A Vale S.A. (“Vale” ou “Companhia”) anuncia que sua subsidiária Vale Base Metals (“VBM”)cria joint venture para o cinturão de níquel de Thompson; parceiros terão 81,1% e a empresa fica com 18,9%. Aporte de R$ 200 milhões visa garantir a continuidade da mineração e aumentar a competitividade do ativo no longo prazo. Vale reduz participação, mas mantém acesso à produção com contrato de offtake, preservando posição no mercado de níquel.
A Vale informou no dia 19 de fevereiro (quinta-feira) que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) firmou um acordo com a Exiro Minerals Corporation (Exiro), a Orion Resources Partners e a Canada Growth Fund Inc. (CGF) para a criação de um novo consórcio voltado ao cinturão de níquel de Thompson, em Manitoba, no Canadá.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação integra a revisão estratégica dos ativos da região, com o objetivo de aumentar a competitividade do portfólio global de mineração da companhia e destravar valor no longo prazo.
Pelos termos do acordo, será criada uma nova empresa na qual Exiro, Orion e CGF terão participação conjunta de 81,1%, enquanto a VBM manterá uma fatia minoritária de 18,9%.
Investimento da Vale pode chegar até US$ 200 milhões — De acordo com a Vale, os parceiros do consórcio deverão investir até US$ 200 milhões para sustentar as operações e garantir a continuidade da mineração de níquel na região de Thompson.
A conclusão da transação está prevista para ocorrer até o fim de 2026, condicionada às aprovações regulatórias e governamentais necessárias.
Estratégia da Vale para manter posição no níquel— Além da criação do consórcio, a Vale informou que a VBM firmou um contrato de offtake para o concentrado de níquel produzido na usina de Thompson.
O acordo garante que a companhia continue tendo acesso à produção, preservando sua posição estratégica como uma das principais produtoras de níquel do Canadá.
Foco em eficiência e valor no longo prazo — A movimentação faz parte da estratégia da Vale de otimizar seu portfólio de metais básicos, priorizando projetos com maior retorno e dividindo riscos com parceiros.
O níquel é considerado um mineral estratégico, especialmente por seu uso na produção de baterias para veículos elétricos, o que reforça o interesse da companhia em manter presença relevante no segmento, mesmo com participação reduzida.
— A conclusão da transação é esperada até o final de 2026, sujeita às aprovações regulatórias e governamentais usuais—conclui Marcelo Feriozzi Bacci, vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores.