Milei conseguiu um acordo melhor que o fechado com o Brasil. O Governo argentino vai além, quando assina o “Acordo de Comércio e Investimentos Recíprocos”.
Um acordo firmado no dia 05 de fevereiro (quinta-feira) entre a Argentina e os Estados Unidos vai garantir que o governo de Javier Milei exporte 80 mil toneladas de carne bovina ao mercado norte-americano com tarifa zero.
A cota foi anunciada pela Casa Branca, que classificou a medida como uma chance de oferecer —oportunidade de carne mais barata para os americanos—.
Hoje, frigoríficos brasileiros conseguem vender até 50 mil toneladas sem tarifa dentro de uma cota destinada a —outros países—. Acima desse limite, as empresas do Brasil passam a pagar uma taxa de 26,4%, em razão do tarifaço adotado pelos EUA.
A avaliação é de que o Brasil deve continuar exportando mais carne aos americanos do que a Argentina, por ter maior capacidade de produção. No entanto, o setor vê risco de redução nos lucros por conta da diferença no custo tributário.
O governo argentino afirma que as concessões estão dentro das exceções permitidas pela Tarifa Externa Comum (TEC), que foram ampliadas recentemente.
O “Acordo de Comércio e Investimentos Recíprocos” prevê —uma relação estratégica entre ambos os países, baseada na abertura econômica, em regras claras para o intercâmbio internacional e em uma visão moderna da complementaridade comercial —segundo comunicado oficial do presidente argentino, Javier Milei.
Minerais Críticos — O acordo firmado entre Argentina e Estados Unidos para cooperação em minerais críticos vai além da diplomacia. O movimento sinaliza uma mudança estrutural no mercado global, no qual cadeias minerais passaram a ser tratadas por Washington como tema de segurança econômica e industrial.
Ao acelerar uma tendência já em curso, o acordo entre Argentina e Estados Unidos redefine a lógica do setor. Minerais críticos deixam de ser apenas commodities e passam a influenciar custo de capital, atração de investimentos e posicionamento geopolítico.
Para o Brasil, o impacto é direto. Embora o país mantenha uma das maiores bases geológicas do mundo, o diferencial competitivo deixou de ser apenas a existência de reservas no subsolo. O mercado agora precifica a capacidade de estruturar projetos financiáveis, com previsibilidade regulatória, contratos de longo prazo e etapas locais de processamento.
O Brasil tem escala geológica e diversidade mineral. O mercado, porém, passa a valorizar quem entrega processamento, contratos estáveis e previsibilidade regulatória — porque, na nova corrida global, a vantagem não está apenas no subsolo.