Queda de 67% ante 2024. O lucro líquido atribuível aos acionistas da Vale foi de US$ -3,8 bilhões, uma queda de US$ 3,4 bilhões. Quedas atribuídas a eventos como Brumadinho, a descaracterização de barragens, e a baixa nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá. Mas o CEO da companhia, Gustavo Pimenta, afirma que ao entrar 2026 o foco é na excelência operacional,no crescimento sustentável por meio de iniciativas como o Programa Novo Carajás, e na entrega de valor de longo prazo superior para todos os stakeholders.
A mineradora brasileira Vale de cunho mundial mundial divulgou seus resultados do quarto trimestre e do ano de 2025, no dia 12 de fevereiro (quinta-feira). Dados mostra forte desempenho operacional e de custos em todos os segmentos de negócio, com todos os guidances para 2025 atingidos.
De acordo com a companhia, as vendas robustas no quarto trimestre de 2025 e no ano de 2025. As vendas de minério de ferro, cobre e níquel aumentaram 5% (+4 Mt), 8% (+8 kt), e 5% (+3 kt) a/a no quarto trimestre de 2025, respectivamente. Em 2025, aumentaram 3% (+8 Mt), 12% (+41 kt), e 11% (+18 kt), respectivamente.
O preço médio realizado de finos de minério de ferro foi 1% maior t/t e 3% a/a, atingindo US$ 95,4/t. O preço realizado de cobre cresceu 12% t/t e 20% a/a para US$ 11.003/t. O preço realizado de níquel recuou em 3% t/t e 7% a/a para US$ 15.015/t.
O custo caixa C1 de finos de minério de ferro atingiu US$ 21,3/t em 2025, 2% menor a/a, marcando o segundo ano consecutivo de redução de custos. No quarto trimestre de 2025, o custo caixa C1 também totalizou US$ 21,3/t, 13% maior a/a, em linha com o guidance. O custo all-in de minério de ferro atingiu US$ 54,2/t, 3% menor a/a em 2025 e US$ 54,3/t, 10% maior a/a no quarto trimestre de 2025.
Os custos all-in de cobre totalizaram US$ -881/t no trimestre, enquanto os custos all-in do níquel caíram 35% a/a para US$ 9.001/t, devido principalmente a robusta receita de subprodutos e melhorias operacionais em ambos os segmentos. Para 2025, os custos all-in totalizaram US$ 603/t para cobre e US$ 12.158/t para níquel, marcando também o segundo ano consecutivo de redução do custo total.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sigla em inglês)proforma totalizou US$ 4,8 bilhões, 17% maior a/a e 10% maior t/t, refletindo uma maior contribuição da Vale Metais Básicos.
Capex — Capex totalizou US$ 2,0 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com o guidance de Capex de US$ 5,5 bilhões para o ano. O Fluxo de caixa livre recorrente totalizou US$ 1,7 bilhão, US$ 0,9 bilhão maior a/a, devido a um forte Ebitda proforma e menores despesas financeiras líquidas.
A dívida líquida expandida atingiu US$ 15,6 bilhões ao fim do trimestre, US$ 1,0 bilhão menor t/t, como resultado da sólida geração de fluxo de caixa livre e ajustes de provisão relacionados à Samarco. E tiveram US$ 1,8 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio a serem pagos em março, refletindo a política de dividendos, em adição ao US$ 1,0 bilhão em remuneração extraordinária paga em janeiro.
Lucro líquido — O lucro líquido proforma foi de US$ 1,5 bilhão no quarto trimestre de 2025, 68% maior ante o ano anterior, impulsionado principalmente por (i) maior Ebitda proforma e (ii) Impacto da avaliação a valor de mercado dos swaps nos resultados do quarto trimestre de 2024, refletindo a depreciação de 14% do BRL no final daquele trimestre. Se excluídos os eventos — no indicador chamado de “proforma” — o lucro da Vale foi de US$ 7.796 bilhões em 2025, alta de 28% na comparação com o registrado em 2024, — resultados proforma exclui os efeitos relacionados a Brumadinho e à descaracterização de barragens, e itens não recorrentes— . Explicado que nesses efeitos positivos foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 449 milhões na provisão da Samarco, reconhecido no resultado de Coligadas e Joint Ventures, em função de atualizações relacionadas à Ação no Reino Unido, além da ausência do ganho de US$ 626 milhões registrado no quarto trimestre de 2024 referente à aquisição de participação acionária no Minas-Rio, incluído em Resultado na alienação de ativos não circulantes.

