A analista de Macroeconomia do escritório, Sara Paixão, comentou sobre a balança comercial do Brasil, que apresentou superávit de US$ 6,4 bilhões em março.
—A balança comercial do Brasil apresentou um superávit de $ 6,4 bilhões em março, um número abaixo dos $ 7,3 bilhões esperados pelo mercado. O grande destaque foi para o avanço nas exportações Óleos Brutos de Petróleo, que aumentaram 70,4% quando comparado ao mesmo período de 2025. Por mais que o conflito entre Estados Unidos e Irã tenha aumentado a cotação internacional do Petróleo em março, o preço da exportação caiu 3,1% no período. Então avanço na exportação de petróleo foi influenciado principalmente pelo aumento do volume.
Isso pode refletir embarques liberados em março, mas realizados efetivamente nos meses anteriores. Com isso, devemos ver efetivamente o impacto da guerra na balança comercial brasileira apenas nos próximos meses, com um viés positivo, já que o Brent aumentou mais de 60% em março de 2026.
Já um outro ponto trazido pelo relatório foi a redução de 20% na importação do diesel em março, o que também pode ser influência da guerra. Tanto pela defasagem nos preços internos, que desestimula a importação, quanto pelo menor fluxo do combustível devido a paralisação das embarcações no estreito de Ormuz. Mas ainda é cedo para entender efetivamente esse impacto.
Também chama a atenção o avanço nas importações, que foram influenciadas pelo aumento no setor de veículos automóveis de passageiros, que avançaram mais 200% quando comparado a março de 2025. Vale ressaltar que esse é um setor influenciado positivamente pelo avanço na concessão de crédito que foi visto nos últimos meses— conlcui a análise Sara Paixão, analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.