E reduz alavancagem para o menor nível histórico no período. Companhia registrou forte queda nos custos de extração no período.
A Brava Energia divulgou, no dia 06 de maio (quarta-feira), os resultados do primeiro trimestre de 2026, em que registrou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) Ajustado de US$ 310 milhões, um crescimento de 52% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e o maior nível histórico da Companhia. A receita líquida em dólar também atingiu recorde histórico, somando US$ 596 milhões no trimestre, um crescimento de 9% na comparação anual e de 23% em relação ao trimestre anterior.
Também no primeiro trimestre de 2026, a Brava iniciou a campanha integrada de perfuração com dois poços em Papa-Terra, com o projeto seguindo o cronograma previsto. As atividades estão sendo realizadas sob a técnica conhecida como batelada, que otimiza tempo e recursos aumentando a eficiência operacional.
—Estes resultados são o reflexo direto da nossa disciplina financeira e da captura de eficiências operacionais em todo o portfólio. Alcançar esses recordes logo no início de 2026 confirma que estamos no caminho certo para maximizar a geração de valor e consolidar uma estrutura de capital cada vez mais robusta —destaca o CFO da Brava, Luiz Carvalho.
Eficiência operacional e redução de custos — A produção média trimestral alcançou 76 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Um dos principais fatores para esse desempenho foi a retomada da produção no campo de Parque das Conchas, que cresceu 31% em relação ao trimestre anterior, após a conclusão de manutenções programadas em janeiro de 2026.
A companhia manteve sua trajetória de otimização de custos, com o lifting cost consolidado caindo para US$ 14,2/boe, uma redução de 18% na comparação anual. O grande destaque do período foi o segmento offshore, que atingiu seu menor nível histórico de custo de extração, chegando a US$ 10,8/boe, o que representa uma queda de 39% frente ao primeiro trimstre de 2025.
A Brava encerrou o trimestre com uma posição de caixa robusta de US$ 1,08 bilhão e uma geração de caixa livre de US$ 78 milhões. A alavancagem financeira caiu para 1,84x — em dólar, o menor patamar já registrado pela empresa, comparado aos 3,37x registrados no mesmo período do ano passado.
Solidez das reservas – a certificação de reservas de 2026 divulgada em abril, subsequente ao primeiro trimestre de 2026, confirmou 459 milhões de boe (1P) e 611 milhões de boe de reservas provadas mais prováveis (2P)., assegurando a robustez do portfólio para os próximos anos.