Receita líquida ex-RBSE avança 23,7% no período, impulsionada pela entrada em operação de grandes projetos, com destaque para o bloco 2 de Piraquê (MG/ES) com 17 meses de antecedência. Lucro líquido avança 6,0% no primeiro trimestre de 2026 para R$ 357,7 milhões. Oportunidades de otimização do portfólio de ativos e de gestão proativa da dívida impulsionam geração de valor.
A ISA Energia Brasil (B3: ISAE4; ISAE3), líder em transmissão de energia no País, avança em sua estratégia de crescimento sustentável e registra receita líquida regulatória R$ 1,22 bilhão no primeiro trimestre do ano, um aumento de R$ 94,4 milhões (+8,3%) no comparativo com os primeiros três meses de 2025. Já a receita líquida regulatória ex-RBSE somou R$ 762,0 milhões, um crescimento de R$ 146,2 milhões (+23,7%) no período.
Esse desempenho é explicado, principalmente, pela entrada em operação comercial de projetos Greenfield (Água Vermelha – SP, Riacho Grande(SP)e entrada parcial de Piraquê – MG/ES), pela energização de projetos de Reforços e Melhorias (R&M) de grande porte nos últimos 12 meses e pelo reajuste inflacionário da Receita Anual Permitida (RAP) para o ciclo 2025/2026. Esses efeitos superaram a redução do componente financeiro da Rede Básica Sistema Existente (RBSE), após decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em junho de 2025.
Ainda, a companhia demonstrou disciplina no controle de custos e despesas operacionais com Pessoal, Materiais, Serviços e Outros (PMSO), que cresceram menos que a inflação do período (0,7% vs IPCA LTM de 4,1%). Ao mesmo tempo em que energizou novos projetos em seu portfólio com ganhos de escala e eficiência.
Já o Ebitda— que é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — totalizou R$ 1 bilhão, o que representa um incremento de R$ 97,9 milhões (+10,6%) no comparativo com o primeiro trimestre do ano passado. Além dos resultados operacionais, o lucro líquido também foi impactado por menor depreciação e maiores despesas financeiras, encerrando o primeiro trimestre de 2026 em R$ 357,7 milhões, um aumento de R$ 20,4 milhões (+6,0%) em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Avanço consistente na execução do portfólio de projetos — No primeiro trimestre, os investimentos alcançaram o volume de R$ 1,2 bilhão, um crescimento de R$ 114,4 milhões (+10,3%) em relação ao mesmo período de 2025. Desse montante, R$ 852,4 milhões (+6,3%) foram dedicados a projetos Greenfield, como Serra Dourada (BA/MG), Itatiaia (MG/RJ) e Piraquê (MG/ES), que asseguram longevidade à Companhia com rentabilidade atrativa. Houve, ainda, o investimento de R$ 370 milhões (+20,9%) em projetos de Reforços e Melhorias (R&M), garantindo confiabilidade e modernização ao parque instalado no Estado de São Paulo.
Com a energização de dois projetos Greenfield em 2026, Jacarandá (SP) e bloco 2 de Piraquê (MG/ES), a Companhia avança na execução de outros dois novos empreendimentos com entrada em operação prevista até 2028 – Serra Dourada (BA/MG) e Itatiaia (MG/RJ) – que somam RAP de R$ 570 milhões (ciclo 2025/2026), além do bloco 3 de Piraquê, totalizando cerca de R$ 5 bilhões em CapEx remanescente desses projetos. Além disso, a empresa conta com uma carteira de R$ 7,2 bilhões para projetos de R&M já autorizados pela Aneel, a serem executados até 2033.
—As recentes energizações e os avanços em nossos projetos comprovam a nossa capacidade de entrega com consistência e competência. A companhia segue focada na geração de valor ao acionista, sustentada por excelência na execução operacional e disciplina financeira. A materialização da nossa estratégia de crescimento sustentável assegura a longevidade do negócio, a confiabilidade no serviço de transmissão de energia e a geração de valor de longo prazo —afirma Rui Chammas, siretor-presidente da Isa Energia Brasil.
Outro avanço na criação de valor consiste no descruzamento de ativos detidos em conjunto com a AXIA Energia anunciado em março. A operação envolve a compra, pela ISA Energia Brasil , da participação de 49% detida pela AXIA Energia na IE Madeira e na venda de sua participação de 51% na IE Garanhuns para a AXIA Energia, com pagamento de R$ 1,2 bilhão. Após o fechamento da transação, a Companhia passará a consolidar integralmente uma operação maior com alavancagem inferior à da ISA Energia Brasil.
No trimestre, a Companhia também concluiu uma operação de liability management por meio da 21ª emissão de debêntures, no valor de R$ 3,9 bilhões, viabilizando a recompra de dívidas mais caras e com prazo de vencimento mais curto. A iniciativa permitiu alongar o prazo médio da dívida em 2,7 anos e reduzir o spread contratado em 80 pontos-base. Ao final do período, a dívida líquida foi de R$ 15,4 bilhões, com alavancagem (dívida líquida/Ebitda) de 3,72x.
Em linha com a prática de distribuição de 75% do lucro líquido regulatório em proventos, a companhia anunciou no trimestre a distribuição de R$ 279,3 milhões em dividendos que, em conjunto com os Juros sobre o capital próprio (JCP) anunciados em 2025, totalizaram R$ 1,2 bilhão em proventos relativos ao exercício de 2025.
—Os resultados do trimestre demonstram a capacidade da Companhia em capturar oportunidades de otimização do portfólio de ativos, gestão proativa da dívida e ganhos de escala para impulsionar a geração de valor, além da capacidade de entrega de projetos e excelência operacional —explica Silvia Wada, diretora-executiva de Finanças, Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios da ISA Energia Brasil.
Outros destaques — No primeiro trimestre, a ISA Energia Brasil conquistou a certificação Great Place to Work (GPTW), que reforça a maturidade de sua cultura organizacional, pautada em confiança, colaboração e valorização das pessoas. Além disso, a empresa integrou pelo quarto ano consecutivo a carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3), que reconhece as empresas com as melhores práticas de eficiência e gestão das emissões de gases de efeito estufa. Adicionalmente, como parte de sua Estratégia de Adaptação Climática, implantou em parceria com a Climatempo uma rede própria de estações meteorológicas no Estado de São Paulo, que permitirá o monitoramento climático contínuo até 2030, ampliando sua capacidade de antecipação, prevenção e resposta a eventos extremos.