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05/02/2026

Os investidores devem olhar além dos líderes “Mega- Cap” em 2026, aponta relatório global de Family Offices do J.P. Morgan Private Bank

Perspectivas de 333 family offices em 30 países, patrimônio líquido médio de 1,6 bilhões de dólares. Embora 65% pretendam priorizar os investimentos em IA, muitos ainda precisam construir exposição a ativos de crescimento, venture capital ou infraestrutura – todas classes de ativos centrais para a revolução da IA. A geopolítica é citada como o principal risco por 64% dos family offices, mas a maioria possui alocação limitada a proteções tradicionais como o ouro, refletindo uma variedade de abordagens para a gestão de riscos.

Nova Iorque (EUA) — O J.P. Morgan Private Bank anunciou, nesta semana, e divulgou no dia 04 de fevereiro (quarta-feira), o lançamento do 2026 Global Family Office Report, uma análise holística das prioridades, perspectivas e estratégias que moldam os principais family offices do mundo.

—Através do nosso serviço às famílias mais notáveis do mundo ao longo de todas as gerações e jurisdições, temos um perspectiva única sobre as suas maiores aspirações. Este relatório reflete as suas perspectivas e prioridades, oferecendo uma visão sobre como os family offices estão moldando seus futuros— disse William Sinclair, co-head global de Family Office Practice do J.P. Morgan.

Private Bank: — À medida que os family offices navegam por um mundo de complexidade sem precedentes, o nosso papel é ajudá-los a transformar a ambição em impacto duradouro—diz.

— Este relatório é mais do que uma pesquisa, é o resultado da nossa colaboração com alguns dos family offices mais sofisticados do mundo — disse Natacha Minniti, co-head global de Family Office Practice no J.P. Morgan Private Bank. — Embora os family offices em todo o mundo estejam enfrentando desafios semelhantes, suas ações variam regionalmente. O que se destaca globalmente é uma atitude clara pró-risco. Previsivelmente, a IA é o principal tema de investimento, mas 57% dos participantes ainda não têm exposição a crescimento e venture capital — onde grande parte da inovação acontece— complementa.

O relatório reúne as perspectivas de 333 family offices em 30 países, cada um com um patrimônio líquido médio de 1,6 bilhões de dólares. O relatório foca em três áreas principais: alocação de carteira, sucessão e engajamento, e fundamentos estratégicos e operacionais.

Ambições em IA Superam Ação: O Paradóxo Presente na Alocação das Carteiras — O relatório destaca uma oportunidade para maior alinhamento entre ambição e execução nos investimentos em tecnologia. Embora 65% dos family offices pretendam priorizar a IA, esse foco ainda não está totalmente refletido em suas carteiras. Além da exposição limitada a crescimento e venture capital, mais de 70% atualmente não possuem investimentos em infraestrutura, mesmo que o avanço da IA dependa de centro de dados e infraestrutura digital. Isso sugere que há um potencial significativo para os family offices aprimorarem ainda mais seus portfólios nessas áreas-chave.

Para capturar plenamente a oportunidade da IA, os investidores devem olhar além dos líderes mega- cap e focar nos capacitadores que impulsionam a cadeia de fornecimento — de semicondutores e infraestrutura de energia a sistemas de rede e sistemas de resfriamento — disse Christophe Aba, Head de Investments & Advice do J.P. Morgan Private Bank. —Igualmente importante é a exposição ao mercado privado, onde as dez principais empresas de IA já estão avaliadas em cerca de US$ 1,5 trilhão, ressaltando que grande parte do valor futuro da IA está sendo gerado fora dos mercados públicos— complementa.

Inflação e Geopolítica Redefinem a Relação Risco e Retorno — A inflação está levando os family offices a investimentos alternativos — os mais preocupados estão alocando quase 60% do seu capital nesta categoria, cerca de 20% acima da média global, favorecendo hedge funds e fundos imobiliários.

Apesar da contínua incerteza geopolítica, a maioria dos family offices evita proteções tradicionais e emergentes: 72% não têm exposição ao ouro e 89% não possuem criptomoedas, preferindo ativos tangíveis e estratégias consolidadas. A geopolítica agora é o principal risco, citado por 64% dos family offices.

Negócios familiares: o dilema entre a sucessão e o engajamento — O relatório mostra que famílias empresárias estão à frente em governança: 48% delas estabeleceram estruturas formais, enquanto entre as famílias sem empresas esse número é de 40%. Além disso, famílias empresárias têm quase o dobro de chance de apontar conflitos internos como um dos principais riscos (41% contra 23%). O relatório também revelou que menos da metade dessas (48%) considera sua empresa ao definir a alocação de investimentos.

— Os maiores riscos para os family offices geralmente surgem da perda de sinergias, equipes excessivamente enxutas e da falta de uma gestão de riscos holística. Esses desafios tornam-se ainda mais evidentes à medida que as transições econômicas e geracionais aceleram— disse Elisa Shevlin Rizzo, Head de Family Office Advisory no J.P. Morgan Private Bank. —Os proprietários de empresas familiares estão especialmente atentos a esses riscos internos e estão tomando medidas proativas para proteger a continuidade e a eficácia de seus family offices—.

O planejamento sucessório continua sendo uma grande preocupação: 53% das famílias empresárias consideram esse tema uma das principais questões, e 86% de todos os family offices não possuem um plano de sucessão claro para os principais tomadores de decisão, destacando uma área crítica a ser aprimorada diante das transições geracionais que se aproximam.

Complexidade crescente impulsiona mudanças organizacionais — À medida que os family offices enfrentam uma complexidade cada vez maior, a competição por talentos e a necessidade de habilidades especializadas estão elevando os custos operacionais e promovendo uma mudança em direção à contratação de profissionais que não fazem parte da família.

O custo operacional anual médio de um family office é de US$ 3 milhões, chegando a US$ 6,6 milhões para escritórios com mais de US$ 1 bilhão em ativos. Enquanto 40% dos escritórios gastam menos de US$ 1 milhão por ano, 11% gastam mais de US$ 7 milhões, com 25–28% dos custos destinados a serviços externos, como jurídico, negociação e cibersegurança.

A terceirização tornou-se uma prioridade estratégica: 80% dos family offices terceirizam algum aspecto da gestão de portfólio, e mais de um terço dos escritórios com US$ 1 bilhão ou mais em ativos terceirizam mais da metade de seus portfólios. Os serviços jurídicos (52%), negociação e execução de mercado (45%) e cibersegurança (38%) são as funções mais frequentemente terceirizadas.

À medida que os family offices digitalizam e agregam dados, plataformas tecnológicas e cibersegurança tornaram-se necessidades prioritárias, com 32% citando a cibersegurança como sua maior prioridade.

Perfil — O J.P. Morgan Private Bank oferece aconselhamento financeiro personalizado para ajudar clientes de alta renda e suas famílias a alcançarem seus objetivos por meio de uma experiência diferenciada. Os clientes do Private Bank contam com equipes dedicadas de especialistas que integram seus investimentos e ativos financeiros em uma estratégia abrangente, aproveitando os recursos globais do J.P. Morgan em planejamento, investimentos, crédito, serviços bancários, filantropia, gestão de family office, serviços fiduciários, consultoria especializada e muito mais. O Private Bank administra mais de US$ 3,5 trilhões em ativos de clientes globalmente (em 31/12/2025). | privatebank.jpmorgan.com.