO da Turbi, Luiz Bonini, o movimento busca capturar o alto valor residual dos ativos da companhia, que registraram preço médio de venda de R$ 93,9 mil em 2025, cerca de 21% acima do registrado no ano anterior.
—A venda direta ao consumidor permite capturar um valor mais próximo da tabela Fipe. Nossos veículos são modelos completos, com baixa quilometragem e cerca de um ano e meio de uso, o que os torna bastante atrativos para o comprador final. Já as vendas B2B continuam sendo relevantes para a estratégia de liquidez da companhia, ao envolverem lotes maiores de veículos— explica Luiz Bonini, CRO da Turbi.
Após focar na consolidação operacional ao longo de 2025, a empresa agora busca ampliar sua atuação dentro da cadeia de mobilidade. Para 2026, a Turbi pretende evoluir para um ecossistema mais amplo, sustentado por uma infraestrutura tecnológica proprietária. A companhia trabalha no lançamento de novas soluções baseadas em inteligência artificial, incluindo tecnologias de detecção autônoma de danos e sujeira nos veículos e pontos de retirada totalmente automatizados com reconhecimento facial.
No início deste ano, a empresa também lançou a Trato, seu braço de financiamento veicular que utiliza dados de telemetria da própria operação para mitigar riscos de inadimplência e oferecer condições de crédito competitivas aos clientes.
Investimentos e expansão geográfica— Para sustentar a próxima etapa de crescimento, a Turbi planeja captar cerca de R$750 milhões em 2026 destinados exclusivamente à expansão da frota. O movimento deve ser acompanhado por uma rodada global de equity assessorada pelo Santander Investment Banking, com o objetivo de fortalecer a estrutura de capital e otimizar custos financeiros diante de eventuais quedas nas taxas de juros.
Em paralelo, a companhia prepara um novo ciclo de expansão geográfica, com a abertura de operações fora do estado de São Paulo. O objetivo é levar o modelo digital da empresa para outras capitais brasileiras e atingir a marca de 12 mil veículos em operação.
— Estamos estruturando a próxima fase de crescimento da Turbi com uma base de capital mais robusta e diversificada. A expansão da frota exige acesso eficiente a diferentes fontes de financiamento, e nossa estratégia é combinar dívida e equity para sustentar o crescimento preservando disciplina financeira— afirma Eduardo Portelada, diretor de Relações com Investidores da Turbi.
Do ponto de vista do consumidor, o principal diferencial da empresa é oferecer uma experiência totalmente digital, em que todas as etapas da contratação, retirada e devolução do veículo são realizadas pelo aplicativo, por meio de dispositivos conectados e tecnologias de internet das coisas (IoT).
A empresa também utiliza soluções de inteligência artificial para tornar a interação com o motorista mais fluida, eliminando a necessidade de qualquer contato humano durante a jornada. Um exemplo é o processo de identificação de danos, realizado a partir de fotos enviadas pelos próprios clientes.
— A experiência é uma das principais fortalezas da Turbi para competir com as locadoras convencionais. Nossa estratégia é estar o mais próximo possível dos nossos clientes, e para isso, contamos com mais de 300 estacionamentos parceiros que funcionam 24 horas na Grande São Paulo, o que amplia a conveniência para o usuário. Além da tecnologia, trabalhamos com uma frota de baixa quilometragem e apenas com modelos completos de fábrica, equipados com itens que aumentam o conforto do motorista — conclui Daniel Prado.
Turbi — A Turbi, é uma empresa de mobilidade com alta utilização de tecnologia, sendo a pioneira em locação de veículos de forma 100% digital. A marca surgiu com o objetivo de facilitar e desburocratizar todo o processo de aluguel de carro, trazendo um novo conceito para um mercado dominado por locadoras tradicionais e carente de inovação. Toda a sua frota é monitorada por meio de tecnologias proprietárias de IOT, telemetria e IA, garantindo maior segurança e previsibilidade da demanda. Presente na região metropolitana de São Paulo e em mais de 12 cidades, a marca oferece acesso sem burocracias ou papelada com uma capilaridade de aproximadamente 300 estacionamentos. A Turbi também vende seus veículos por meio de sua marca própria, a Turbi Seminovos, oferecendo automóveis top de linha com baixa quilometragem devido ao perfil de uso dos usuários da marca.