— Em 2025, a Vale entregou um desempenho excepcional, atingindo ou superando todos os guidances enquanto avançou em prioridades estratégicas que reforçam nossa ambição de longo prazo. A companhia fortaleceu seu compromisso com a segurança, com reduções significativas em incidentes de alto potencial, além de alcançar um marco importante em nossa jornada de segurança, sem nenhuma barragem em nível 3 de emergência. Em nossas operações, atingimos os maiores níveis de produção de minério de ferro e cobre desde 2018 e entregamos crescimento de dois dígitos na produção de níquel. Esse forte desempenho operacional foi suportado pela maior confiabilidade dos ativos e pelo bem-sucedido ramp-up de projetos-chave de crescimento, como Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma. Ao mesmo tempo, a empresa continuou a melhorar sua competitividade de custos, capturando eficiências estruturais que aprimoram sua posição na curva global de custos da indústria. Nossa alocação disciplinada de capital, combinada com forte execução e um ciclo mais favorável, nos permitindo entregar retornos superiores aos acionistas. Ao entrar em 2026, permanecemos focados na excelência operacional, no crescimento sustentável por meio de iniciativas como o Programa Novo Carajás, e na entrega de valor de longo prazo superior para todos os nossos stakeholders — comentou Gustavo Pimenta, CEO.
Segundo a mineradora, o lucro líquido atribuível aos acionistas da Vale foi de US$ -3,8 bilhões, uma queda de US$ 3,4 bilhões a/a, refletindo (i) os efeitos mencionados acima, (ii) o impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, decorrente da revisão para baixo das premissas de preço de longo prazo do níquel com base em estimativas de mercado e (iii) a redução de US$ 2,8 bilhões decorrente da baixa de imposto diferido de subsidiárias, registrada em Tributos sobre o lucro.
Investimentos de manutenção — Os investimentos de manutenção totalizaram US$ 1,7 bilhão, US$ 301 milhões (21%) maiores a/a, devido a maiores investimentos planejados em equipamentos e frota de mineração, incluindo veículos autônomos, em nossas operações de minério de ferro e na Vale Metais Básicos. Em janeiro de 2026, a licença de instalação do projeto de cobre Bacaba foi concedida e as obras de construção foram iniciadas. O Bacaba foi concebido para estender a vida útil do complexo de Sossego, contribuindo com uma produção anual média de ~50 ktpa de cobre, com um Capex total de US$ 290 milhões e início previsto para o primeiro semestre de 2028. A aprovação da licença do projeto Bacaba é um marco importante no programa de expansão da capacidade de produção de cobre na região de Carajás, no Brasil. No minério de ferro, o projeto Serra Sul +20 alcançou 84% de progresso físico e deve iniciar a fase de comissionamento no 2S26, adicionando 20 Mtpa de capacidade à mina Serra Sul
* Governo de Minas consolida avanço na cadeia de valor do lítio com investimento internacional de R$ 220 milhões governo-minas-cbl
Aporte da indiana Altmin na CBL amplia refino químico no estado e reforça estratégia de agregação de valor do Vale do Lítio.
O Governo de Minas acompanhou o anúncio do investimento de US$ 40 milhões (cerca de R$ 220 milhões) da empresa indiana Altmin na Companhia Brasileira de Lítio (CBL), realizado em encontro no dia 12 de fevereiro (quinta-feira). Este aporte representa a compra de 33% da CBL no que diz respeito à sua planta de refinaria, localizada em Divisa Alegre, no Norte de Minas, e será inteiramente revertido em sua ampliação para produzir hidróxido de carbonato de lítio.
