Após o término da concessão à subsidiária da CK Hutchison, a Panama Ports Company foi oficialmente declarada.
O Governo do Panamá formalizou o término da concessão outorgada à Panama Ports Company (PPC), subsidiária da CK Hutchison, após a publicação no Diário Oficial da decisão do Supremo Tribunal que declarou inconstitucional a lei contratual em vigor desde 1997 para a operação dos portos de Balboa e Cristóbal, localizados em extremidades opostas do Canal do Panamá.
A decisão — datada de 30 de janeiro de 2026 e publicada em 23 de fevereiro — tornou-se definitiva, anulando a base legal para a PPC continuar operando ambos os terminais.
Nesse sentido, a Autoridade Marítima do Panamá (AMP) tomou posse dos portos por meio de um decreto de ocupação, esclarecendo que a medida não implica expropriação e que os equipamentos permanecem propriedade da concessionária. Os terminais de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico) movimentaram um total de 3,77 milhões de contêineres em 2025, o equivalente a 38% do sistema portuário panamenho.
Efeito e consequência — Como parte do acordo de transição, a Autoridade Marítima do Panamá (AMP) assinou contratos temporários com a APM Terminals, uma subsidiária da Maersk, para operar o terminal de Balboa, e com a Terminal Investment Limited (TiL), o braço portuário da MSC, para o terminal de Cristóbal. Ambas as empresas assumirão a gestão enquanto o processo de seleção dos operadores permanentes estiver em andamento.
A Maersk informou que a APM Terminals iniciou uma fase de estabilização em Balboa para garantir a continuidade do centro logístico . Esta fase inclui inventários de carga e equipamentos, avaliações de infraestrutura e a implementação de um novo sistema operacional para o terminal. Durante esta etapa, a movimentação de contêineres poderá ser regulamentada enquanto as operações são gradualmente retomadas. | MM