Alta de 2,5% em comparação a 2024. Por outro lado, quando se observa o resultado de 2025, percebe-se uma estabilidade no prejuízo líquido quando comparado ao ano anterior, com a melhora operacional verificada nos segmentos de mineração e logística sendo compensada por esses efeitos não recorrentes. No quarto trimestre registrou prejuízo líquido de R$ 721,2 milhões, revertendo o lucro líquido observado no trimestre anterior como consequência do impacto da ociosidade operacional e perdas de estoques relacionadas à parada do alto-forno registrado no período.
A Companhia Siderúrgica Nacional (“CSN”) (B3: CSNA3; Nyse: SID) divulgou no dia 12 de março (quinta-feira), seus resultados referentes ao quarto trimestre e ao exercício social de 2025, cujos dados demonstraram que no quarto trimestre de 2025, a receita líquida totalizou R$ 11.403,2 milhões, representando uma redução de 3,3% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2024. Esse desempenho reflete a sazonalidade da operação com a atividade operacional mais fraca típica do final do ano e o início do período de chuvas, além do fato de o quarto trimestre de 2024 ter sido favoravelmente impactado por uma valorização rápida do preço do minério. Em 2025, a receita líquida atingiu R$ 44.797,9 milhões, registrando crescimento de 2,5% em comparação a 2024. Esse desempenho foi impulsionado pelos melhores resultados nos segmentos de Mineração, Logística e Energia. Na mineração, a companhia alcançou o melhor resultado operacional de sua história, sustentado por uma excelente eficiência operacional e um ambiente de preços mais resiliente ao longo do ano. Já o segmento de logística foi um dos principais destaques do exercício, com os benefícios da maior movimentação de cargas, além do efeito positivo da incorporação do Grupo Tora.
De acordo com o relatório da companhia, o custo dos produtos vendidos (CPV) totalizou R$ 7.735,0 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representa uma redução de 7,1% em relação ao verificado no trimestre anterior e 6,2% quando comparado com o quarto trimestre de 2024, acompanhando a menor atividade comercial observada no trimestre principalmente nos segmentos de siderurgia e cimentos. No acumulado de 2025, o CPV atingiu R$ 32.404,2 milhões, leve alta de 1,3% sobre 2024, explicada pelo recorde de vendas na Mineração e pela ampliação do escopo operacional com a consolidação da logística multimodal.
— Por sua vez, o lucro bruto totalizou R$ 3.668,1 milhões no quarto trimestre de 2025, com uma margem bruta de 32,2%, representando expansão de 2,8 p.p. em relação ao terceiro trimestre de 2025. Mesmo diante da redução da receita, a companhia apresentou melhora na rentabilidade bruta do trimestre, refletindo o comportamento dos custos no período. Em 2025, o lucro bruto atingiu R$ 12.393,7 milhões, com margem bruta de 27,7%, o que representa expansão de 0,9 p.p. frente a 2024. A evolução anual da margem evidencia a excelência operacional alcançada ao longo do exercício, mesmo em um ambiente ainda bastante competitivo em determinados mercados—destaca.
No quarto trimestre de 2025, as despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 1.678,4 milhões, representando aumento de 7,6% em relação ao terceiro trimestre de 2025, resultado de despesas típicas concentradas no encerramento do exercício. Em 2025, as despesas com vendas, gerais e Administrativas somaram R$ 6.012,3 milhões, o que representa uma redução de 4,7% frente a 2024, como resultado de uma menor atividade comercial no segmento siderúrgico.
O grupo de outras receitas e despesas operacionais foi negativo em R$ 1.543,7 milhões no quarto trimestre de 2025, representando aumento de 353,1% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e de 51,8% frente ao quarto trimestre de 2024. Esse impacto negativo decorre, principalmente, da ociosidade operacional associada à parada do alto-forno 2 (AF2), além de um maior impacto relacionado às operações de hedge cambial e de minério de ferro no trimestre. Em 2025, o grupo de Outras receitas e despesas operacionais totalizou um saldo negativo de R$ 2.083,5 milhões, representando aumento de 33,1% em relação a 2024, também associado ao reconhecimento de despesas referentes à ociosidade operacional no segmento de Siderurgia.
Por sua vez, o resultado financeiro foi negativo em R$ 1.302,8 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representa uma redução de 9,7% em relação ao trimestre anterior como consequência do impacto positivo da variação cambial nas aplicações no exterior. Por sua vez, o resultado financeiro de 2025 foi negativo em R$ 6.496,2 milhões ou 11,7% acima do verificado em 2024, devido ao impacto da alta dos juros nas despesas financeiras, além do efeito da variação cambial nas dívidas externas.
