A União teve direito a 55,5 milhões de barris de petróleo da produção do pré-sal em 2025, incluindo as parcelas dos contratos de partilha (CPPs) e dos acordos de individualização da produção (AIPs). O volume é quase o dobro daquele registrado em 2024, de 27,9 milhões de barris. O aumento significativo é decorrente, principalmente, do crescimento da produção do FPSO Marechal Duque de Caixas, em Mero, e do FPSO Tamandaré, em Búzios, segundo dados da Pré-Sal Petróleo S/A, divulgado no dia 24 de fevereiro (terça-feira).
O campo de Mero foi o maior produtor no ano, com um total de 36,44 milhões de barris, seguido de Sépia (6,49 MMbbl) e de Búzios (2,85 MMbbl). O ano também foi marcado pela entrada em operação do FPSO Bacalhau no Campo de Norte de Carcará.
— A curva de produção da União cresceu conforme previsto em nossos estudos. Isso mostra a consistência e relevância do pré-sal para o país e a importância de realizarmos a gestão destes contratos de modo a garantir os melhores resultados para a União. Os próximos anos serão de crescimento acelerado, podendo chegar a 2033 com mais de 500 mil barris por dia. Estamos fortalecendo a empresa para absorver o crescimento da demanda e entregar resultados cada vez mais robustos— disse o diretor-presidente da empresa, Luis Fernando Paroli.
Em 2025, a União também teve direito a um total de exportação de 137 milhões de m³ de gás natural, considerando sua participação em CPPs e AIPs. O volume é mais do que o dobro registrado no ano anterior (58 milhões de m³).
O maior exportador foi o campo de Sépia, com 76,17 MMm³. Na sequência, estão os campos de Tupi (18,45 MMm³) e de Sapinhoá (13,08 MMm³).
O aumento expressivo é resultado da boa performance do FPSO Carioca, em Sépia, e do FPSO Almirante Barroso, em Búzios; complementada pela melhoria do sistema de tratamento de gás de Búzios nos FPSO P-76 e P-77.
Desde 2017, a União acumula um total de 124,73 milhões de barris de óleo produzidos. A parcela acumulada exportada de gás natural da União é de 426 Mmm³, de acordo com dados , parte do Encarte Anual de Produção de 2025.
Petróleo e gás natural no regime de partilha — Em 2025, os contratos em regime de partilha registraram uma produção total de óleo de 488,84 milhões de barris, um crescimento de cerca de 30% em relação a 2024 (370,58 MMbl). O campo de Búzios foi o principal produtor neste regime, com 203,17 milhões de barris de óleo, seguido de Mero (193,99 milhões) e Sépia (33,19 milhões).
Com relação ao gás natural, os contratos de partilha exportaram 2 bilhões de m³, uma alta de aproximadamente 55% em relação ao ano anterior. O maior produtor de gás nesse regime foi o campo de Búzios (1,67 bilhão de m³), seguido de Sépia (346,84 milhões) e de Sapinhoá (28,02 milhões).
Produção em dezembro atinge recorde na produção de petróleo da União — A União encerrou o ano de 2025 com recorde de produção. No mês de dezembro de 2025, a parcela de petróleo da União somou 186 mil barris por dia (bpd) nos nove contratos de partilha de produção e nos AIPs das áreas não contratadas de Atapu, de Mero, de Tupi e de Jubarte. No mesmo mês, a União teve direito a uma produção de 624 mil m³ de gás natural por dia em cinco contratos de partilha produção e nos AIPs de Tupi e Jubarte.
A produção total média de petróleo em regime de partilha foi de 1,5 milhão bpd, 3% superior ao período anterior. O aumento deve-se ao retorno operacional das unidades do campo de Búzios, após paradas programadas da produção. Mero foi o maior produtor, com 612,91 mil bpd, seguido de Búzios com 599,52 mil bpd.
Em relação ao gás natural, a produção total no mês de dezembro foi de 6,31 milhões de m³ por dia, resultado 3% inferior ao período anterior, devido à menor exportação de gás para o campo de Sépia. Búzios foi o maior exportador com 4,75 milhões de m³ por dia, respondendo por 75% do total.