A operação nasce com capacidade produtiva superior a três milhões de toneladas por ano, faturamento aproximado de R$ 500 milhões e expectativa de atingir, em até três anos, cinco milhões de toneladas de produção. E aposta em inovação mineral para reduzir impactos ambientais.
A Massari Fértil e a Morro Verde anunciaram a fusão de suas operações para a criação de uma das maiores plataformas brasileiras integradas de mineração, beneficiamento e formulação de fertilizantes minerais mistos naturais voltados ao agronegócio. A operação nasce com capacidade produtiva superior a três milhões de toneladas por ano, faturamento aproximado de R$ 500 milhões e expectativa de atingir, em até três anos, cinco milhões de toneladas de produção, R$ 1 bilhão em receita e 51% de participação de mercado em seu segmento.
A sinergia dos negócios reúne ativos de minerais estratégicos, unidades industriais e operações logísticas em Minas Gerais e São Paulo, além de parcerias produtivas em diferentes regiões do Brasil. Atualmente, cerca de 90% dos fertilizantes que o Brasil consome é importado, apesar de ser um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Essa dependência expõe o setor a riscos cambiais, geopolíticos e logísticos, além de elevar os custos de produção. —O nosso maior desejo como empresário é poder oferecer à agricultura brasileira autossustentabilidade e maior soberania nacional para o agronegócio. O Brasil não pode continuar dependente de insumos externos quando possui recursos minerais, tecnologia e capacidade industrial para produzir fertilizantes de forma competitiva e sustentável— afirma Sérgio Saurin, diretor-presidente (CEO) e fundador da Massari Fértil.
O portfólio da companhia será concentrado em fertilizantes minerais mistos naturais, desenvolvidos a partir de ativos geológicos nacionais e formulados de acordo com as características dos solos tropicais. Tais produtos são uma alternativa mais sustentável e tecnológica aos fertilizantes químicos tradicionais, ao combinar liberação gradual de nutrientes, menor impacto ambiental e maior eficiência agronômica no longo prazo. —A integração permite transformar ativos minerais em produtos de maior valor agregado, com formulações adaptadas à realidade do produtor brasileiro. Estamos falando de previsibilidade de fornecimento, menor exposição cambial e mais competitividade para o agro— afirmou Mauro Barros, CEO da Ore Investments, acionista controlador da Morro Verde.