Lavouras avançam para a fase reprodutiva sob influência de um início de ciclo mais úmido, que antecipa ajustes no posicionamento de fungicidas.
A safra brasileira de algodão 2025/26 avança nas principais regiões produtoras com a maior parte das áreas entre o final do estágio vegetativo e o início do reprodutivo. Em Mato Grosso e no Oeste da Bahia, o momento ainda não é de alta pressão das principais doenças foliares, mas marca o início mais estruturado dos programas de manejo, em um cenário influenciado pelas condições climáticas do começo do ciclo.
No Mato Grosso, onde se concentra mais de 70% da produção nacional, a semeadura da segunda safra foi concluída até o fim de fevereiro, com lavouras próximas à emissão do primeiro botão floral. O início do ciclo foi marcado por volumes elevados de chuva e períodos de baixa luminosidade, sobretudo em áreas semeadas após 20 de janeiro, o que impactou o estande e favoreceu ocorrências como tombamento de plântulas e mela. Ao mesmo tempo, essas condições passam a influenciar o comportamento das doenças ao longo do ciclo. —Ainda não se observa alta pressão das doenças foliares, mas a umidade prolongada e a menor radiação no início do desenvolvimento já interferem na forma como o manejo vem sendo conduzido, com maior atenção desde as primeiras entradas—afirma Nathalia Ribeiro, engenheira agrônoma de Desenvolvimento de Mercado da Adama.
Esse contexto também se reflete na ocorrência das doenças mais relevantes da cultura. A ramulária segue como principal referência em termos de impacto produtivo, enquanto a mancha-alvo mantém crescimento relativo, especialmente em áreas com histórico e maior densidade de plantas. No Oeste baiano e em algumas regiões do Mato Grosso, a entrada mais precoce da ramulária nesta safra já aparece como ponto de atenção, alterando o ritmo das primeiras aplicações. —Em algumas áreas, a doença tem surgido antes do que o observado em anos anteriores, o que exige um ajuste no programa desde o início, principalmente em regiões com histórico conhecido e em materiais suscetiveis —explica Nathalia.
Momento do manejo e rotação de ativos ganham peso no ciclo — Mesmo com pressão ainda classificada como moderada, a tendência é de avanço nas próximas semanas, acompanhando o fechamento do dossel e a formação de estruturas reprodutivas, que favorecem o desenvolvimento de patógenos. Nesse cenário, o calendário de aplicações segue próximo ao padrão adotado nos últimos anos, com início por volta dos 25 dias após a emergência e intervalos regulares, mas com maior nível de ajuste conforme as condições de cada área. —O ponto central continua sendo o momento de entrada. Pequenas diferenças no timing acabam tendo impacto direto no resultado do controle ao longo do ciclo— observa a engenheira agrônoma.
Outro aspecto que ganha espaço nesta safra é a necessidade de diversificação no uso de fungicidas. O uso contínuo de determinados grupos químicos já resulta em relatos pontuais de redução de eficiência, reforçando a importância da rotação de mecanismos de ação e da combinação com práticas culturais. —Não se trata de perda total de eficiência, mas de um indicativo de que o manejo precisa ser construído com mais diversidade, sem depender de um único grupo químico— diz Nathalia.
Mesmo em um cenário de preços mais pressionados e redução de área — estimada em queda de 5,5% no País —, o manejo segue estruturado, com foco na proteção do potencial produtivo e maior precisão nas decisões ao longo do ciclo. Nesse contexto, a Adama posiciona fungicidas como Azimut®, utilizado no manejo inicial de doenças de estabelecimento, como mela e tombamento de plântulas, além de Armero® e Almada®, voltados principalmente ao controle de mancha-alvo e com contribuição também no manejo de ramulária ao longo do desenvolvimento da cultura.
Para as fases mais avançadas, especialmente em áreas com histórico da doença, Across® é direcionado ao controle de ramulária, compondo programas que buscam manter a sanidade foliar até o final do ciclo. Esse posicionamento acompanha a evolução das doenças no campo e se apoia em estratégias que combinam diferentes ferramentas e incorporam avanços em tecnologia de formulação, com foco em cobertura mais uniforme, desempenho consistente em condições desafiadoras e maior previsibilidade de resultado. —O sucesso está cada vez mais ligado à forma como o programa é estruturado, com escolhas que fazem sentido dentro de cada área e que contribuam para eficiência operacional e retorno ao produtor — conclui Nathalia.
Adama — A Adama Ltda. (leia-se ADAMÁ) é uma empresa global líder em proteção de cultivos, oferecendo soluções inovadoras para agricultores no combate a plantas daninhas, insetos e doenças. A companhia possui um dos portfólios mais amplos e diversificados de ingredientes ativos do setor, apoiado por capacidades avançadas de Pesquisa & Desenvolvimento, fabricação e formulação.
Com presença em mais de 100 países, a Adama combina escala global com forte foco local, desenvolvendo produtos de alta qualidade e soluções customizadas, orientadas pelas necessidades reais dos agricultores e de seus parceiros comerciais. | www.adama.com