Comitiva conhece em Aracruz as operações da Portocel, referência em celulose, e obras de construção do novo porto da Imetame.
Na ocasião, estiveram presentes, entre outros representantes das companhias, Etore Selvatici Cavallieri, fundador da Imetame, e Alexandre Billot Mori, gerente-geral da Portocel. No mês passado, a Imetame fechou uma parceria com a Hanseatic Global Terminals (HGT) — subsidiária da empresa alemã de navegação Hapag-Lloyd —, para desenvolver o terminal em Aracruz. O porto tem movimentação anual prevista de 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), colocando Aracruz mais ainda no mapa global do comércio marítimo. Sua estrutura com 17 metros de profundidade, 750 metros de cais de extensão e equipamentos de contêineres de última geração é adequada para movimentar grandes navios que operam no litoral brasileiro.
Com previsão de início das operações até meados de 2028, o complexo será um hub logístico estratégico, modelado para atender aos mais diversos setores no embarque e desembarque de contêineres, carga geral, veículos, carga de projeto, granéis sólidos, líquidos e gasosos, e apoio offshore.
—Tivemos a oportunidade de conhecer a dinâmica dos terminais e acompanhar o desenvolvimento dos projetos e das obras de expansão. Gostaríamos de agradecer à ATP, excelentes parceiras da Antaq e do Ministério, pelo convite e por toda a agenda que realizamos de forma conjunta— disse Ávila.
Portocel e Imetame são associadas da ATP, que atualmente reúne 39 grandes companhias que congregam 75 terminais privados do país. Juntas, as empresas movimentam cerca de 60% da carga portuária brasileira, essencial para o comércio exterior do país.
—Foram dois dias muito importantes para a ATP, acompanhando os diretores da Antaq juntamente com o secretário de Portos, em uma visita a dois terminais privados (TUPs), para conhecer a operação da Portocel e as obras do novo porto da Imetame. São exemplos relevantes de investimentos privados que fortalecem a logística portuária brasileira, contribuindo com o desenvolvimento do país —afirmou Barbosa.
No caso da celulose, a mercadoria é um dos produtos que mais movimentam os portos brasileiros. A celulose serve como matéria-prima para fabricar papéis, embalagens, tecidos especiais e diversos produtos do dia a dia. Atualmente, a celulose é a sétima mercadoria mais movimentada nos terminais portuários do país. Em 2025, foram aproximadamente 25 milhões de toneladas, sendo que os dois terminais que mais movimentam o produto no Brasil são privados: Portocel e DP World, em Santos (SP), também membro da ATP.
Nos portos, a celulose deve receber um olhar atento na operação, porque os fardos precisam ficar protegidos da umidade. E os terminais privados brasileiros já operam com estrutura e tecnologia para garantir um fluxo logístico seguro e eficiente da carga.
Companhia também associada à ATP, a Suzano, por sua vez, é a maior produtora de celulose do país e uma das maiores do mundo. Na Suzano são plantadas mais de 1 milhão de mudas de eucalipto por dia, com manejo sustentável e certificado.
A movimentação de celulose, pelos associados da ATP, abastece mais de 100 países, alcançando aproximadamente 2 bilhões de pessoas.
ATP — A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) representa os interesses e atua em defesa do segmento privado e na modernização dos portos brasileiros, relevantes para a infraestrutura econômica e o desenvolvimento do país. Atualmente, a associação reúne 39 empresas de grande porte e congrega 75 terminais privados do país. Juntas, as empresas movimentam 60% da carga portuária brasileira e respondem pela geração de 47 mil empregos diretos e indiretos.
A ATP reúne associadas que atuam em áreas como mineração, siderurgia, petróleo e gás, agronegócio, contêineres e complexos logísticos, relevantes para o comércio exterior e a economia brasileira.