A superintendente de Crédito e Câmbio da be.smart, Jaqueline Neo, comentou sobre as recentes movimentações do dólar, que enfrenta trajetória de queda.
— O dólar tem operado em trajetória de queda, refletindo um ambiente de maior apetite ao risco global e expectativas de que o ciclo de juros nos Estados Unidos esteja se aproximando do fim. Com os investidores buscando ativos de maior retorno, moedas de mercados emergentes, como o real, têm se beneficiado desse movimento.
No Brasil, o diferencial de juros ainda elevado e os fluxos para renda fixa e bolsa ajudam a sustentar a valorização do real. Ainda assim, o câmbio segue sensível ao cenário fiscal e às mudanças no humor internacional, o que mantém a volatilidade no radar. No curto prazo, o dólar tende a continuar reagindo mais ao ambiente externo do que aos fundamentos domésticos.
Para investidores: a queda do dólar reduz o efeito de proteção cambial, mas abre espaço para estratégias de diversificação internacional com custo mais baixo. Também pode favorecer posições em ativos domésticos, desde que o cenário global permaneça construtivo.
Para empresas com compromissos no exterior: o momento pode ser oportuno para alongar hedge e travar parte das obrigações em níveis mais baixos de câmbio, garantindo previsibilidade de custos e protegendo margens contra eventuais reversões do ciclo global.
O dólar em baixa hoje reflete mais o apetite global por risco do que uma mudança estrutural nos fundamentos locais— finaliza o comentário Jaqueline Neo, superintendente de Crédito e Câmbio da be.smart.