O aporte marca um avanço estratégico na agregação de valor à cadeia produtiva do lítio em Minas Gerais, ao fortalecer a etapa de refino químico, segmento fundamental do processo downstream voltado à produção de insumos para baterias.
Este investimento viabilizará a expansão da capacidade produtiva da refinaria de 2 mil toneladas anuais para 6 mil t/a do principal componente químico utilizado em baterias de veículos elétricos e de grandes acumuladores de energia. Este trabalho vai reforçar a posição do estado como protagonista global na cadeia de minerais estratégicos e vai impulsionar o desenvolvimento no escopo do projeto Vale do Lítio.
A negociação concretizada reforça a efetividade da política de atração de investimentos conduzida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Invest Minas, responsáveis por promover o estado internacionalmente e conectar investidores a oportunidades estratégicas como esta.
—Esse investimento da Altmin na CBL mostra, na prática, a força do Vale do Lítio e o quanto Minas está conectada ao futuro da transição energética. Estamos falando de mais valor agregado, mais empregos e mais protagonismo internacional para o estado. É desenvolvimento que chega ao território, gera oportunidades reais e posiciona Minas no centro da nova economia global —destaca a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.
A parceria entre CBL e Altmin teve como um de seus marcos iniciais o relacionamento estabelecido durante o Brazil Lithium Summit de 2024, evento apoiado pela Invest Minas para estimular networking e cooperação internacional no setor.
—O investimento internacional na CBL demonstra como o trabalho estruturado do Governo de Minas tem transformado o Vale do Jequitinhonha em uma vitrine global de oportunidades. A conexão iniciada em eventos estratégicos como o Brazil Lithium Summit mostra que, quando o estado promove o ambiente certo e aproxima parceiros internacionais, os negócios acontecem —celebra o diretor de Atração de Investimentos da Invest Minas, Ronaldo Barquette.
Realidade — Lançado em 2023, o projeto Vale do Lítio é uma iniciativa coordenada pela Sede-MG com municípios e setor produtivo para desenvolver a cadeia do mineral no Norte e Nordeste do estado, com foco na atração de empresas, qualificação profissional e infraestrutura.
Desde então, o programa já impulsionou bilhões em investimentos e milhares de empregos, fato que consolidou o Vale do Jequitinhonha como polo estratégico da transição energética.
Minas Gerais concentra municípios que abrigam a maior reserva nacional de lítio e responde por mais de 90% das exportações brasileiras da cadeia produtiva do mineral, matéria-prima essencial para baterias, veículos elétricos e tecnologias de energia limpa.
O investimento da Altmin também fortalece a verticalização da produção no estado ao agregar valor ao recurso mineral extraído localmente e garantir competitividade internacional à indústria instalada em Minas. Com os 33% adquiridos da planta de refinaria da CBL, a empresa produzirá parte da produção de carbonato de lítio grau bateria, insumo de alta pureza utilizado em cátodos para baterias.
— Temos orgulho de ser a primeira empresa fora da China com capacidade industrial para a produção de compostos de carbonato de lítio grau bateria. Somos os únicos, aliás, já plenamente qualificados. Esse know-how foi desenvolvido com pesquisa e com o talento de nossa equipe. Isso chamou a atenção de empresas internacionais dispostas a participar desta cadeia de suprimentos conosco. Seguiremos firmes no desenvolvimento da empresa e em outras expansões— celebrou o CEO da CBL, Vinícius Alvarenga.
As empresas — Fundada em 1985, a CBL é uma mineradora brasileira com operações integradas que vão da extração ao refino químico de lítio. Fora da China, é a única companhia qualificada industrialmente para produzir carbonato de lítio grau bateria com pureza superior a 99,8%.
Já a Altmin é uma empresa tecnológica indiana voltada ao desenvolvimento de materiais para baterias e à consolidação de cadeias produtivas ligadas à mobilidade elétrica e armazenamento de energia. | www.investminas.mg.gov.br