O resultado de equivalência patrimonial registrou redução de 25,4% no quarto trimestre de 2025, atingindo R$ 116,9 milhões, como consequência da menor contribuição da MRS verificada no período, em linha com a sazonalidade da operação. Não obstante, quando olhamos o resultado de 2025, é possível verificar um crescimento de 15,9% na equivalência patrimonial, alcançando R$ 518,8 milhões, reflexo do alto nível de eficiência apresentado pela MRS ao longo deste ano, com recordes na movimentação de cargas.
Prejuízo líquido — A CSN registrou prejuízo líquido de R$ 721,2 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro líquido observado no trimestre anterior como consequência do impacto da ociosidade operacional e perdas de estoques relacionadas à parada do alto-forno registrado no período. Por outro lado, quando se observa o resultado de 2025, percebe-se uma estabilidade no prejuízo líquido quando comparado ao ano anterior, com a melhora operacional verificada nos segmentos de mineração e logística sendo compensada por esses efeitos não recorrentes.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês) ajustado no quarto trimestre de 2025 atingiu R$ 3.325,0 milhões, com margem Ebitda ajustada de 27,8%, o que representa uma expansão de 1,1 p.p. em relação ao terceiro trimestre de 2025. Essa melhora na rentabilidade reflete não apenas a resiliência apresentada ao longo do trimestre, principalmente quando se considera a sazonalidade negativa do período de chuvas e o período de atividade comercial mais fraca, mas também o efeito extraordinário verificado no segmento de siderurgia com os efeitos da ociosidade e variações de estoques relacionadas à parada do AF2. Por sua vez, o Ebitda ajustado de 2025 totalizou R$ 11.796,0 milhões, o que representa um crescimento de 15,3% em relação a 2024, com margem Ebitda ajustada de 25,1%, uma expansão anual de 2,7 p.p.. Esse forte crescimento de Ebitda e rentabilidade foi resultado de um esforço extraordinário onde a companhia conseguiu apresentar uma série de recordes operacionais, principalmente nos segmentos de mineração e logística, além de uma estratégia assertiva aplicada no segmento de siderurgia, com a decisão de parar um dos altos-fornos e focar na otimização e eficiência da operação. Com isso, foi possível ganhar competitividade e navegar em um ambiente competitivo e bastante hostil. Nesse contexto, é importante notar que a perspectiva para o segmento é de recuperação após as aprovações de medidas protetivas contra o material importado subsidiado, o que aliado à melhora de preços que tem sido observada no segmento de cimentos, deve garantir um desempenho ainda mais forte para o Ebitda consolidado da CSN em 2026.
Fluxo de caixa ajustado — No quarto trimestre de 2025, o Fluxo de caixa ajustado foi negativo em R$ 282,3 milhões, o que representa uma melhora significativa em relação ao resultado do trimestre anterior, mesmo considerando a aceleração dos investimentos verificada no período. Esse desempenho reflete a resiliência da operação observada no período e mais o impacto positivo com a liberação de capital de giro, mostrando que a Companhia tem conseguido reduzir o impacto da queima de caixa observada ao longo de todo o ano de 2025. Nesse contexto, a perspectiva para o fluxo de caixa é mais favorável para os próximos resultados à medida em que se espera uma evolução dos indicadores operacionais para 2026, além do efeito positivo que a redução nos níveis de estoques e mais a queda gradual na curva de juros deve trazer para a conversão de caixa.
Investimentos — No quarto trimestre de 2025, os investimentos totalizaram R$ 2.043,0 milhões, representando aumento de 42,4% em relação ao trimestre anterior, refletindo a concentração sazonal de desembolsos no encerramento do exercício e o avanço de projetos estratégicos em curso. O período foi marcado pela continuidade da execução da P15, além de iniciativas voltadas a recuperação da UHE Jacuí e da plataforma logística da Companhia. Em 2025, os investimentos totalizaram R$ 5.936,0 milhões, acima dos R$ 5.525 milhões registrados em 2024, movimento esse que acompanha a evolução dos projetos de infraestrutura da P15. Não obstante, o total investido em 2025 veio em linha com o guidance projetado para o ano, evidenciando a disciplina na execução do plano de capital da CSN.